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Eleições 2018

Ao menos 12 Estados definem eleição neste domingo

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Fabio Pozzebom/Agência Brasil

Ao menos 12 disputas estaduais devem ser definidas neste domingo, 7. Levantamento feito pelo Estado com base nas últimas pesquisas Ibope mostra que a eleição tem chances de acabar no primeiro turno no TocantinsPiauíBahiaMaranhãoAlagoasCearáGoiásEspírito SantoParáParanáMato Grosso e Acre. A expectativa também é alta em Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Paraíba. Em 2014, foram 13 os governadores escolhidos na primeira votação.

Após três eleições consecutivas, São Paulo estará fora desse lista. O maior colégio eleitoral do País – com 33 milhões de eleitores ou 22,4% do total – vai escolher seu futuro governador em um segundo turno. Às vésperas da votação, João Doria (PSDB), Paulo Skaf (MDB) e Márcio França (PSB, que concorre à reeleição) disputam as duas vagas.

Na divisão por partidos, o maior vencedor regional hoje devem ser o PT, que caminha para reeleger seus três governadores nordestinos: Camilo Santana (CE), Rui Costa (BA) e Wellington Dias (PI). O PSB também pode ganhar em três Estados. Em seguida estão MDBDEM, que devem sair vitoriosos em dois Estados cada. PSDPCdoBPSDBPP e PHStambém contam comemorar uma vitória nas urnas.

Estreante no grupo de partidos que comandam governos estaduais há quatro anos, o PCdoB segue firme para levar a reeleição em primeiro turno, com Flávio Dino. Ele está entre os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas locais, com 59% das intenções de voto, mesmo patamar alcançado por Ronaldo Caiado, do DEM, que disputa o pleito em Goiás. “Enfrentei duas máquinas: uma do governo estadual do PSDB e outra do governo federal do MDB na campanha. O goiano é ordeiro e trabalhador e quer mudança”, disse Caiado. O democrata deve quebrar uma sequência de 20 anos de governos tucanos no Estado.

Os campeões na popularidade são os petistas Rui Costa (BA) e Camilo Santana (CE), com 77% e 86%, respectivamente, e o emedebista Renan Filho (AL), com 83%. “Eu acho que é um reconhecimento, independente do resultado, à humildade e ao trabalho. E trabalhei muito. Fui o governador na Bahia que mais fiz viagens ao interior, 470 viagens oficiais a trabalho”, disse Costa, o governador baiano.

O sucesso de Camilo é resultado direto da aliança que formou para essa disputa. Além do PT, ele reuniu outros 15 siglas pela reeleição, o que lhe deixou praticamente sem adversários no pleito. Na lista está o PDT do presidenciável Ciro Gomes, a quem apoia publicamente, já que é afilhado político da família – Cid Gomes, irmão de Ciro e ex-governador, lidera as pesquisas para a corrida pelo Senado.

“Os apoios políticos foram aumentando na medida em que o governo foi conseguindo avanços e a população reconhecendo o trabalho. Aceitamos aqueles apoios que vieram para fazer parte do projeto que tem melhorado a vida dos cearenses”, disse ao Estado. Camilo ainda destaca que, mesmo em meio a uma das maiores crises enfrentadas pelo país, “o Ceará avançou em todas as áreas, tem a educação pública modelo para o Brasil e é o estado com maior equilíbrio fiscal”.

O PHS, que assumiu o governo do Tocantins em eleição complementar realizada em junho deste ano – o pleito foi convocado após cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice dele, Cláudia Lelis (PV) por captação ilegal de recursos para a campanha eleitoral -, também deve manter o cargo. O atual governador Mauro Carlesse alcançou 57% dos válidos.

Normalidade

Se a eleição em São Paulo neste ano surge como surpresa, por avançar ao segundo turno, a disputa no Acre volta à sua ‘normalidade’. Isso porque, em 2014, o pleito foi decidido pela primeira vez na segunda etapa da eleição. Agora, a expectativa é que o primeiro colocado, que já soma 54% dos votos válidos, seja declarado vencedor. Segundo as pesquisas, Gladson Cameli possivelmente será o único eleito pelo PP.

Também dentro da normalidade o MDB deve confirmar a eleição de representantes de dois de seus principais caciques. Em Alagoas, Renan Calheiros vai eleger mais uma vez o filho, Renan Filho (já governador), e, no Pará, Jader Barbalho vai repetir o feito com Helder Barbalho.

Se as últimas sondagens feitas no Paraná se confirmarem mais um herdeiro deve alcançar o poder. A diferença é que Ratinho Júnior (PSD) não segue linhagem política, mas artística. Ele é filho do apresentador Ratinho, do SBT. /COLABOROU ANA BEATRIZ ASSAM

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Eleições 2018

O discurso de Haddad após derrota nas urnas: ‘não tenham medo’

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Fernando Haddad (PT) falou pela primeira vez na noite deste domingo (28) após a derrota nas urnas para Jair Bolsonaro (PSL), que foi eleito o novo presidente da República. Ao lado da esposa Estela Haddad e da aliada Manuela D’Ávila (PC do B), que foi sua vice na chapa “O Brasil Feliz de Novo”, o petista discursou em um hotel na cidade de São Paulo e pediu para que os eleitores que votaram nele “não tenham medo”.

