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Funaro diz que Temer recebeu R$ 2,5 milhões de propina do grupo Bertin; Presidência contesta ‘de forma categórica’

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Lúcio Funaro diz à Justiça que Temer recebeu propina quando ainda não era presidente

O operador financeiro Lúcio Funaro afirmou nesta terça-feira (31), em depoimento à Justiça Federal de Brasília, que o presidente Michel Temer recebeu R$ 2,5 milhões de propina do grupo empresarial Bertin como contrapartida pela liberação de financiamento do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa.

Em nota, a assessoria da Presidência afirmou que Temer “contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos, ainda mais partindo de um delator que já mentiu outras vezes à Justiça”.

“Em 2010, o PMDB recebeu R$ 1,5 milhão em três parcelas de R$ 500 mil como doação oficial à campanha, declarados na prestação de contas do diretório nacional do partido entregue ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. Os valores não têm relação com financiamento do FI-FGTS”, diz trecho do comunicado do Palácio do Planalto.

O grupo Heber, que reúne os negócios da família Bertin, informou que “embora ainda sem acesso ao conteúdo do depoimento, a empresa mantém-se à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos que eventualmente sejam necessários”.

O grupo Bertin começou a atividade empresarial no setor de carnes e depois entrou em outros ramos, como os de construção, infraestrutura e energia. O frigorífico que deu origem à empresa foi vendido à JBS em 2009.

Conforme Funaro, o pagamento do grupo Bertin tinha relação com investimento na área de energia. À época do aporte do FI-FGTS, o atual secretário-geral da Presidência, Moreira Franco, ocupava a vice-presidência de Fundos e Loterias da Caixa, responsável pela gestão do FI-FGTS.

Delator da Lava Jato, Funaro disse à Justiça acreditar que o repasse a Temer ocorreu por meio de doações oficiais ao diretório nacional do PMDB.

Segundo ele, após obter o financiamento com recursos do fundo, o empresário Natalino Bertin acertou o repasse de valores a políticos, sendo que parte da propina teria sido paga por meio de doações oficiais.

“Quando foi para definir como é que seria a divisão do montante que o Natalino disponibilizou para doações, se eu não me engano, o deputado Eduardo Cunha ficou com 1 milhão, 2 milhões, 2,.5 milhões foram destinados ao presidente Michel Temer, e um valor de 1 milhão também, 1,5 milhão, destinado ao deputado Candido Vaccarezza”, afirmou o doleiro.

Ainda de acordo com Funaro, os ex-deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Cândido Vaccarezza (Avante-SP) também receberam suborno da Bertin para avalizar a liberação de financimento para o grupo.

A defesa de Cunha afirmou que “Lucio Funaro é um delinquente assumido, mentiroso contumaz, reincidente em delações premiadas desprovidas de provas. Suas mentiras serão integralmente rebatidas no interrogatório de Eduardo Cunha”.

G1 não havia conseguido contato com a defesa de Vaccarezza até a última atualização desta reportagem.

Réu na Operação Sépsis – desdobramento da Lava Jato que investiga suposto esquema de propinas envolvendo financiamentos do FI-FGTS –, Lúcio Funaro fez acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR).

Propina do grupo Bertin

Funaro já havia mencionado pagamento de propina do grupo Bertinem seu acordo de delação com a PGR, mas, à época, ele não havia detalhado o pagamento a Temer. Na delação, o doleiro tinha explicado aos investigadores que empresas pagavam propina em troca de facilidades na liberação dos recursos do FI-FGTS.

Em um dos vídeos da delação premiada, Funaro explicou que foi procurado pelo grupo Bertin para viabilizar o investimento do FI-FGTS na empresa Nova Cibe porque os empresários sabiam que a vice-presidência de Fundos da Caixa era do PMDB.

Na ocasião, ele afirmou que o aporte ao grupo Bertin teve como contrapartida o pagamento de propina dividida entre ele, Cunha e Moreira Franco, que rebatem as acusações do delator.

Na delação premiada, Funaro havia afirmado que distribuiu os R$ 12 milhões de propina do grupo Bertin da seguinte forma:

  • 65% para Moreira Franco
  • 25% para Cunha
  • 15% para ele próprio

Nesta terça, Funaro detalhou ainda mais essa operação no depoimento à Justiça Federal. Segundo ele, Moreira Franco atuou, à época em que ocupou a cadeira de vice-presidente da Caixa, para liberar dentro do banco os recursos solicitados pelo grupo Bertin.

De acordo com o operador financeiro, em meio à campanha eleitoral de 2010, um encontro em um hotel definiu valores de doações para as campanhas políticas.

Procurado para comentar as acusações de Funaro, o ministro Moreira Franco disse, a respeito do delator, que “uma pessoa que vive da delinquência necessariamente vive da mentira”.

