Conecte-se conosco

Economia

Governo reduz projeção para salário mínimo em 2018

Publicado

em

O governo apresentou, nesta segunda-feira, os novos parâmetros da proposta orçamentária de 2018. Segundo dados do Ministério do Planejamento, o salário mínimo, que estava fixado originalmente em R$ 969, foi reduzido em R$ 4,00, para R$ 965.

A expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se manteve em 4,2% ao ano, enquanto a taxa de juros da economia (Selic) esperada para o fim de 2018 que vem caiu de 8% ao ano para 7,25%. Já a projeção para o crescimento da economia foi mantida em 2%.

Os novos parâmetros serão enviados ao Congresso numa mensagem modificativa. Ela é necessária porque o governo alterou a meta fiscal de 2018 de um déficit primário de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, explicou que a queda no salário mínimo ocorreu porque a projeção para inflação em 2017 caiu. Esse número é utilizado no cálculo da remuneração mínima, junto ao PIB de dois anos antes. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) neste ano teve uma retração de 3,5% para 3,1%.

Oliveira enfatizou que o valor previsto na proposta orçamentária não é definitivo, mas apenas uma projeção. E ressaltou que o governo não tem escolha e precisa obedecer a regra para o cálculo do salário mínimo. Qualquer modificação nela – para mais ou para menos – tem que ser feita via Congresso Nacional.

— O governo não tem o poder de definir o salário mínimo, ele tem que atribuir a inflação. É preciso tomar cuidado para não dar incorretamente a informação de que o governo está fixando o salário mínimo.

PREVISÃO DE RECEITAS SOBE PARA R$ 1,23 TRILHÃO

A previsão de receitas estimadas pelo governo para o ano que vem cresceu de R$ 1,19 trilhão para R$ 1,23 trilhão. Junto à mensagem modificativa que altera a meta fiscal, a equipe econômica vai encaminhar ao Congresso uma série de medidas que visam aumentar a arrecadação. Entre elas estão a ampliação do Imposto de Renda cobrado sobre fundos exclusivos e a ampliação da alíquota previdenciária de servidores. Além disso, conta com a aprovação da reoneração da folha de pagamentos.

Por outro lado, a previsão de despesas para 2018 também subiu e foi de R$ 1,32 trilhão para R$ 1,37 trilhão. O aumento ocorre mesmo apesar das medidas que o governo vai enviar ao Congresso para conter o gasto com o funcionalismo, como o adiamento do reajuste de servidores públicos. Também com a intenção de enxugar despesas, a equipe econômica reviu a alíquota do Reintegra prevista para o ano que vem.

Ao alterar a meta fiscal de 2018, o governo foi obrigado a rever também as projeções para o comportamento da dívida pública. Segundo a mensagem modificativa do Orçamento de 2018 enviada ao Congresso nesta segunda-feira, a dívida bruta (principal indicador de solvência observado pelo mercado) saltará de 75,7% do Produto Interno bruto (PIB) em 2017 para 80,7% do PIB em 2020. Já a dívida líquida do setor público aumentará de 52,2% para 59,1% do PIB no mesmo período.

Com um rombo maior no ano que vem, o governo também conseguiu ampliar sua projeção para os gastos discricionários, onde estão concentrados os investimentos públicos. De acordo com a mensagem modificativa, eles passarão de R$ 200,2 bilhões na proposta orçamentária original para R$ 250,2 bilhões. Mesmo assim, o número não representa uma grande ampliação em relação a 2017. Este ano, as despesas discricionárias estão fixadas em R$ 245,7 bilhões.

OGLOBO

Continue Lendo
Clique para comentar

Economia

Como antecipar a restituição do Imposto de Renda 2019

Publicado

em


© Pollyana FMS Dinheiro: É possível antecipar até 100% da restituição do IR

Contribuintes que acabaram de enviar a declaração do Imposto de Renda 2019 já podem antecipar o pagamento da restituição pegando um empréstimo no banco.

As linhas que antecipam o pagamento da restituição do imposto podem ser atrativas porque algumas oferecem juros mais baixos do que os cobrados no crédito consignadopara funcionários privados, por exemplo.

Nas três instituições financeiras que enviaram informações ao site EXAME (Banco do Brasil, Itaú e Santander), os juros mínimos cobrados nessas linhas variam de 1,79% ao mês, taxa cobrada pelo Banco do Brasil, a 3,69% ao mês, juros cobrados pelo Santander.

Os juros vão variar em cada instituição financeira conforme o perfil de risco do cliente e o relacionamento dele com o banco.

