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Em 3 pontos, o que o Brasil pode perder no cenário internacional ao omitir dados de covid-19

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© Getty Images Área de bagagens vazia em aeroporto de Amsterdã; setor teme se adaptar agora a um cenário que pode não ser definitivo

A decisão do governo brasileiro de limitar o acesso aos dados sobre a pandemia do coronavírus no país e a possibilidade de que o número de vítimas seja recontado pode reduzir investimentos estrangeiros, complicar o acesso a empréstimos internacionais, dificultar viagens de brasileiros ao exterior e até atrapalhar a entrada do Brasil no grupo de países ricos OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). É o que dizem especialistas em relações internacionais e saúde pública ouvidos pela BBC News Brasil.

“Existe um acordo tácito entre os mais diversos países do mundo de expor o que está acontecendo em cada lugar como uma forma de conter globalmente o problema. Ao reduzir a transparência sobre seus dados, o Brasil passa a ser um risco para a comunidade internacional”, afirma o epidemiologista Rafael Meza, especialista em políticas de saúde pública da Universidade de Michigan.

Na última sexta-feira, após sucessivos atrasos na divulgação do boletim epidemiológico, que trazia não apenas os novos casos de mortes e contaminados, como também o total de doentes e vítimas fatais, o número de óbitos sob investigação e a discriminação dos dados por Estados, o portal do governo federal com as informações foi retirado do ar. Quando voltou, constava no site apenas a estatística de mortes e casos referentes ao dia da divulgação.

“Tem que divulgar os mortos no dia. Por exemplo, ontem, praticamente dois terços dos mortos eram de dias anteriores, os mais variados possíveis. Tem que divulgar o do dia. O resto consolida para trás”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro, ainda na sexta-feira, ao justificar a mudança. Com mais de 700 mil casos e 37 mil mortes, o Brasil já é considerado um novo epicentro da pandemia.

“Ao restringir o acesso às informações, o governo apenas piora a percepção sobre a gravidade da crise e aumenta a desconfiança do público internacional em relação à condição do país de gerir a epidemia e a recessão econômica”, afirma Gabrielle Trebat, ex-subsecretária de assuntos empresariais no Departamento do Tesouro americano e atualmente consultora de investimentos para América Latina da McLarty Associaties.

O Brasil está no segundo lugar dos países com mais casos de covid-19.

© BBC O Brasil está no segundo lugar dos países com mais casos de covid-19.

OCDE mais distante

Segundo Trebat, o movimento brasileiro é paradoxal com o interesse de se adequar aos padrões de coleta e publicidade de estatísticas preconizados pela OCDE. O ingresso no grupo de países desenvolvidos foi anunciado como uma prioridade pela gestão Bolsonaro desde o início de 2019. Aliado preferencial do Brasil, os Estados Unidos já endossaram a candidatura brasileira, em troca de concessões como a renúncia da condição de país em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A OCDE utiliza dados e abordagem científica para aprimorar políticas públicas nos países membros. Em um dos textos sobre princípios que norteiam a instituição em seu site, a organização afirma que “Abertura e transparência são ingredientes-chave para criar responsabilidade e confiança, necessárias para o funcionamento das democracias e das economias de mercado. A transparência é um dos principais valores que norteiam a visão da OCDE para um mundo mais forte, limpo e justo”. A BBC News Brasil consultou a organização sobre como a questão poderia afetar a candidatura brasileira, mas não obteve resposta até a publicação dessa reportagem.

“A ideia de esconder estatísticas ou dificultar acesso a informações não poderia ser mais contrária aos princípios da OCDE. Isso certamente vai se somar para criar uma imagem negativa do país e dificultar a entrada no grupo”, afirma Bruno Brandão, diretor-executivo da Transparência Internacional Brasil.

Segundo Brandão, o modo como o Brasil tem tratado dados públicos tem gerado mal-estar internacional. Ele rememora tentativas de restringir o alcance da Lei de Acesso à Informação, já derrubadas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Congresso, e a demissão do diretor do Instituto Nacional de Pesquisa (Inpe) em agosto do ano passado depois que dados do órgão mostraram desmatamento recorde na Amazônia. O caso gerou a primeira grande crise de imagem internacional do país.

De acordo com Michelle Ratton, especialista em direito econômico internacional da Fundação Getúlio Vargas, ao alterar os cálculos sobre a pandemia, o governo federal não só lança dúvidas sobre as estatísticas nacionais como também sobre o corpo de técnicos que desenvolve o trabalho no país. “O Brasil se arrisca a sair da parametrização internacional, deixa de ser estudado. Algo parecido com o que estamos vendo com a China, que é ignorada em vários estudos internacionais porque não há confiança na validade dos dados que ela apresenta”, diz Ratton.