“Em primeiro lugar, gostaria de agradecer meus antepassados. Aprendi com eles o valor da coragem para defender a justiça a qualquer preço. Vivemos um período em que as instituições são colocadas à prova a todo instante. A começar por 2016, quando tivemos o afastamento da presidente Dilma. Depois, a prisão injusta do presidente Lula. Mas nós seguimos”, começou o ex-presidente de São Paulo.

“Nós temos uma tarefa enorme no país, que é, em nome da democracia, defender o pensamento, as liberdades desses 45 milhões de brasileiros que nos acompanharam. Temos a responsabilidade de fazer uma oposição colocando os interesses nacionais acima de tudo. Temos um compromisso com a prosperidade desse país”, disse Haddad.

“Vamos continuar nossa caminhada, conversando com as pessoas, nos reconectando com as bases, nos reconectando com os pobres desse país. Daqui a quatro anos teremos uma nova eleição, temos que garantir a instituições. A soberania nacional e democracia, como nós a entendemos, é um valor que está acima de todos nós”, acrescentou.

“Talvez o Brasil nunca tenha precisado mais do exercício da cidadania do que agora”, disse Haddad, pedindo que os eleitores que “não tenham medo”. “Temos uma tarefa enorme que é defender o pensamento, a liberdade desses 45 milhões de votos”, diz Haddad. “Nós não vamos deixar esse país para trás, respeitando a democracia”, finalizou.

Fonte: NMB

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Eleições 2018

STF analisará se Bolsonaro, sendo réu, pode assumir presidência, diz Rosa Weber

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Ag. Brasil

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, afirmou, na noite deste domingo (28), que o Supremo Tribunal Federal deverá analisar se o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), por ser réu, pode assumir o cargo. Ela disse também que a corte irá priorizar os julgamentos de pedidos de cassação das candidaturas a presidente de Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

A ministra concedeu entrevista coletiva para a divulgação oficial da eleição de Jair Bolsonaro (PSL) ao Palácio do Planalto. Ao abrir espaço a jornalistas, Rosa recebeu várias perguntas sobre a disseminação de fake news durante o pleito deste ano. Ela respondeu que o fenômeno é de “difícil equacionamento” e que o tribunal continuará estudando o tema. “A ênfase de que não há anonimato na internet é reveladora de que há um bom caminho a seguir”, afirmou.

BN

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Eleições 2018

A guinada à direita com Bolsonaro e o discurso que apequenou Haddad

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Foto: Montagem/ Bahia Notícias

O Brasil finalmente poderá colocar um fim à intensa – e tensa – campanha eleitoral de 2018. Com cerca de 58 milhões de voto, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente da República e marcou uma guinada à direita na condução das políticas públicas no país. Depois de quatro eleições consecutivas vencidas pelo PT, um candidato de extrema direita chega ao Palácio do Planalto, com um programa de governo ainda repleto de buracos, porém legitimado pelas urnas.

Bolsonaro teve todos os méritos por subverter a lógica da política ao ser candidato por uma legenda nanica, sem infraestrutura e recursos partidários e com uma base eleitoral formada, principalmente, por meio de redes sociais. Apesar de parecerem ligeiramente amadores, os passos do deputado federal parecem ter sido milimetricamente planejados para culminar com essa vitória no segundo turno. O candidato do PSL é, antes de tudo, o grande vencedor das eleições de 2018 – e o seria mesmo que a diferença de votos para o adversário, Fernando Haddad (PT), fosse apertada.

A chegada dele ao comando federal coloca o Brasil na rota das guinadas à direita do sistema político mundial. A tendência era observada fora do país e, até então, não havia dado sinais tão fortes em território brasileiro. Bolsonaro o fez com um discurso conservador e em diversos momentos repulsivo, porém amparado na consolidação do antipetismo, que motivou uma parte expressiva do não voto em Haddad.

O novo presidente fez dois discursos depois de eleito. Um primeiro controlado, na principal ferramenta dele durante a campanha, as redes sociais. Ali, observou-se um Bolsonaro autêntico, falando diretamente para o público que cativou e sem firulas de um candidato. O segundo foi mais simbólico. Planejado e escrito previamente, o deputado federal adotou uma postura de estadista, até então inédita para quem acompanha o tom utilizado por ele ao longo de toda a trajetória política.

Ao que parece, a retórica que o projetou pode ficar em segundo plano para tentar viabilizar os projetos de reforma e de Brasil defendidos por ele. A partir desta segunda-feira (29), a vigilância sobre Bolsonaro vai ser ainda maior e qualquer desvio da promessa de “liberdade” e “democracia” será cobrado muito incisivamente. Será esse o papel da imprensa, mas também da oposição ao novo governo que se forma.

Os opositores, inclusive, começaram mal. O nome mais forte para ocupar a função de porta-voz do outro lado, o derrotado Fernando Haddad, preferiu fazer remissões ao “golpe” contra Dilma Rousseff, à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerada “injusta” por ele, e a eventuais ameaçadas que Bolsonaro traria à democracia. Para quem esperava uma fala de um possível estadista, o petista ficou ligeiramente menor do que poderia ter saído da eleição.

Tal qual 2014, não deve haver espaço para um “terceiro turno eleitoral”. Aceitar que houve uma eleição e que a maioria da população escolheu Bolsonaro, mesmo com as diversas restrições a ele, é dever de todos os brasileiros. Se é a direita que a nação quer que comande o país, a esquerda vai reaprender a ser oposição. E talvez terminemos 2018 mais maduros do que começamos.

BN

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