Segundo dados do Banco Central, os juros do crédito consignado para trabalhadores privados variam, em média, de 2,18% a 3,03% ao mês nos grandes bancos.

Veja a seguir as condições oferecidas pelos bancos para quem quer antecipar a restituição do imposto:

BANCOTAXA DE JUROS MENSALVALOR DO EMPRÉSTIMOPERCENTUAL ANTECIPADO DA RESTITUIÇÃO
ItaúA partir de 1,90%De R$ 200 a R$ 5 mil para clientes Varejo e Uniclass e até R$ 10 mil para clientes PersonnalitéAté 100%
Banco do BrasilA partir de 1,79%Até R$ 20 milAté 100%
SantanderA partir de 3,69%De R$ 100 a R$ 100 milAté 100%

Como antecipar o dinheiro

Para contratar a linha de crédito, é necessário ser correntista do banco, ter o valor do crédito aprovado e receber o valor da restituição pelo banco no qual será tomado o empréstimo. Dessa forma, o banco tem a garantia de que irá receber o dinheiro e consegue cobrar taxas de juros menores.

Ao antecipar a restituição, os bancos geralmente exigem o recibo de entrega da declaração, que comprova que o contribuinte informou sua conta no banco para receber o dinheiro.

O saldo da restituição pode ser consultado antes do envio dos dados à Receita. Após o preenchimento do documento, o programa gerador da declaração faz o cálculo automaticamente e mostra se o contribuinte terá imposto a pagar ou a restituir.

Além das taxas de juros cobradas no adiantamento da restituição, é necessário verificar o Custo Efetivo Total (CET) do crédito, que inclui taxas e outros encargos cobrados pelo banco.

Em cada banco a linha pode ser contratada até uma data limite. No Santander, é possível solicitar o crédito de antecipação do IR até 30 de outubro. No Itaú, até 31 de outubro. Já no BB, até 30 de setembro.

Quando compensa

Antecipar a restituição do Imposto de Renda pode valer a pena se o empréstimo substituir dívidas já existentes que possuam juros mais altos do que os oferecidos na linha, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito, as linhas mais caras do mercado.

Especialistas não aconselham a antecipação do valor da restituição caso o contribuinte pretenda utilizar o dinheiro para a compra de um bem, por exemplo.

Ainda que as taxas cobradas no adiantamento da restituição sejam menores quando comparadas a outras linhas de crédito, elas não são tão baixas a ponto de compensarem a contratação do empréstimo apenas para consumo.

Empréstimo tem riscos

Se o contribuinte fornecer informações inconsistentes à Receita, pode cair na malha fina se não retificar a declaração ao longo do ano. Neste caso, o valor da restituição pode ser pago apenas a partir do ano que vem, nos lotes residuais.

Independentemente de ter recebido ou não a restituição até o último lote pago pela Receita nesse ano, o valor antecipado da restituição pode ser debitado automaticamente da conta corrente pelo banco.

Essa característica torna o crédito arriscado, e pode gerar uma nova dívida caso o tomador do crédito não tenha saldo suficiente para quitar a dívida em sua conta corrente na data do pagamento.

A maioria dos bancos debitam o valor automaticamente quando o cliente recebe a restituição ou, no máximo, em dezembro, logo após a data de pagamento do último lote, o que ocorrer primeiro.

Se o contribuinte precisar corrigir a declaração, o valor do imposto a ser restituído pode ser modificado. No entanto, o banco continuará a considerar o valor da restituição informado no momento da contratação do crédito, o que representa outro risco da operação. Caso o valor da restituição seja menor do que o calculado inicialmente, será necessário arcar com os custos adicionais do empréstimo.

Exame.com

Continue Lendo

Economia

62 milhões de brasileiros estão inadimplentes, diz SPC

Publicado

em


© / Número de inadimplentes desacelera no começo do ano.

O volume total de dívidas no Brasil recuou 0,29% em janeiro, após ter avançado 2,75% em dezembro. Ao todo, 62 milhões de consumidores estavam como CPF negativado, aponta um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)

Segundo as entidades, o número representa um aumento de 2,42% na inadimplência. O índice de atraso nos pagamentos é menor que em dezembro de 2018, quando ficou em 4,41%. Cerca de 40% da população brasileira maior de 18 anos tem ao menos uma dívida em atraso. 

