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Eleições 2018

Ciro e Alckmin ganham numericamente de Bolsonaro no 2º turno, diz Ibope

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Montagem/Getty Images Ciro tem 40% das intenções de voto contra 37% de Bolsonaro em segundo turno. Alckmin ganharia do deputado por 38% a 27%.

Os candidatos à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) ganhariam numericamente de Jair Bolsonaro (PSL) em um eventual segundo turno, de acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (11). Na simulação, Ciro tem 40% das intenções de voto contra 37% de Bolsonaro. Votos brancos e nulos somam 18% e outros 4% não sabem. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, há empate técnico entre os presidenciáveis.

Alckmin, por sua vez, tem 38% contra 37% de Bolsonaro em um cenário em que brancos e nulos somam 21% e outros 4% não sabem.

Apesar de estar numericamente à frente do deputado, o ex-governador do Ceará teve desempenho pior nesse cenário em relação à última pesquisa Ibope, divulgada em 5 de setembro. Na data, Ciro ganharia de Bolsonaro no segundo turno, com 44% das intenções de voto, contra 33% do candidato do PSL.

O mesmo fenômeno aconteceu no cenário com o ex-governador de São Paulo. Antes, o tucano ganharia do deputado com 41% das intenções de voto contra 32%.

A sondagem divulgada nesta terça é a primeira do instituto após Bolsonaro ser vítima de uma facada em 6 de setembro. Foram entrevistados 2.002 eleitores entre 8 a 10 de setembro.

Segundo a pesquisa, o deputado lidera as intenções de voto, com 26%. Há um empate quádruplo em segundo lugar. Ciro registrou 11%; Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB) têm 9% e Fernando Haddad (PT) alcançou 8%.

As simulações de segundo turno mostram empate técnico.

Ciro 40% x 37% Bolsonaro (brancos e nulos: 18%/não sabem: 4%)

Alckmin 38% x 37% Bolsonaro (brancos e nulos: 21%/não sabem: 4%)

Bolsonaro 38% x 38% Marina (brancos e nulos: 20%/não sabem: 4%)

Bolsonaro 40% x 36% Haddad (brancos e nulos: 19%/não sabem: 5%)

Compare com o cenário antes do ataque a Bolsonaro.

Ciro 44% x 33% Bolsonaro (brancos e nulos: 19%/não sabem: 4%)

Marina 43% x 33% Bolsonaro (brancos e nulos: 20%/não sabem: 3%)

Alckmin 41% x 32% Bolsonaro (brancos e nulos: 23%/não sabem: 4%)

Bolsonaro 37% x 36% Haddad (brancos e nulos: 22%/não sabem: 5%)

Quanto à rejeição, Bolsonaro tem o maior índice (41%), seguido por Marina (24%), Haddad (23%), Alckmin (19%) e Ciro (17%).

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Eleições 2018

O discurso de Haddad após derrota nas urnas: ‘não tenham medo’

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Fernando Haddad (PT) falou pela primeira vez na noite deste domingo (28) após a derrota nas urnas para Jair Bolsonaro (PSL), que foi eleito o novo presidente da República. Ao lado da esposa Estela Haddad e da aliada Manuela D’Ávila (PC do B), que foi sua vice na chapa “O Brasil Feliz de Novo”, o petista discursou em um hotel na cidade de São Paulo e pediu para que os eleitores que votaram nele “não tenham medo”.

“Em primeiro lugar, gostaria de agradecer meus antepassados. Aprendi com eles o valor da coragem para defender a justiça a qualquer preço. Vivemos um período em que as instituições são colocadas à prova a todo instante. A começar por 2016, quando tivemos o afastamento da presidente Dilma. Depois, a prisão injusta do presidente Lula. Mas nós seguimos”, começou o ex-presidente de São Paulo.

“Nós temos uma tarefa enorme no país, que é, em nome da democracia, defender o pensamento, as liberdades desses 45 milhões de brasileiros que nos acompanharam. Temos a responsabilidade de fazer uma oposição colocando os interesses nacionais acima de tudo. Temos um compromisso com a prosperidade desse país”, disse Haddad.

“Vamos continuar nossa caminhada, conversando com as pessoas, nos reconectando com as bases, nos reconectando com os pobres desse país. Daqui a quatro anos teremos uma nova eleição, temos que garantir a instituições. A soberania nacional e democracia, como nós a entendemos, é um valor que está acima de todos nós”, acrescentou.

