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Com cortes, reitores vão a Brasília contra Weintraub

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Marcelo Camargo/Agência BrasilWeintraub

É dia de reação das universidades federais em Brasília. Pouco mais de uma semana após o Ministério da Educação anunciar corte de 30% no orçamento das universidades e escolas federais, reitores e representantes de mais de 60 instituições vão à capital nesta terça-feira, 7, para pressionar o governo a dar explicações sobre a decisão.

Os reitores em Brasília farão às 11h sua primeira reunião com a Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais, criada após o anúncio dos cortes e que conta com 70 deputados e cinco senadores, segundo informou a Frente a EXAME. Também nesta terça-feira, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, vai à Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, onde deve ser questionado pelos senadores sobre os cortes.

Weintraub anunciou os cortes há pouco mais de uma semana, a princípio dizendo que ele valeria apenas para três universidades específicas — a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) —, que afirmou estarem fazendo “balbúrdia” em vez de melhorarem o desempenho acadêmico.

O desempenho acadêmico alegado pelo Ministério da Educação (MEC), contudo, nunca foi melhor: duas das três universidades melhoraram sua posição no ranking Times Higher Education em 2018, e todas estão entre as 50 melhores da América Latina. Para evitar polêmicas, o MEC estendeu o corte a todas as instituições federais dias depois.

Ao contrário do que disse o presidente Jair Bolsonaro, afirmando que os cortes nas universidades renderiam aumento do orçamento da base, a faca do MEC inclui também a educação básica, que teve 2,4 milhões de reais do orçamento congelado. Contando escolas e universidades, o corte na educação é de 7,4 bilhões de reais.

O corte gera dúvidas sobre a continuidade da atuação das federais. Muitas instituições já vinham sofrendo queda no orçamento: entre 2013 e 2017, os repasses do MEC diminuíram em média 28,5%, afetando inclusive programas de mestrado e doutorado, segundo levantamento encomendado pelo G1 ao MEC. Enquanto isso, o número de matrículas aumentou na casa dos 10%.

Ainda assim, o bom desempenho das universidades brasileiras se justamente ao financiamento relativamente alto da qual gozam. Segundo relatório de 2018 da OCDE (com dados de 2015), as universidades públicas brasileiras investem, por aluno ao ano, cerca de 14.261 dólares paridade de compra (medida usada para equiparar moedas entre os países), média similar à dos países da OCDE, que investem 15.656 dólares por aluno ao ano — o que não acontece no ensino básico, onde o investimento por aluno no Brasil é menos da metade do da OCDE. Não à toa as universidades estão entre as melhores do mundo e, para o bem da ciência brasileira e da sociedade brasileira, espera-se que continuem assim.

Enquanto muitas instituições vêm afirmando que, com os cortes, talvez precisem fechar as portas, a segunda-feira, 7, marcou o início das inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prova que dá acesso às universidades públicas. Nesse cenário, quem se inscrever no Enem a partir desta semana o fará com a maior das incertezas.

Exame.com

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Presidente dos Correios ignora demissão, vai trabalhar e é ovacionado

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José Cruz Após Bolsonaro demiti-lo em público, Juarez Aparecido de Paula Cunha se reuniu com servidores

O presidente dos Correios, general da reserva Juarez Aparecido de Paula Cunha, foi trabalhar normalmente na 2ª feira (17.jun.2019). Participou de audiência pública na sede da empresa, em Brasília, e foi aplaudido pelos servidores. Terminou o evento vestindo boné de carteiro.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Cunha disse que só vai “limpar as gavetas” quando o governo formalizar a demissão.

O presidente Jair Bolsonaro disse na última 6ª (14.jun), em café da manhã com jornalistas, que Cunha será demitido. Ao ser perguntado sobre as razões da demissão, citou o fato de o general ter tirado foto com congressistas de esquerda e ter rechaçado a privatização dos Correios, agindo como “sindicalista”.

Após as criticas, Cunha mudou o tom e disse em palestra que os Correios devem ser privatizados. Falou que a venda da empresa é uma promessa de Bolsonaro, mas que o processo será muito longo.

Segundo o general, o melhor que os servidores podem fazer é receber bem os responsáveis pelos estudos da privatização. Fazer 1 “controle de danos”,“procurar contribuir” e defender os “interesses” dos funcionários.

Ao final da palestra, o presidente dos Correios foi ovacionado ao levantar o moral dos servidores. “Os Correios não vão acabar, ninguém vai acabar com a empresa e mandar todos os funcionários embora”.

“Vamos ficar serenos, encarar com naturalidade, sem ninguém se estressar”, disse.