O comércio e a comunicação registraram queda de 7% nas dívidas. Nos bancos o crescimento do volume foi de 2%, e na água e luz foi de 14%, um valor expressivo. “Este cenário só deve mudar quando a retomada da economia for percebida de fato pelos consumidores, ou seja, com a criação de novos empregos e o aumento renda”, observa o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta  “não é baixo o número de consumidores que, depois de sair do cadastro de negativados, acaba retornando. Isso ocorre porque, em muitos casos, a inadimplência tem origem no mau uso do crédito e da falta de controle das próprias finanças. Nesses casos, é fundamental que haja disciplina para fazer a gestão dos ganhos e dos gastos, além de se reconhecer os limites do próprio orçamento”.

A maior frequência de negativados continua entre os pagadores de 30 a 39 anos, que em janeiro somaram 17,6 milhões, o que corresponde a 51% da população nessa faixa-etária.  A proporção de inadimplentes na faixa etária de 25 a 29 também é significativa, 44% da população têm o CPF restrito, entre os idosos, 65 a 84 anos, a proporção é de 33% e entre os mais jovens, de 18 a 24 anos, a proporção cai para 17%.

VEJA.com

Continue Lendo

Economia

Saiba como conferir quanto tempo falta para se aposentar

Publicado

em


© Rodrigo Clemente Caso não consiga acessar o sistema do Meu INSS em casa, é necessário ir até um posto da Previdência Social

Com a reforma da Previdência no horizonte, contribuir quanto tempo falta para se aposentar é algo fundamental aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar de parecer complicado, é possível fazer isso sem sair de casa, pelo próprio site do instituto.

No site Meu INSS, o segurado consegue tanto simular sua aposentadoria como conferir quanto tempo de contribuição a Previdência computa para ele. Isso é possível por meio do Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis), apontado por especialistas como o documento chave na hora do pedido da aposentadoria.

Para ter acesso ao Cnis é preciso cadastrar uma senha no site. Para isso, é preciso que o trabalhador tenha em mãos todas suas carteiras de trabalho, já que são feitas questões sobre sua vida laboral para liberação da senha. Caso não consiga responder as questões ou haja algum problema técnico, é necessário se dirigir a algum posto do INSS para liberar a senha.

Segundo o advogado previdenciário João Badari, sócio do escritório Aith, Badari e Luchin advogados associados, ao pegar o Cnis é necessário compará-lo tanto com as carteiras de trabalho quanto com carnês de contribuição no caso dos segurados autônomos e facultativos.

“Veja se todo o período está ali, bem como o salário de contribuição. É nesse documento que o INSS se baseia para conceder a aposentadoria e ter um Cnis sem falhas pode ser decisivo”, disse.

Caso haja alguma falha no extrato previdenciário, o segurado deve pegar sua documentação e procurar um posto da Previdência para corrigir as falhas. Há uma orientação do INSS que esse tipo de correção só pode ser feito no momento do atendimento de concessão da aposentadoria, Porém, por lei, é permitido pedir a correção a qualquer tempo.

De acordo com o presidente do Instituto de Estudos Previdenciários, Roberto de Carvalho Santos, fazer uma boa análise do Cnis e das carteiras é o primeiro passo para o planejamento previdenciário. Segundo ele, apesar da reforma estar cada vez mais perto, não há motivo para que o segurado se desespere e corra em disparada ao posto.

“É preciso consultar os períodos, corrigir irregularidades e até tentar aumentar o tempo de contribuição, com a inclusão de ações trabalhistas e tempo como servidor público. As vezes, há buracos nos tempos de contribuição que podem ser recolhidos em atraso”, cita.

O site do INSS também oferece uma calculadora para a aposentadoria. Lá, é preciso que o segurado preencha seus dados, como nome completo, idade e carregue os vínculos trabalhistas. Caso esteja logado no sistema do Meu INSS, os vínculos são carregados automaticamente com base no Cnis.

Entenda a reforma

A mudança nas aposentadorias e outros benefícios previdenciários é tratada como prioridade pelo governo Bolsonaro. A ideia do governo é fixar uma idade mínima para a aposentadoria dos segurados. A discussão, no momento é se será de 65 anos para todos os trabalhadores, independente do sexo, ou se as mulheres terão uma idade diferenciada, como prefere o presidente Jair Bolsonaro.

Além disso, as regras entre o serviço privado e público devem ser igualadas e, no caso de novos trabalhadores, haverá a criação de um sistema de capitalização. Na capitalização, o segurado contribui para uma espécie de poupança que irá financiar seu benefício no futuro, No caso do sistema atual, que é de repartição, os trabalhadores contribuem para pagar os benefícios das aposentadorias que já foram concedidas.

VEJA.com

Continue Lendo

Mais Lidas

Copyright © 2019 - Criado por PrecisoCriar | www.precisocriar.com.br