“Talvez o Brasil nunca tenha precisado mais do exercício da cidadania do que agora”, disse Haddad, pedindo que os eleitores que “não tenham medo”. “Temos uma tarefa enorme que é defender o pensamento, a liberdade desses 45 milhões de votos”, diz Haddad. “Nós não vamos deixar esse país para trás, respeitando a democracia”, finalizou.

Fonte: NMB

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Eleições 2018

STF analisará se Bolsonaro, sendo réu, pode assumir presidência, diz Rosa Weber

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Ag. Brasil

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, afirmou, na noite deste domingo (28), que o Supremo Tribunal Federal deverá analisar se o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), por ser réu, pode assumir o cargo. Ela disse também que a corte irá priorizar os julgamentos de pedidos de cassação das candidaturas a presidente de Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

A ministra concedeu entrevista coletiva para a divulgação oficial da eleição de Jair Bolsonaro (PSL) ao Palácio do Planalto. Ao abrir espaço a jornalistas, Rosa recebeu várias perguntas sobre a disseminação de fake news durante o pleito deste ano. Ela respondeu que o fenômeno é de “difícil equacionamento” e que o tribunal continuará estudando o tema. “A ênfase de que não há anonimato na internet é reveladora de que há um bom caminho a seguir”, afirmou.

BN

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Eleições 2018

A guinada à direita com Bolsonaro e o discurso que apequenou Haddad

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Foto: Montagem/ Bahia Notícias

O Brasil finalmente poderá colocar um fim à intensa – e tensa – campanha eleitoral de 2018. Com cerca de 58 milhões de voto, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente da República e marcou uma guinada à direita na condução das políticas públicas no país. Depois de quatro eleições consecutivas vencidas pelo PT, um candidato de extrema direita chega ao Palácio do Planalto, com um programa de governo ainda repleto de buracos, porém legitimado pelas urnas.

Bolsonaro teve todos os méritos por subverter a lógica da política ao ser candidato por uma legenda nanica, sem infraestrutura e recursos partidários e com uma base eleitoral formada, principalmente, por meio de redes sociais. Apesar de parecerem ligeiramente amadores, os passos do deputado federal parecem ter sido milimetricamente planejados para culminar com essa vitória no segundo turno. O candidato do PSL é, antes de tudo, o grande vencedor das eleições de 2018 – e o seria mesmo que a diferença de votos para o adversário, Fernando Haddad (PT), fosse apertada.

A chegada dele ao comando federal coloca o Brasil na rota das guinadas à direita do sistema político mundial. A tendência era observada fora do país e, até então, não havia dado sinais tão fortes em território brasileiro. Bolsonaro o fez com um discurso conservador e em diversos momentos repulsivo, porém amparado na consolidação do antipetismo, que motivou uma parte expressiva do não voto em Haddad.

O novo presidente fez dois discursos depois de eleito. Um primeiro controlado, na principal ferramenta dele durante a campanha, as redes sociais. Ali, observou-se um Bolsonaro autêntico, falando diretamente para o público que cativou e sem firulas de um candidato. O segundo foi mais simbólico. Planejado e escrito previamente, o deputado federal adotou uma postura de estadista, até então inédita para quem acompanha o tom utilizado por ele ao longo de toda a trajetória política.

Ao que parece, a retórica que o projetou pode ficar em segundo plano para tentar viabilizar os projetos de reforma e de Brasil defendidos por ele. A partir desta segunda-feira (29), a vigilância sobre Bolsonaro vai ser ainda maior e qualquer desvio da promessa de “liberdade” e “democracia” será cobrado muito incisivamente. Será esse o papel da imprensa, mas também da oposição ao novo governo que se forma.

Os opositores, inclusive, começaram mal. O nome mais forte para ocupar a função de porta-voz do outro lado, o derrotado Fernando Haddad, preferiu fazer remissões ao “golpe” contra Dilma Rousseff, à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerada “injusta” por ele, e a eventuais ameaçadas que Bolsonaro traria à democracia. Para quem esperava uma fala de um possível estadista, o petista ficou ligeiramente menor do que poderia ter saído da eleição.

Tal qual 2014, não deve haver espaço para um “terceiro turno eleitoral”. Aceitar que houve uma eleição e que a maioria da população escolheu Bolsonaro, mesmo com as diversas restrições a ele, é dever de todos os brasileiros. Se é a direita que a nação quer que comande o país, a esquerda vai reaprender a ser oposição. E talvez terminemos 2018 mais maduros do que começamos.

BN

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