Sem viagens ao exterior

Em 19 de março, enquanto a epidemia mal havia se instalado no Brasil, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, acusou a China de ter omitido informação sobre a doença e potencializado a pandemia ao redor do mundo. “Quem assistiu Chernobyl vai entender o que ocorreu. Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa. […] +1 vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor tendo desgaste, mas que salvaria inúmeras vidas. […] A culpa é da China e liberdade seria a solução”, escreveu o deputado em sua conta de Twitter, abrindo uma crise diplomática com os chineses.

Quase três meses depois, o epidemiologista Meza compara a atitude do governo chinês em relação às estatísticas com o comportamento da gestão Bolsonaro. “Mas há uma diferença importante. A China pode ter omitido dados, mas tomou medidas agressivas para conter a doença. Já o presidente brasileiro nega a gravidade do assunto e não está tomando ações nem para defender seus próprios cidadãos, nem o mundo”, diz.

Mapa mostra as milhares de sequências genéticas do coronavírus, que mutou também a partir das viagens e dos contatos que infectados fizeram ao redor do mundo

© Nextstrain Mapa mostra as milhares de sequências genéticas do coronavírus, que mutou também a partir das viagens e dos contatos que infectados fizeram ao redor do mundo

Nesse cenário, o epidemiologista avalia que restrições internacionais à entrada de pessoas oriundas do Brasil podem ser mantidas por mais tempo do que o esperado. Hoje, essas restrições a viagens já estão postas: a Europa e a América do Sul fecharam suas fronteiras e os Estados Unidos proibiram a entrada no país de qualquer estrangeiro que tenha passado pelo Brasil nos 14 dias anteriores à viagem.

“O foco atual de atenção para covid-19 é a América Latina e o Brasil. O mundo todo está prestando atenção porque uma segunda onda de casos pode vir desses lugares. Ao negar informações, o Brasil está erodindo a confiança internacional e não é improvável que os demais países decidam banir a entrada de brasileiros por mais tempo por conta dessa falta de segurança sobre a situação”, afirma Meza.

Para ele, em uma epidemia, a contagem de mortos e doentes é difícil e nenhuma métrica será perfeita. No entanto, é preciso manter consistência em relação aos dados para permitir que observadores internacionais possam compreender a curva que a pandemia descreve em cada país e compará-las entre si.

O dinheiro pode não vir de fora

Para Ratton, dar publicidade às estatísticas é importante também porque, diante de um cenário de recessão profunda (o fundo monetário internacional estima queda de 5,3% na economia esse ano), o Brasil precisará de capital externo para ajudar a reerguer a economia. “Há uma grande preocupação hoje para que não haja abuso ou corrupção nos auxílios para recuperação econômica. Se o Brasil do nada aparece com um número alto de casos e pede socorro financeiro, esses números vão ser disputados e esse pedido pode ser deslegitimado”, diz.

Ratton argumenta ainda que, enquanto o investidor especulativo pode ser indiferente ao problema porque está acostumado a tomar riscos mas tem pouco peso em promover abertura de postos de trabalho, o investidor do setor produtivo, capaz de reaquecer a economia, tende a ser afugentado por esse tipo de medida pouco transparente, que sugere um ambiente de negócios pouco confiável.

“O investidor não quer atuar em um ambiente opaco”, concorda Trebat. Segundo ela, os solavancos causados pela pandemia não afetaram a negociação de medidas de facilitação do comércio e de unificação regulatória entre Brasil e Estados Unidos, que devem ser anunciadas ainda esse ano. “A preocupação é pra não deixar essa questão política interferir na negociação que estamos vendo”, diz.

Jair Bolsonaro e apoiadores durante uma manifestação em Brasília, semanas atrás

© Reprodução Jair Bolsonaro e apoiadores durante uma manifestação em Brasília, semanas atrás

Na sexta-feira da semana passada, o presidente americano Donald Trump criticou a condução do problema de saúde pública no Brasil, ao dizer que se tivesse tomado o mesmo caminho do país “teríamos 2,5 milhões de mortos”. Os Estados Unidos perderam 112 mil vidas na pandemia.

Se nos Estados Unidos a questão comercial não preocupa, Ratton afirma que o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul pode ser impactado pela omissão de informação do Brasil acerca da covid-19. Há duas semanas, o Parlamento holandês sinalizou que não aprovaria o tratado, cuja entrada em vigor depende da anuência do legislativo de cada país do bloco. Na ocasião, os holandeses mencionaram discordâncias em relação à política ambiental do Brasil para justificar a posição.

“Ao tomar medidas como essa da falta de transparência de dados, o governo Bolsonaro dá munição para a derrubada desse acordo e abre espaço para que se use o tema como desculpa para medidas protecionistas”, afirma Ratton.

