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Deputados argentinos aprovam legalização do aborto; projeto vai para o Senado

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Manifestantes favoráveis à legalização do aborto protestam nesta quinta-feira (14) em frente ao prédio do Congresso argentino, em Buenos Aires (Foto: Jorge Saenz/AP Photo)

A Câmara de Deputados da Argentina aprovou nesta quinta-feira (14) um projeto de lei que prevê a legalização do aborto. O projeto passará agora ao Senado. Eram necessários 128 votos para aprovar ou vetar o projeto. Ele foi aprovado por 129 votos a favor e 125 contra. Também houve 1 abstenção.

O projeto de lei permite o aborto livre até a 14ª semana de gestação. Atualmente na Argentina o aborto é permitido apenas em caso de estupro ou risco para a vida da mulher.

O debate no plenário da Câmara durou mais de 20 horas, em um ambiente de nervosismo pela imprevisibilidade do resultado. Os deputados estavam divididos. Minutos antes do início da sessão, alguns deputados indecisos anunciaram suas posições. Ainda assim, não ficou clara a postura da maioria: dos 275 deputados, 122 haviam se declarado contra e 117 a favor.

Do lado de fora do prédio do Congresso em Buenos Aires, manifestantes pró e contra a legalização do aborto faziam vigília.

Manifestantes contra a legalização do aborto na Argentina protestam em Buenos Aires (Foto: Eitan Abramovich / AFP)

Essa foi a primeira vez que o tema foi debatido no parlamento. Embora tenha se declarado “a favor da vida”, o próprio presidente Mauricio Macri encorajou o debate, depois de sete tentativas fracassadas em governos anteriores.

Ainda não se sabe quando o projeto será debatido no Senado. Segundo o jornal “Clarín”, deve demorar uma semana até que o projeto ganhe status parlamentar no Senado. A Câmara alta poderia decidir por um “tratamento express” de oito dias, mas não é o que deve acontecer, segundo o jornal. O projeto pode ser votado apenas em setembro.

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Ex-presidente da Uefa, Platini é preso por suspeita de corrupção envolvendo a Copa de 2022

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Michel Platini na sede do CAS em 2016 — Foto: REUTERS/Pierre Albouy

Ex-presidente da Uefa, Michel Platini foi preso na manhã desta terça-feira (horário europeu), em Nanterre, subúrbio de Paris, para depor por suspeitas de corrupção envolvendo a Copa de 2022. O ex-jogador francês, de 63 anos, é um dos investigados em operação que averigua possíveis irregularidades na escolha do Catar como sede do próximo Mundial. As informações foram publicadas em primeira mão pelo site “MediaPart”.

Essa detenção deve dificultar os planos do francês, atualmente suspenso pelo Comitê de Ética da Fifa, de voltar ao futebol. Platini era declaradamente candidato à sucessão de Joseph Blatter como presidente da Fifa antes de os casos de corrupção estourarem em 2015.

Além de Platini, a operação desta terça também mantém sob custódia a ex-conselheira do ex-presidente Nicolas Sarkozy, Sophie Dion, por “suspeita de atos ativos e passivos de suborno”. Claude Gueant, antigo secretário geral do governo, também foi convocado a depor em condição de “suspeito livre” pelo Escritório Central de Luta contra a Corrupção e Infrações Financeiras e Fiscais (OCLCIFF).

A primeira investigação sobre corrupção e conspiração criminal na escolha do Catar como sede da Copa de 2022 foi aberta pela Promotoria Financeira Nacional (PNF) da França em 2016. Em dezembro de 2017 Platini foi ouvido como testemunha e admitiu que votou no Catar em dezembro de 2010, quando o país foi apontado como sede do Mundial.

Segundo o jornal “Le Monde”, o foco da PNF é um almoço organizado no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, em 23 de novembro de 2010. No evento estavam presentes Nicolas Sarkozy, Michel Platini, o Emir do Catar, Tamim Ben Hamad Al Thani, e o então primeiro ministro do emirado, Sheikh Hamad, Bem Jassem.

Platini foi presidente da Uefa de 2007 a 2015, quando foi banido do futebol por oito anos após ser considerado culpado de receber pagamentos indevidos do ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter. Após recurso no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), a punição aplicada pelo Comitê de Ética da Fifa foi reduzida duas vezes até ser definida em quatro anos. Ela se encerrara em outubro deste ano, quando ele poderia voltar a exercer “atividades relacionadas a futebol”.

No início do mês, ele deu uma entrevista coletiva em Paris que foi um ensaio dessa volta à política do esporte. Ele detonou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, de quem foi chefe na Uefa durante nove anos.

