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Saúde

Anvisa nega pesquisa da Unicamp para pesquisa com cultivo de cannabis

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Anvisa negou um pedido da Unicamp para desenvolver uma pesquisa com o cultivo de Cannabis. A resposta negativa foi dada em 6 de novembro, após nove dias de análise.

Cultivo de cannabis Foto: Eric Engman / AP

Em parceria com a empresa Entourage Phytolab, o estudo agronômico da Unicamp duraria dois anos e trabalharia com 91 tipos de sementes de Cannabis para a produção de medicamentos.

Um recurso será apresentado nos próximos dias à Diretoria Colegiada da agência, que deve ser julgado em janeiro.

“É uma pena. Infelizmente estamos passando por um momento de muito obscurantismo. Não estamos pedindo nada que não esteja autorizado pela lei”, afirmou Caio Santos, CEO da Entourage, ressaltando que o trabalho pode contribuir com o combate de doenças coronárias, emagrecimento e tratamentos anti-inflamatórios.

Na semana passada, a Universidade Federal de Viçosa e a startup ADWA Cannabis iniciaram uma pesquisa para o melhoramento genético da planta.

Contudo, após resistência da Anvisa, o estudo só começou após uma decisão judicial.

Época

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“A solução está por vir”, diz Bolsonaro ao lançar plano de vacinação

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© Sérgio Lima/Poder360 16.dez.2020

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 4ª feira (16.dez.2020) que o Brasil está na “iminência” de ter uma alternativa concreta para combater a pandemia de covid-19. A declaração foi feita em evento de lançamento do Plano Nacional de imunização contra a doença, no Palácio do Planalto.

Peço a Deus que estejamos certos, a solução está por vir”, disse o presidente.

Participaram da cerimônia os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Braga Netto (Casa Civil), Eduardo Pazuello (Saúde), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), e líderes do governo no Congresso, na Câmara e no Senado. Também estiveram governadores de 9 Estados. Sao eles:

  • Ronaldo Caiado (DEM-GO),
  • Fátima Bezerra (PT-RN),
  • Wellington Dias (PT-PI),
  • Antonio Denarium (PSL-RR),
  • Wilson Lima (PSC-AM),
  • Renato Casagrande (PSB-ES),
  • Carlos Moisés (PSL-SC),
  • Camilo Santana (PT-CE), e
  • Mauro Carlesse (DEM-TO).

Bolsonaro recebeu o plano de vacinação das mãos de Pazuello e da coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fantinato. Posou para foto ao lado do Zé Gotinha, mascote da vacinação no país.

APROXIMAÇÃO

Governadores foram surpreendidos com o convite do governo para participarem do evento de lançamento do Plano Nacional de Imunização no Palácio do Planalto. O Fórum Nacional de Governadores, coordenado por Wellington Dias (PT-PI), planejava se reunir apenas com o ministro Pazuello, no Ministério da Saúde, às 16h desta 4ª feira, mas foi convocado para a cerimônia de lançamento do PNI, da qual participou Bolsonaro.

O governador do Piauí afirmou que as demandas do grupo ainda não foram sanadas e que espera evoluir no diálogo com o ministro da Saúde na reunião que acontecerá depois da cerimônia.

Esperamos o que mais o Brasil precisa: vacinas, compra e cronograma de entrega, Fiocruz e Butantan produzindo em carga plena e Pfizer, Moderna, Serum/Astrazeneca e Sinovac da China complementando. Assim temos o plano”, disse ao Poder360.

Dias enviou uma carta ao chefe da pasta com algumas propostas e pedidos. Entre eles, limitar o transporte terrestre de vacinas e insumos de até 1.400 km para 700 km, priorizando as entregas por via aérea e estabelecer acordo com a Pfizer e com a aliança internacional Covax Facility, além de outros laboratórios.

Esperamos todos os esforços para a efetivação da [vacinação] em 2021”, diz a carta.

PLANO DE VACINAÇÃO

O plano nacional de vacinação contra a covid-19 elaborado pelo governo federal foi divulgado em 12 de dezembro por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski.

A vacinação, incialmente, será voltada para a parcela da população mais suscetível aos quadros graves da doença. Não foram estipuladas datas. O Ministério da Saúde estabeleceu 4 etapas de imunização para os chamados grupos prioritários.

Estão contemplados trabalhadores de saúde, pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com comorbidades, indígenas, professores, funcionários do sistema prisional, das forças de segurança e de salvamento.

Eis os detalhes estipulados para cada etapa:

  • Fase 1: serão 29,9 milhões de doses. Recebem a vacina trabalhadores de saúde, pessoas de 75 anos ou mais, indígenas e aqueles com 60 anos ou mais que estejam em instituições (como lares para idosos);
  • Fase 2: serão 44,8 milhões de doses. Para pessoas de 60 a 74 anos;
  • Fase 3: serão 26,6 milhões de doses. Etapa voltada para pessoas com comorbidades como Diabetes mellitus; hipertensão; doença pulmonar obstrutiva crônica; doença renal; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares; indivíduos transplantados de órgão sólido; anemia falciforme; câncer e obesidade grave;
  • Fase 4: serão 7 milhões de doses. A vacina será aplicada em professores, profissionais da saúde, segurança, salvamento e do sistema prisional.

O planejamento da pasta estipula a aplicação de duas doses por pessoa e tem uma margem de 5% de perdas. O Ministério da Saúde afirmou que os grupos podem sofrer alterações, “a depender das indicações da vacina após aprovação da Anvisa [Agência de Vigilância Sanitária], assim como as possíveis contraindicações”.

