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Economia

Bahia lidera ranking nacional em rebanhos de cabra, ovelha e produção de peixe

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A Bahia tem os municípios com maior rebanho caprino, ovino e alevino [peixes jovens] do país. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (28) pela Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE. Segundo o levantamento, o município de Casa Nova, no Sertão do São Francisco, tem o maio rebanho do país de caprinos [bodes, cabras e cabritos] e ovinos [ovelhas, carneiros e burregos], com 468.258 caprinos, ou 4,8% do total nacional, e 408.526 ovinos, ou 2,2% de todo Brasil. Juazeiro, na mesma região, tem o quarto maior rebanho do país, com 211.133 cabeças. A Bahia tem 22 municípios entre os 50 primeiros do país com maior efetivo de caprinos. No rebanho bovino, a Bahia detém o maior plantel, 3.497.190 animais, ou quase 1 a cada 5 ovinos brasileiros (19%). Em relação aos alevinos, Paulo Afonso, na parte norte do Vale do São Francisco na Bahia, é o maior produtor brasileiro, com 112.786 milheiros. Na comparação nacional, a Bahia é terceiro estado produtor de alevinos, com 11,2% do total (ou 131.512 milheiros). A pesquisa também apontou a Bahia como o terceiro estado em efetivo de equinos, com 481.869 animais (8,6% do total de 5.577.539 no país), atrás apenas de Minas Gerais (762.006 animais, ou 13,7% do efetivo nacional) e Rio Grande do Sul (537.159 animais ou 9,6%).O efetivo nacional de equinos foi de 5,58 milhões de cabeças em 2016, registrando um aumento de 0,5% em relação ao observado em 2015. A região Nordeste apareceu na primeira posição, com 23,2% do rebanho nacional, seguida pelas regiões Sudeste (23,2%), Centro-Oeste (20,0%), Sul (17,5%) e Norte (16,1%).

Fonte:BN

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Economia

Petrobras reduz preço do diesel em 4,6%; acaba com periodicidade para reajustes

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A Petrobras anunciou nesta quarta-feira redução de 4,6% no preço médio do diesel em suas refinarias, para 2,0664 reais por litro, a partir de quinta-feira, e simultaneamente informou uma revisão em suas regras sobre periodicidade das mudanças das cotações.

“A partir de agora, os reajustes de preços de diesel e gasolina serão realizados sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo, possibilitando a companhia competir de maneira mais eficiente e flexível”, afirmou a empresa em nota.

A empresa, porém, manteve os preços da gasolina para quinta-feira.

Após idas e vindas sobre a sua política de preços, cuja periodicidade no passado chegou a ser quase diária, a Petrobras definiu em março que os valores do diesel não poderiam ser alterados em intervalos inferiores a 15 dias, em meio a pressões de caminhoneiros.

Já a gasolina, pela última política, não poderia ter o preço mantido por mais de 15 dias, prazo que levava em conta um mecanismo de hedge adotado pela estatal.

A redução no preço do diesel ocorre em meio a uma queda nos preços do petróleo e a um real mais forte frente ao dólar, fatores que interferem na decisão da Petrobras.

Nesta semana, a Petrobras baixou o preço da gasolina em cerca de 3%, para 1,81 real por litro, na segunda queda do mês para o combustível.

Em 1º de junho, a empresa já havia reduzido também o preço médio do diesel em 6% nas refinarias.

Nesta quarta-feira, os preços do petróleo no mercado internacional recuaram 4%, para seus níveis mais baixos de fechamento em quase cinco meses, enfraquecidos por um novo aumento inesperado nos estoques do produto nos Estados Unidos e por uma previsão mais baixa para a demanda global.

No ano, contudo, o preço do petróleo Brent acumula alta de mais de 10%.

Já os preços dos combustíveis da Petrobras seguem acumulando altas no ano: 14% para o diesel; e 20% para a gasolina.

No mesmo comunicado em que anunciou a revisão na periodicidade do reajuste, a empresa afirmou que “ficam mantidos os princípios que balizam a prática de preços competitivos, como preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação, nível de participação no mercado e mecanismos de proteção via derivativos”.