– Ele não tem credibilidade para ser presidente da Fifa.

Infantino respondeu numa entrevista coletiva dois dias depois, ao ser reeleito presidente da Fifa até 2023.

– O bonito da democracia é que cada um pode falar o que pensa. Mas para participar do mundo do futebol é preciso seguir certas regras, impostas pelo Comitê de Ética da Fifa e pelo Tribunal Arbitral do Esporte.

A Fifa emitiu nota oficial afirmando que não tem maiores detalhes para comentar a prisão de Platini, mas reitera o total comprometimento com as autoridades de qualquer país do mundo onde haja investigações relacionadas ao futebol.

G1

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Facebook vai impedir que usuários suspeitos façam transmissão ao vivo na rede social

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Foto: Dado Ruvic/Reuters

O Facebook vai impedir que usuários que violarem regras da plataforma consigam fazer a ferramenta de streaming de vídeo na rede social. A novidade é uma resposta da empresa ao uso da plataforma durante ataques terroristas na Nova Zelândia, transmitidos ao vivo no Facebook.

Em nota divulgada pela empresa, Guy Rose, vice-presidente de Integridade do Facebook, diz que a rede social vai suspender o uso da Live a infratores por um determinado período de tempo já a partir da primeira violação.

“Assim, alguém que compartilhe um link para uma declaração de algum grupo terrorista agora será imediatamente impedido de usar o Live por um determinado período de tempo, por exemplo. Nosso objetivo é minimizar o risco de abuso no Live, ao mesmo tempo em que permitimos que as pessoas usem de maneira positiva todos os dias”, explicou Rose.

A rede social também anunciou que vai investir US$ 7,5 milhões em estudos universitários que possam ajudar a melhorar a tecnologia de análise de imagens e de vídeos. A medida visa melhorar o entendimento do algoritmo da rede social, que falou na identificação de violência durante os atentados na Nova Zelândia.

Três universidades foram contratadas para desenvolver estudos para o Facebook: a Universidade de Maryland, Cornell e a Universidade da Califórnia, em Berkeley. Eles serão responsável por estudar táticas de como detectar mídias modificadas, incluindo imagens, vídeo e áudio, além de distinguir publicações de indivíduos que intencionalmente modificam vídeos e fotos de pessoas que postam inadvertidamente.

“Essas parcerias são apenas uma parte dos nossos esforços – nos próximos meses, buscaremos colaborações adicionais para que todos possamos avançar o mais rápido possível e ficarmos à frente dessa ameaça”, completou o executivo.

Estadão

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Rede mundial de computadores (o www!) completa 30 anos

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© Fornecido por Abril Comunicações S.A. Tim Berners-Lee, o criador do protocolo WWW, trabalhava no CERN, a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, na Suíça.

Lembra quando para “entrar” na internet era preciso escrever um endereço que começava com www? Essas três letrinhas, que significam world wide web, ou a rede mundial de computadores, foram grandes responsáveis por podermos aproveitar o melhor da internet.

Hoje em dia a gente nem pensa mais nisso: o endereço desse site, pode ir conferir ali em cima, não tem mais www. E mesmo o conceito de “entrar na internet” parece antigo, já que agora estamos conectados todo o tempo, com nossos celulares e outros aparelhos.

Foi em 1989 que Tim Berners-Lee, um cientista inglês, criou a tal rede mundial. A internet, mesmo, já existia, mas era pouco acessível às pessoas comuns. Ao criar o www, um protocolo que permitia que navegadores conseguissem acessar informações em websites, tudo ficou mais fácil. E como esses sites podiam linkar uns aos outros, estava criada a rede.

Trinta anos depois a internet cresceu e amadureceu, e hoje em dia outros programas, como os aplicativos de celular, por exemplo, utilizam outros protocolos. Mas o www resiste – mesmo tendo sumido dos endereços dos sites, esse ambiente por onde transitamos usando os navegadores como Google Chrome, Firefox, Safari ou Microsoft Edge ainda é a rede mundial de computadores inventada por Tim Berners-Lee.

A rede mundial de computadores virou Doodle

Para celebrar os 30 anos do www, o Google preparou uma homenagem em forma de Doodle, na página inicial do site nesta terça-feira (12). Com uma ilustração que pode despertar sentimentos nostálgicos nos mais velhos, um computadorzinho como os de antigamente, conectado à parede, carrega devagarzinho um globo terrestre, mostrando como, com a rede mundial de computadores, o mundo ficou mais acessível para todos nós.

M de Mulher

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