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Educação

Estudar ou relaxar? Saiba o que fazer às vésperas do Enem

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ESTUDAR OU RELAXAR? SAIBA O QUE FAZER ÀS VÉSPERAS DO ENEM

Pelo menos seis milhões de estudantes fazem, nos dias 5 e 12 de novembro, uma maratona de provas que pode garantir a aprovação em uma universidade em todo o país. A uma semana do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é normal que os nervos fiquem à flor da pele. Por não haver mais tempo para aprender novos conteúdos, é hora de desacelerar, segundo professores. Mas é necessário que os candidatos estejam preparados. Principalmente para uma das provas mais temerosas: redação. Além dos estudos, os feras precisam estar atentos a uma alimentação balanceada. Por causa da ansiedade, o aluno pode ter uma tendência a comer a mais ou a menos, o que pode prejudicar o desempenho na “hora H”.

De acordo com a professora Fernanda Pessoa, a redação ainda é motivo de tensão pra os feras, porque muitos jovens não conseguem controlar a questão emocional na hora da prova. Em 2016, só 77 participantes do exame conseguiram alcançar nota mil na redação, segundo o Ministério da Educação (MEC). O número é menor do que o registrado no ano anterior, quando 104 candidatos conseguiram nota máxima.

“O motivo é porque é a única matéria discursiva da prova, ou seja, é a única matéria que o aluno tem que escrever e escrever é um desafio, já que envolve muitas questões , inclusive, a parte emocional”, disse Fernanda. Questionada sobre os erros mais comuns vistos na prova, a docente afirmou que as falhas estão ligadas ao não entendimento do tema ou ao entendimento parcial e, ainda, ao não domínio de repertório sociocultural produtivo. “Candidato que não usa as várias áreas do conhecimento, por exemplo, artes, filosofia, sociologia e atualidades”, detalhou.

Na reta final, acrescentou, a dica , agora, é trabalhar bem com o que tem. “Nesses últimos dias, seria recomendado assistir a documentários, ir à cinema, distrair-se e diminuir um pouco o ritmo de estudo para, no dia, poder criar com mais leveza”, sugeriu. O professor Carlos Seixas acredita que não adianta querer estudar assuntos nunca vistos anteriormente, com o agravante de estar a poucos dias do exame. “O descanso pode ser um grande aliado à diversão, o que vai manter o aluno motivado”, justificou.

Rumo à aprovação

O Enem 2017 será a segunda tentativa do estudante Pablo Menezes, 19 anos, para passar em Direito. Ele veio de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, para se preparar melhor na capital. Segundo ele, já é perceptível a evolução dos textos redigidos por ele desde o início do ano. “Pratico o que ela (professora) ensina. Toda semana faço uma redação para testar meu desenvolvimento. Percebo que estou bem melhor e preparado para tirar uma nota boa”, disse Tavares.

Aluno nota mil no Enem 2015, ano em que foram registradas mais de 500 mil notas zero na redação, a estudante Maíra Andrade, 20 anos, quer Medicina. Ela ficou entre os 250 brasileiros que conseguiram nota máxima na prova. Em sala de aula, ela contou que o docente investe em outras áreas, como sociologia, filosifia e história, para dar suporte ao texto. “O professor é fiel à estrutura do que é pedido no Enem. Ele pede que a gente tenha uma consciência cidadã para repassar os conhecimentos para a redação. Isso tudo é um diferencial. Espero tirar mil de novo e passar em Medicina”.

Alimentação balanceada

Depois de um ano inteiro de preparação, é importante estar atento não só às regras do Enem e ao local de prova, mas também à alimentação. A recomendação é da nutricionista Laís Thopre. “Para um bom funcionamento do sistema nervoso precisamos de uma alimentação saudável e equilibrada, para assim potencializar o aprendizado, melhorar rendimento dos estudos e diminuir ansiedade nas vésperas e durante as provas”, explicou.