Horas depois, à noite, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse que o governo ainda não tem uma data para que a demissão de Cunha seja efetivada.

Em 2018, Cunha disse que faria ‘barulho’ contra privatização

Em novembro de 2018, Juarez Cunha disse que faria “barulho” caso o governo Bolsonaro decidisse privatizar a estatal.

Em áudio divulgado pelo site O Antagonista, Cunha falou ainda que o vice-presidente, general Mourão, é da “turma” dele e Bolsonaro foi seu “subordinado” no Exército.

“Então eu acho que eles não vão se arriscar a fazer a privatização, pois vou fazer 1 barulho danado. Vou empenhar todos os esforços para defender os interesses da empresa, principalmente dos funcionários”, disse Cunha em auditório lotado.

Poder360

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‘In Fux we trust’, disse Moro a Deltan em mensagem vazada

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© Nelson Jr./SCO/STF – José Cruz/Agência Brasil

Novos trechos de diálogos entre o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, e o ex-juiz e ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, no aplicativo Telegram foram divulgados nesta quarta-feira, 12.

Veiculado por um jornalista do site The Intercept Brasil em um programa da Rádio Bandeirantes, o conteúdo mostra Deltan falando em um grupo de procuradores da Lava Jato sobre uma conversa que teve com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. No encontro, Fux teria dito ao procurador que a sua equipe poderia “contar com ele”, que o então relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, morto em janeiro de 2017, “fez queda de braço com Moro e viu que se queimou” e que “o tom da resposta do Moro depois foi ótimo”.

As mensagens de Deltan são do dia 22 de abril de 2016, pouco mais de um mês depois de Sergio Moro divulgar o conteúdo de grampos telefônicos que flagraram ligações entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Moro deu publicidade a áudios de telefonemas feitos depois do fim do prazo legal das interceptações, o que levou Teori a cobrar dele explicações.

“Caros, conversei com o Fux, mais uma vez, hoje. Reservado, é claro: o ministro Fux disse quase espontaneamente que Teori fez queda de braço com Moro e viu que se queimou. E que o tom da resposta do Moro depois foi ótimo. Disse para contarmos com ele para o que precisarmos, mais uma vez. Só faltou, como bom carioca, chamar-me para ir à casa dele rs. Mas os sinais foram ótimos. Falei da importância de nos protegermos como instituições. Em especial no novo governo”, afirmou Deltan Dallagnol aos procuradores.

Em seguida, ele encaminhou o conteúdo da conversa ao próprio Moro, que respondeu: “Excelente. In Fux we trust” [Em Fux nós acreditamos]. Após a divulgação das mensagens, a hashtag #infuxwetrust chegou aos Trending Topics do Twitter.

Nas reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil no último domingo, 9, Sergio Moro aparece em outros diálogos com Deltan. O então juiz indica um possível informante em uma investigação contra Lula, cobra a deflagração de novas fases da operação, sugere mudanças na cronologia de novas ações da Operação e adiante o conteúdo de uma decisão.

O ministro da Justiça atribui os vazamentos à ação de hackers. O site afirma que recebeu as informações de uma fonte anônima.

VEJA.com

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Site diz que Moro e Deltan combinavam atuações no âmbito da Lava-Jato

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Mensagens: Deltan Dallagnol, procurador da República: conversas com Moro trataram sobre operações da Lava-Jato Foto: Heuler Andrey/Dia Esportivo / Agência O Globo

Mensagens atribuídas ao procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF),e ao ministro da Justiça Sergio Moro, divulgadas ontem pelo site The Intercept Brasil, mostram os dois combinando atuações enquanto trabalharam na operação Lava-Jato. A reportagem ainda cita mensagens entre os procuradores nas quais eles teriam discutido no aplicativo Telegram uma maneira de barrar a entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizada por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) . Neste domingo, a força-tarefa de Curitiba divulgou nota para rebater a reportagem, dizendo que “seus membros foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes”.

Em nota, o ministro Sergio Moro lamentou “a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo.”

O site divulgou trocas de mensagens de Dallagnol e Moro que fazem referências ao processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi condenado no caso do tríplex de Guarujá.The Intercept Brasil informou que obteve o material de uma fonte anônima, que pediu sigilo. O pacote inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa no aplicativo Telegram de 2015 a 2018.

Em uma das mensagens de texto, no dia 21 de fevereiro de 2016, Moro sugeriu alterações no calendário das operações da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, em decorrência de desdobramentos políticos. Dallagnol, de acordo com o site, disse ao magistrado que haveria problemas logísticos para acatar a sugestão.

OGLOBO

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