BBC News

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Prefeito eleito Laércio Junior busca junto ao deputado Elmar Nascimento investimentos para o município

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Seguindo sua agenda de compromissos na capital do estado, o prefeito eleito de Senhor do Bonfim Laércio Junior, se reuniu nesta quinta-feira (26) com o deputado federal Elmar Nascimento. Em pauta projetos que impulsionem o desenvolvimento do município, bem como obras que serão iniciadas já nas primeiras semanas de janeiro de 2021.

Estou aqui hoje buscando emendas parlamentares e apoio para projetos que nos conduzam ao desenvolvimento de Senhor do Bonfim. O deputado federal Elmar Nascimento conhece a nossa realidade, tem compromisso com Bonfim e sabe que contamos com suas ações para mudar a realidade da nossa terra”, pontuou Laércio Junior.

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Prefeito, vice-prefeito e vereadores eleitos em Bonfim e andorinha serão diplomados dia 16 de dezembro

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Acontecerá no próximo dia 16 de dezembro, no Salão do Júri do Fórum Desembargador Edgard Simões, em Senhor do Bonfim, a cerimônia de diplomação dos prefeitos, vice prefeitos e vereadores eleitos das cidades de Senhor do Bonfim e Andorinha está marcada para às 09hs.

Andorinha 

Prefeito – Renato Brandão

Vice – Zelitinho

VEREADORES ELEITOS EM ANDORINHA

NEGUINHO DO GRIGORIO – 681 votos

PSC – 20.777

Eleito

MARINALDO – 582 votos

PP – 11.111

Eleito

PABLO DA SAÚDE – 470 votos

PP – 11.444

Eleito

PROFESSORA FAUSTA – 454 votos

PSB – 40.444

Eleito

DONA LURDINHA – 433 votos

PP – 11.000

Eleito

EDILSON PEGA BALA – 427 votos

PSD – 55.777

Eleito

NENÊ DO DÁRIO – 384 votos

PSD – 55.555

Eleito

JAIRO DUARTE – 366 votos

PSC – 20.345

Eleito

ZÉ DA PAZ – votos 316 

PT – 13.113

Eleito

Senhor do Bonfim

Prefeito – Laércio Junior

Vice – Elizeu Rios

VEREADORES ELEITOS EM SR DO BONFIM

Lucia Cerqueira

 PT ELEITO – 1.571

Helson de Carvalho

 DEM ELEITO -1.322

Idailton Galeguinho

 DEM ELEITO – 1.101

Cleiton Vieira

 PC do B ELEITO- 1.088

Rê do Sindicato

 PT ELEITO -1.032

Babão

 REPUBLICANOS ELEITO – 967

Quinho Carrapichel

 PC do B ELEITO – 894

Hermógenes Almeida

 PT ELEITO – 766

Netinho do Taxi

 REPUBLICANOS ELEITO – 625

Ary

 DEM ELEITO – 601

Socorro do Pelé

DEM ELEITO – 559

Biro Biro

 REPUBLICANOS ELEITO- 547

Reinaldo José

 PROS ELEITO – 544

Elizeu dos Temperos

 PROS ELEITO – 539

Gilsinho do Ernesto

 PSL ELEITO – 374

Blog do Netto Maravilha

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Prefeito eleito de Senhor do Bonfim Laércio Junior visita servidores e pacientes na Pousada de Apoio em Salvador

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Nesta quarta-feira (25), o prefeito eleito de Senhor do Bonfim Laércio Junior visitou servidores e pacientes que se encontram na Pousada de Apoio, localizada no bairro Sete Portas , em Salvador. O local que recebe pacientes de vários municípios disponibiliza aos pacientes do Tratamento Fora de Domicilio – TFD de Senhor do Bonfim 12 quartos para sua acomodação.

Durante a visita Laércio andou por diversos cômodos da Pousada de Apoio e conversou com vários pacientes, ouviu relatos de como é o dia-a-dia dos pacientes no local. Alguns fizeram questão de relatar ao prefeito eleito episódios ruins sofridos por eles durante a atual gestão. Segundo uma paciente entre vários problemas um que merece uma rápida solução é o transporte de Senhor do Bonfim a Salvador. “Temos vários problemas com o transporte, tinha um que a gente chamava de barata cascuda, pois estava caindo os pedaços” relatou.

Outra reclamação se refere à proibição na ida de acompanhante durante o tratamento na capital baiana, uma grande falha, já que alguns pacientes são idosos ou estão debilitados devido ao tratamento. Mesmo com os pedidos, segundo os pacientes esse direito era negado.

O prefeito eleito Laércio Júnior ouviu atentamente as reclamações e disse que irá buscar sanar todos os problemas em um curto espaço de tempo. “O paciente do TFD que vem para Salvador, vem por que precisa de cuidados médicos, então merece ser bem tratado. Com certeza logo apresentaremos uma solução para os problemas apresentados, porque a Pousada de Apoio é um lugar que deve proporcionar mais dignidade aos pacientes que fazem seu tratamento de saúde fora do nosso município.” salienta o futuro gestor.

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