Horários 

Pela primeira vez, o Enem será realizado em dois domingos consecutivos: 5 e 12 de novembro. O primeiro domingo terá linguagens, ciências humanas e redação, com cinco horas e meia de prova; no segundo, matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia de exame. Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 13h, de acordo com o horário de Brasília (DF). A aplicação do exame começará às 13h30. No primeiro domingo, irá até 19h. E no segundo, até 18h.

Confira algumas dicas extraídas do “Redação Excelente para ENEM e Vestibulares”, da escritora Andrea Ramal:

– Fazer primeiro o rascunho da redação, depois responder às questões da prova e, no final, reler o texto fazendo o mesmo exercício de acrescentar ou suprimir frases.

– Ler a redação com um certo distanciamento do momento em que escreveu permite fazer essa leitura crítica mais apurada.

– Ser preciso nas palavras. Quando não tiver certeza do significado de um termo, ou não lembrar da sua grafia correta, usar outro equivalente.

– Evitar pleonasmos viciosos, como “subir para cima”, “protagonista principal”, “ver com seus próprios olhos”, “surpresa inesperada”, “outra alternativa”, “retomar de novo”.

– Manter o foco no tema proposto, sem se desviar. Lembre que esse é um dos problemas mais tiram pontos.

– Não fazer generalizações. Por exemplo, em vez de: “Não há ninguém que acredite que”, prefira: “Quase ninguém acredita que”.

MSN

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Educação

MEC cria comissão para vigiar Enem

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© Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Ministério da Educação (MEC) criou nesta quarta-feira uma comissão com três pessoas para avaliar as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O grupo inclui um ex-aluno do ministro Ricardo Vélez Rodríguez e terá acesso ao ambiente de segurança máxima onde ficam as perguntas da prova para “verificar sua pertinência com a realidade social, de modo a assegurar um perfil consensual do exame”, segundo o ministério.

A comissão tem dez dias para dar um parecer e dizer quais questões ficam e quais serão retiradas do maior vestibular do País. O MEC nega que se trate de censura.

Se o grupo considerar que a questão dever ser eliminada, o diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC (Inep), Paulo Cesar Teixeira, junto com a equipe técnica especialista em exames do órgão, ainda poderá discordar. Nesse caso, o presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues, decidirá se a questão sai ou fica. Teixeira é ligado a Igreja Católica. Rodrigues foi indicação dos militares.

Os membros da comissão são Marco Antônio Barroso Faria, ex-aluno de Vélez, que é secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no MEC, o representante do Inep, Antônio Maurício Castanheira das Neves e um membro da sociedade civil, Gilberto Callado de Oliveira, procurador de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, também indicado por Vélez.

Callado de Oliveira, em entrevista dada a uma revista da Igreja Católica, afirmou que há uma ação ideológica na comunidade do pensamento jurídico brasileiro. “Os motivos são vários, mas destaco a contaminação ideológica nas universidades, que vêm formando juristas e políticos com mentalidade cada vez mais liberal e esquerdizante”, afirmou.

Barroso Faria é formado em Filosofia. Teve mestrado e doutorado em Ciência da Religião orientados por Vélez na Universidade Federal de Juiz de Fora. Castanheira é psicólogo, com doutorado em Filosofia, e atualmente é diretor no Inep.

O presidente Jair Bolsonaro já criticou algumas vezes as questões do Enem e disse que ele mesmo veria a prova antes de ser feita pelos alunos. Ele não gostou de uma pergunta no último exame que falava de um dialeto usado por transexuais.

Segundo portaria publicada hoje pelo Inep, os membros da comissão assinarão Termo de Compromisso de Confidencialidade e Sigilo sobre o que verão no ambiente seguro onde ficam as questões. Para entrar na área, que fica no prédio do Inep, é preciso passar por um scanner de corpo, deixar celulares fora e ter o nome autorizado.