Acusações a Joesley

Ao longo do depoimento desta terça, Funaro respondeu perguntas feitas pela defesa de Cunha. Parte do questionário tratou da relação do doleiro com o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, que está preso atualmente após um controverso acordo de delação com a PGR.

Segundo Funaro, Joesley é um “ladrão” e “roubou” Cunha, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o próprio Funaro ao não pagar a comissão acertada na compra da empresa Alpargatas, que fabrica as sandálias Havaianas, pela J&F.

“O que ele roubou de mim, do deputado Eduardo Cunha e do Geddel Vieira Lima, só de Alpargatas, seriam R$ 81 milhões”, afirmou.

Conforme o doleiro, Joesley deveria ter pago 3% em relação aos R$ 2,7 bilhões da operação, realizada em 2015.

Funaro contestou os valores de uma planilha entregue por Joesley, que registra a relação financeira entre os dois.

“Eu tenho a receber dele R$ 41 milhões mais ou menos de dinheiro lícito [de Joesley]. Se for calcular o ilícito junto, vai dar 120 poucos milhões de reais, porque ele deu um tombo nessa operação da Alpargatas em mim, no deputado Eduardo Cunha e no Geddel Vieira Lima”, ressaltou Funaro.

Funaro apontou que a planilha tem erros, já que há registro de cobrança de juros.

“Quem paga juro e recebe juro é banco, eu nunca vi pagar juro e receber juro de dinheiro ilegal”, ironizou.

Questionado pelo advogado de Cunha sobre as condições do acordo de delação com a PGR, Funaro disse que delatou de “livre e espontânea vontade” e que foi tratado de forma “severa”.

“Eu resolvi que eu prefiro não ter nada e ter paz, do que ter tudo e não ter paz”, disse.

Funaro ainda afirmou, ao final do depoimento, que está disposto a fazer um teste de polígrafo diante de Cunha, que na semana rebateu as afirmações feitas pelo doleiro.

“Eu vou desmentir tudo. É uma repetição do que já está na delação e, no meu interrogatório, eu vou fazer a minha defesa e mostrar as mentiras que estão sendo faladas”, disse Cunha na última semana, depois de uma audiência para o interrogatório dos réus no processo em questão.

G1

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Ponto Novo: Programa Caravana da Saúde atenderá pacientes de Mamota e localidades circunvizinhas nos dias 03 e 04 de abril

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A Prefeitura Municipal de Ponto Novo, através da Secretaria de Saúde estará levando nos dias 03 e 04 de abril a Caravana de Saúde para localidade de Mamota.

Durante estes dias serão ofertados os serviços de: Consultas com clínico geral, ortopedista, dermatologista, realização de exames de ultrassonografia (USG de mamas, transvaginal, obstétrica, tireoide, abdômen total, rins e vias urinárias e musculoesqueléticas), além de atendimentos pelos profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família – NASF (Psicóloga, Fisioterapeuta, Fonoaudióloga), além de atendimentos odontológicos, realização de exames de preventivo, exames laboratoriais, dispensação de medicamentos e atualização do cartão de vacina.

De acordo com a Secretária de Saúde Marcela Silva esta já é a segunda parada da Caravana da Saúde que tem como objetivo levar os serviços de saúde aos quatro cantos do município, aproximando às comunidades dos serviços proporcionados pela saúde pública municipal.

blogdonettomaravilha

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Jaguarari

Trabalho de reciclagem em Juacema terá apoio da prefeitura de Jaguarari

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Na manha desta quinta-feira (21), atendendo convite da Associação Socioambiental e Cultural de Juacema e Adjacências, o Secretário de Infraestrutura e Obras Públicas, Fábio Vieira, participou de reunião e também conheceu um pouco mais sobre o “Projeto Recicla Juacema”, desenvolvido pela associação.

O secretário recebeu por parte da presidente da associação, Zilmária Silva de Sena, a solicitação de equipamentos de EPI, envio de uma caçamba duas vezes por mês para auxiliar na coleta do material reciclado, além de repelente e protetor solar.

Após receber as demandas, o secretário disse que irá buscar a melhor forma de atender a solicitação por parte da associação de Juacema que vem realizando um trabalho importante para a localidade.

ASCOM – Prefeitura de Jaguarari-BA

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Andorinha

Polícia Militar apreendeu carro clonado em Andorinha nesta quinta (21)

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Por volta das 12h do dia 21, quinta-feira, a guarnição do 2º PEL/6ºBPM registrou uma ocorrência de Receptação (Carro Clonado) na Av. Monte Santo, centro de Andorinha.

Houve uma denúncia que o acusado estaria de posse do veículo Fiat/Strada de cor preta, licença de São Paulo com sinais de clonagem.

O acusado e o veículo foram apresentados na Depol.

bonfimnoticias

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