(Por Roberto Samora)

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Economia

Conta de luz fica mais cara na Bahia a partir de hoje segunda (22)

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A partir desta segunda-feira (22), a conta de luz vai ficar mais cara na Bahia, em função do reajuste médio de 6,22% nas tarifas de energia elétrica para o Estado, autorizado na semana passada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela regulamentação do setor elétrico.

A taxa responsável pelo aumento está acima da inflação oficial do país (definido pelo Índice de preços ao Consumidor, o IPCA) em 2018, que ficou em 3,75%.

Aproximadamente seis milhões de consumidores da Coelba serão afetados pela medida.No entanto, os clientes só vão perceber a variação, de maneira mais significativa, a partir do próximo mês, quando é entregue a fatura a ser paga no mês subsequente.

Os clientes atendidos em baixa tensão, o que inclui os clientes residenciais, terão reajuste de 6,67%. Já os clientes atendidos em alta tensão, como indústrias e comércio de médio e grande porte, serão afetados com um aumento de 5,09%.

Cleber Vieira

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Economia

Líder de caminhoneiros diz que, com aumento do diesel, ‘não tem como segurar’ greve

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NELSON ALMEIDA via Getty Images

Líder de caminhoneiros, Wallace Landim, conhecido como Chorão, teve responsabilidade direta na polêmica intervenção do presidente Jair Bolsonaro junto à Petrobras para segurar o preço do diesel na última quinta-feira (11).

Assim que soube do aumento previsto de 5,7% no combustível, Landim entrou em contato com ministros que alertaram o presidente. A Petrobras, que é uma empresa pública de capital aberto, recuou. Bolsonaro foi criticado e comparado à ex-presidente Dilma Rousseff (PT), por intervir na estatal para segurar preços. Para Chorão, no entanto, a decisão do presidente foi acertada.

“Estão dizendo [que a Petrobras] ‘perdeu R$ 32 bilhões’, mas não é isso. Perdeu não, deixou de ganhar. Então quer dizer, o cara que está ali é um investidor, ele deixou de ganhar. O presidente, no meu ponto de vista, tomou o posicionamento certo porque ele olhou para quem realmente está trabalhando e está sufocado”, disse, em entrevista ao HuffPost.

Para muitos, Bolsonaro se colocou, com a decisão da última semana, na posição de refém dos caminhoneiros. 

Landim reconhece que uma nova sinalização de aumento do preço do combustível ainda pode, sim, gerar uma greve como a de 2018. 

“Estamos sufocados. Vem um aumento desse, o pessoal fica tudo em crise e não tem como segurar [uma greve]”, disse o líder dos caminhoneiros, que tentou uma vaga na Câmara dos Deputados 5 meses após a greve, mas não se elegeu. Segundo ele, o presidente “tem que fazer uns condicionamentos”.

Em maio do ano passado, o País ficou paralisado por 11 dias. O desabastecimento gerou inúmeros transtornos ao País. Além de combustível, faltaram alimentos em supermercados, remédios em hospitais e houve impacto até sobre o tráfego aéreo.

No sábado (13), o ministro Paulo Guedes, da Economia, repreendeu a atitude de Bolsonaro. “O presidente já disse para vocês que ele não era um especialista em economia. Então é possível que alguma coisa tenha acontecido. (…) Ele, ao mesmo tempo, é preocupado com efeitos políticos, estavam falando em greve dos caminhoneiros, então é possível que ele esteja lá tentando manobrar com isso”, disse.

Leia abaixo trechos da entrevista.

HuffPost Brasil: Afinal, o que aconteceu na semana passada em relação ao aumento do diesel?

Wallace Landim: Há 30 dias, mais ou menos, eu estive em reunião na Casa Civil com o ministro Onyx [Lorezoni] e a gente pontuou algumas ações que resolvem o problema da categoria: um piso mínimo de frete, a questão do diesel – que estava subindo todo dia, a gente pediu para subir pelo menos uma vez por mês, e o governo sinalizou por 15 dias. [O governo] decidiu a questão do cartão [caminhoneiro, que permite antecipação da compra de combustível a um preço fixo].

Não acho ruim, mas não resolve a situação 100%. Aí a gente ficou tranquilo. Na quinta-feira retrasada, eu estive com o ministro Tarcísio [Freitas, da Infraestrutura]. Na conversa, ele disse para eu ficar tranquilo em relação ao aumento do diesel. E nós ficamos tranquilos.