Um dos nomes que inicialmente havia sido pensado para a comissão era de Murilo Resende, hoje assessor no MEC. Ele chegou a ser nomeado para comandar a diretoria no Inep que faz o Enem, mas após repercussão negativa, foi retirado do órgão.

Estado apurou que o Inep não queria Resende na comissão e por isso ele acabou ficando de fora. Em uma audiência pública no Ministério Público Federal, em 2016, sobre “Doutrinação Político-Partidária no Sistema de Ensino” ele afirmou que professores brasileiros são desqualificados e manipuladores, que tentam roubar o poder da família praticando a “ideologia de gênero”. Resende também não tem experiência em avaliações.

Quando ele foi indicado para o cargo no Inep, o filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu a indição. Ele disse que os alunos não precisariam mais saber “sobre feminismo, linguagens outras que não a língua portuguesa ou História conforme a esquerda” já que o Enem estaria “sob a égide de pessoas da estirpe de Murilo Resende”.

O Enem será realizado neste ano nos dias 3 e 10 de novembro. No ano passado, teve cerca de 6 milhões de inscritos. A prova seleciona para vagas nas universidades púbicas e particulares do País.

Estadão

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Educação: seguem até dia 10 de fevereiro inscrições para 153 vagas em diversos cursos no IF de Bonfim

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Seguem até o próximo dia 10 de fevereiro as inscrições para os cursos de Qualificação Profissional, na modalidade de Formação Inicial e Continuada – FIC, que será ofertado no Campus Senhor do Bonfim.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio eletrônico no endereço extensao@bonfim.ifbaiano.edu.br

Devem ser anexados à ficha de inscrição a cópia do documento de identificação oficial com foto, CPF e comprovante de escolaridade exigida para cada curso.

cursos e vagas

Libras Básico (26 vagas)
Agricultura Orgânica (30 vagas por turma)
Natação (16 vagas)
Instrumentos de Percussão I (07 vagas)
Introdução ao Canto Coral (15 vagas)
Contrabaixo Elétrico I (07 vagas)
Violão I (07 vagas)
Introdução à Agroecologia (30 vagas por turma)
Fundamento do Desenho Artístico (15 vagas)

blogdonettomaravilha

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Novo projeto de Escola sem Partido permite que aluno grave professor

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Um novo projeto de Escola sem Partido foi apresentado já na abertura do ano legislativo, na segunda-feira (4). O texto atual traz novidades: quer assegurar aos estudantes o direito de gravar as aulas contra possíveis doutrinações e ainda regular as atividades de grêmios estudantis.

O texto do Projeto de Lei 246 foi protocolado na noite de segunda pela deputada Bia Kicis (PSL-DF). A ideia da parlamentar, no entanto, é que a discussão efetiva só ocorra após o trâmite das pautas econômicas do governo.

O novo projeto mantém as linhas gerais do que havia sido discutido no ano passado em uma comissão especial da Câmara e acabou arquivado. Alguns ajustes, entretanto, retiram e também acrescentam pontos polêmicos.

Kicis é cunhada do fundador do Movimento Escola sem Partido, Miguel Nagib. Defensores do projeto entendem que ele busca a neutralidade na sala de aula contra uma suposta doutrinação de esquerda que dominariam as escolas brasileiras.

Para os críticos, a ideia de uma lei é autoritária, limita a pluralidade de ideias nas escolas e ainda constrange professores. Não há evidências que indiquem que doutrinação seja um problema amplo. Decisões judiciais de várias instâncias e uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) já consideraram inconstitucionais projetos similares a este.

A nova redação do Escola sem Partido traz um artigo que assegura aos estudantes “o direito de gravar as aulas, a fim de permitir a melhor absorção do conteúdo ministrado e de viabilizar o pleno exercício do direito dos pais ou responsáveis de ter ciência do processo pedagógico e avaliar a qualidade dos serviços prestados pela escola.” Na prática, seria uma forma de os alunos gravarem casos de doutrinações.

Varela Noticias

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