Poder360

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Butantã atrasa divulgação de eficácia da Coronavac para submeter à Anvisa dados finais de análise

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© Gabriela Biló/Estadão

Instituto Butantã decidiu atrasar a divulgação dos resultados de eficácia da vacina Coronavac para já submeter à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em até dez dias, os dados da análise final do estudo e não da chamada análise interina, feita com informações de menos voluntários. A Coronavac é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida em parceria com o Butantã.

Estadão apurou que a decisão foi tomada após os pesquisadores perceberem que o total de infectados no grupo de participantes havia crescido e ultrapassado a marca de 151 contaminações, número mínimo estabelecido no protocolo do estudo para a análise final de eficácia. Anteriormente, a análise seria feita com dados de pouco mais de 70 contaminados.

A informação foi antecipada pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, e confirmada pelo diretor do Butantã, Dimas Covas, em evento online promovido pela Universidade de São Paulo (USP) na manhã desta segunda-feira, 14.

“Nós mudamos a nossa estratégia, que até semana passada era solicitar o uso emergencial com os dados de análise parcial. Dada a conjuntura e uma possível dificuldade com relação à própria velocidade da Anvisa, mudamos de estratégia e vamos pedir o uso definitivo na China e no Brasil ao mesmo tempo”, declarou.

Dimas destacou que ainda falta também o certificado da Anvisa de boas práticas da fábrica da Sinovac, com emissão prevista para o fim de dezembro ou início de janeiro. “Aguardamos a análise final da eficácia. Isso vai permitir a conclusão do estudo, isso acontece nos próximos dias. Esperamos que o registro possa caminhar muito rapidamente na China e, antes do final desse ano, vamos ter o registro da vacina na China. A vacina sendo registrada em uma das grandes agências, como a europeia, chinesa, japonesa ou americana, a Anvisa pode autorizar o uso excepcional do produto. Foi uma estratégia que discutimos junto com a Sinovac e acho que isso vai, de fato, emitir uma agilidade maior, embora possa colocar alguma pressão em cima da Anvisa”, declarou.

O aumento de infecções entre os voluntários que possibilitou a análise final aconteceu mais rápido do que o Butantã esperava por causa da alta de casos da doença no Estado de São Paulo e em todo o País. A Coronavac é testada em 13 mil voluntários distribuídos em 16 centros de pesquisa de todas as regiões.

Com dados de mais voluntários, os resultados ficarão estatisticamente mais robustos, o que aumentará a chance do Butantã de obter registro rápido da Anvisa. Há expectativa no governo de São Paulo de que esse dossiê seja entregue à Anvisa até o dia 23 de dezembro.

A agência já foi informada, em reunião com pesquisadores do Butantã, da mudança de estratégia do instituto. Pesquisadores do Butantã não descartam a possibilidade de submeter os dados pelas duas vias possíveis: registro regular e uso emergencial.

Como mencionado por Covas, a Sinovac deverá entrar, simultaneamente, com pedido de registro na agência regulatória chinesa, que pode deliberar sobre o assunto em poucos dias, já que, no país asiático, a vacina já tem autorização para uso emergencial em públicos específicos, como trabalhadores de serviços essenciais.

Caso a agência chinesa dê o registro à Coronavac antes da brasileira, a Anvisa terá 72 horas após a aprovação na China para se manifestar sobre o registro no Brasil, conforme determina lei federal que autoriza o uso de produtos de saúde sem registro no Brasil contanto que ele tenha obtido aval das agências dos Estados Unidos, União Europeia, Japão ou China.

Estadão

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Mais da metade dos baianos tem ao menos uma doença crônica, diz pesquisa

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Pouco mais da metade dos adultos baianos tinham ao menos uma doença crônica não transmissível no ano passado. Isso é o que aponta a Pesquisa Nacional de Saúde feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse quadro foi encontrado em 51,6% (5,744 milhões) dos soteropolitanos e em 51,5% (ou 1,179 milhão) da população de todo o estado. Os problemas crônicos de coluna foram os mais recorrentes na Bahia, atingindo um a cada quatro adultos (26%). Na capital aparece em terceiro lugar, registrados em 20,5% da população maior de 18 anos.

Ao Bahia Notícias, o médico ortopedista Marcelo Midlej apontou causas da doença e fez um alerta ao uso de eletrônicos. “Essa alta incidência acontece porque uma doença que em primeiro momento era típica da terceira idade hoje atinge muitos jovens”, explica o ortopedista. Para Midlej, os problemas de coluna são causados por três principais fatores: má postura, sedentarismo e sobrepeso.

Nos jovens, o sedentarismo é a principal causa das dores nas colunas. Além disso, o ortopedista faz um alerta para a falta de bons hábitos de saúde. “Hoje, computadores, tablets, smartphones.. substituem as atividades físicas, esportivas. Os fast foods substituem o jantar. Então, tudo isso interfere bastante”.

O médico explica que os problemas de coluna se manifestam de maneira negativa independente da idade ou gênero. “Interfere na qualidade do sono; na capacidade produtiva, porque muitas vezes a pessoa não consegue trabalhar ou precisa ser hospitalizada, e na deficiência locomotora”, lista.

Segundo o especialista, boa parte dos problemas de coluna são hereditários mas é possível evitá-los. Para isso, Midlej indica evitar o sobrepeso; manter alimentação adequada; ficar atento a postura no dia a dia, como no trabalho, e durante a prática de atividades físicas.

Além disso, é indicada a prática de atividade física regularmente, com fortalecimento muscular. “Especialmente na musculatura do core, que são os músculos abdominais e pélvicos”. O médico também indica os exercícios sejam feitos com acompanhamento profissional para manter a posição correta e evitar ferimentos. 

BN

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