Aí na quinta-feira (11) à tarde ficamos surpresos com o [anúncio do] aumento de 5,7%, um aumento expressivo. Na mesma hora, a gente mandou mensagem para o ministro Onyx, para o pessoal da Casa Civil, começamos a articular e ver o que estava acontecendo.

Quero agradecer ao ministro Onyx e ao Floriano Peixoto [Secretaria-Geral], que levaram nossa demanda ao presidente, e ele tomou essa decisão. Só queria entender de onde eles tiraram esse 5,7%. A gente quer a mesma coisa que o presidente fala, um preço justo no diesel. Querendo ou não, nós somos os maiores consumidores, estamos querendo trabalhar.

O preço já vinha subindo, mas de forma espaçada, é isso?

Estava subindo quase todo dia. A gente conversou para ter um aumento pelo menos mensal. Então, qual flexibilidade que teve? Nenhuma. 

Chorão, como é conhecido, foi candidato a deputado federal em outubro do ano passado, 5 meses após a greve, mas não conquistou uma vaga.

© Reprodução/Facebook Chorão, como é conhecido, foi candidato a deputado federal em outubro do ano passado, 5 meses após a greve, mas não conquistou uma vaga. 

O presidente recebeu muitas críticas pela intervenção na Petrobras e foi comparado ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Se ele deixar de regular o preço, há possibilidade de uma nova greve?

Estão dizendo [que a Petrobras] “perdeu R$ 32 bilhões”, mas não é isso. Perdeu não, deixou de ganhar. Então quer dizer: o cara que está ali é um investidor, ele deixou de ganhar. O presidente, no meu ponto de vista, tomou o posicionamento certo porque ele olhou para quem realmente está trabalhando e está sufocado. Por isso, estou apoiando o governo Bolsonaro.

Nunca tivemos a porta aberta como temos hoje. Sobre paralisação e greve, isso é decorrente do que a gente está vivendo hoje. É preciso um piso mínimo de frete, que não está sendo vigorado. Os empresários falam que pagam o mínimo, a gente tem um atravessador no meio, que são as transportadoras e sublocam o caminhoneiro, que já não recebe o piso mínimo.

Quer dizer, estamos sufocados. Vem um aumento desse, o pessoal fica tudo em crise e não tem como segurar [a greve]. O presidente Jair Bolsonaro tem que fazer uns condicionamentos. 

Em um dos vídeos do novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, ele afirma que, na greve dos caminhoneiros, o Brasil viveu sua ‘Venezuela Week’. Como o senhor vê parte do governo encarar os caminhoneiros como uma espécie de ameaça?

Acho que a questão é a seguinte: a gente está no meio do caos, como a Venezuela está. Nós, categoria autônoma, estamos massacrados, estamos no limite, não estamos conseguindo trabalhar. O agronegócio, a CNI [Confederação Nacional da Indústria], que é a indústria, as transportadoras têm um modelo de negociação que nós não temos. Essa balança está desequilibrada, temos que equilibrar.

O ‘agro’ é o maior PIB do País e nós participamos desse maior PIB do País. Há isenção para o pessoal do agro e nada para nós.

O governo diz que vai ter isenção de ICMS para o pessoal da agricultura. Eles podem? E a gente não pode ter redução no preço do combustível que a gente usa para trabalhar?

Eles podem comprar caminhão a 0,25% e nós temos que comprar com taxa de juros de 3%. Essa balança está muito desequilibrada e eu vou lutar para a gente equilibra-la. Vou lutar para que essa balança seja equilibrada para que a gente possa ter esse mesmo modelo de negociação.

O que poderia ser feito para melhorar as condições de trabalho dos caminhoneiros?

[Ter] piso de frete como lei e em vigor, [ter] um gatilho de 10% tanto acima quanto abaixo para ser feito o reajuste da planilha. A gente quer um custo mínimo e aí cada um que faça sua negociação. Mas pelo menos o custo [mínimo], a gente quer. É o nosso salário mínimo. A gente não tem esse poder de negociação. Dentro de uma lei, a gente tem. O lado mais fraco sempre é penalizado, a gente tem que equilibrar essa balança.

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