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Economia

IPCA mostra deflação de 0,04% em setembro e cai abaixo de 3% em 12 meses

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Grocery Outlet Holding Corp. signage is displayed on a shopping basket inside a store in San Francisco, California, U.S., on Thursday, June 20, 2019. Grocery Outlet Holding Corp. rose in its trading debut after raising $378 million in an above-range initial public offering. The discount supermarket chains shares, which rose as much as 43% Thursday, closed up 30% to $28.51, valuing the company at $2.44 billion. Photographer: David Paul Morris/Bloomberg

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, recuou 0,04% em setembro, influenciado principalmente pela queda nos preços de alimentos, segundo divulgou nesta quarta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se do menor resultado para um mês de setembro desde 1998, quando o IPCA ficou em -0,22%, e da primeira deflação desde novembro do ano passado (-0,21%). Em setembro de 2018, a taxa foi de 0,48%.

Com o resultado, o índice acumula alta de 2,49% no ano, também o menor resultado desde 1998 para os 9 primeiros meses do ano – favorecido pela queda dos preços dos alimentos em 2019 e pela fraqueza da economia, que dificulta os reajustes em meio a uma demanda ainda fraca.

Em 12 meses, o IPCA desacelerou para 2,89%, ante os 3,43% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, ficando ainda mais abaixo da meta de 4,25% definida pelo governo para o ano, o que reforça as apostas de novos cortes na taxa básica de juros, atualmente em 5,5% ao ano, mínima histórica.

É a primeira vez desde maio de 2018 que o índice fica abaixo de 3% no acumulado em 12 meses.

Alimentos puxam queda da inflação

Na passagem de agosto para setembro, houve deflação em 3 dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.

A queda do IPCA foi puxada principalmente pela redução de 0,43% nos preços dos alimentos e bebidas, que caíram pelo segundo mês seguido. O grupo foi o maior responsável pela deflação em setembro, com impacto de -0,11 ponto percentual no índice geral.

Entre os itens que ficaram mais baratos, destaque para alimentação no domicílio (-0,70%), tomate (-16,17%), batata-inglesa (-8,42%), cebola (-9,89%) e frutas (-1,79%).

Já do lado das altas, o destaque ficou com Saúde e cuidados pessoais (0,58%), pressionado pelo aumento dos planos de saúde (0,57%).

Preços dos alimentos e bebidas caíram pelo segundo mês seguido, segundo o IBGE — Foto: Divulgação

Preços dos alimentos e bebidas caíram pelo segundo mês seguido, segundo o IBGE — Foto: Divulgação

Veja a inflação de setembro por grupos e o impacto de cada um no índice geral:

  • Alimentação e Bebidas: -0,43% (-0,11 ponto percentual)
  • Habitação: 0,02% (0 p.p.)
  • Artigos de Residência: -0,76% (-0,03 p.p.)
  • Vestuário: 0,27% (0,02 p.p.)
  • Transportes: zero (0 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 0,58% (0,7 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 0,04% (0,01 p.p.)
  • Educação: 0,04% (0 p.p.)
  • Comunicação: -0,01% (0 p.p.)

“Os serviços variaram pouco de agosto para setembro, principalmente por uma alta menor da alimentação fora, ela tem peso grande nos componentes de serviços”, destacou Pedro Kislanov da Costa, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços. O subitem “alimentação fora de casa” desacelerou de 0,53% em agosto para 0,04% em setembro, com o preço da refeição registrando queda de 0,06%.

Já o grupo “artigos de residência” teve deflação de 0,76%, com destaque para a queda nos preços de eletrodomésticos e equipamentos (-2,26%) e itens de TV, som e informática (-0,90%).

Após o resultado de 1,19% em agosto, o grupo “habitação” teve alta de apenas 0,02% em setembro. “Na tarifas monitoradas, uma queda expressiva foi registrada principalmente por causa dos índices de água e esgoto e da energia elétrica”, destacou o pesquisador.

O preço dos transportes ficou estável na passagem de agosto para setembro. Nesse grupo, os combustíveis subiram 0,12%, puxados pelas altas do etanol (0,46%) e do óleo diesel (2,56%). Já a gasolina (-0,04%) teve leve menos intensa que a do mês anterior (-0,45%).

O pesquisador destacou que os reajustes anunciados recentemente pela Petrobras nos preço dos combustíveis, “pode impactar o índice de outubro”

Inflação por regiões

Segundo o IBGE, 10 das 16 regiões do país apresentam deflação em setembro. “O menor resultado foi em São Luís (-0,22%), por causa da queda na energia elétrica, e o maior em Goiânia (0,41%), que foi uma das poucas regiões que teve altas de alimentos e gasolina”, destacou Costa.

Veja todos os índices regionais:

  • Goiânia: 0,41%
  • Rio Branco: 0,30%
  • Salvador: 0,14%
  • Belém: 0,08%
  • Curitiba: 0,06%
  • Aracaju: 0,05%
  • Vitória: -0,02%
  • Campo Grande: -0,04%
  • Porto Alegre: -0,04%
  • São Paulo: -0,06%
  • Fortaleza: -0,08%
  • Recife: -0,09%
  • Rio de Janeiro: -0,13%
  • Brasília: -0,17%
  • Belo Horizonte: -0,18%
  • São Luís: -0,22%

Perspectivas e meta de inflação

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que foi reduzida na semana passada de 6% para 5,5% ao ano – a menor da série histórica do BC, que começou em 1986.

Na ata da sua última reunião divulgada nesta terça-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) projetou inflação abaixo da meta para 2019 e 2020 e indicou novo corte nos juros básicos da economia.

Em meio à recuperação lenta da economia e demanda ainda fraca, os analistas das instituições financeiras continuam projetando para o ano uma inflação abaixo do centro da meta central do governo, com uma taxa de 3,42% em 2019, segundo dados do boletim Focus do Banco Central.

Para 2020, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,78%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.

INPC em setembro foi de -0,05%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais, ficou em -0,05% em setembro, ante 0,12% em agosto. O acumulado do ano está em 2,63% e o dos últimos doze meses foi para 2,92%, contra 3,28% nos 12 meses imediatamente anteriores.

G1

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Economia

Bolsonaro indica que escolherá Renato Feder como novo ministro da Educação

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© Divulgação/Secretaria da Educação do Paraná

O presidente Jair Bolsonaro indicou que escolheu o secretário de Educação do Paraná e ex-executivo Renato Feder para ser o novo ministro da Educação. A informação foi confirmada por fontes ao Estadão. Feder havia se reunido com Bolsonaro antes da escolha de Carlos Alberto Decotelli, que pediu demissão depois de denúncias sobre incoerências em seu currículo.

A expectativa é de que o anúncio seja feito ainda nesta sexta-feira e Feder está viajando a Brasília. Na semana passada, Bolsonaro havia ligado para Feder para agradecer. Mas ele teria preferido alguém mais velho. Decotelli tem 70 anos e Feder, 42. Feder vai substituir Abraham Weintraub.

O presidente tinha preterido Feder, segundo fontes, também por sua relação com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O empresário doou R$ 120 mil à campanha do tucano para prefeito.

Feder é paulistano, formado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). Ele era empresário do ramo de tecnologia e não tem ligação nem com a ala militar e nem com a ideológica, que estavam influenciando na escolha do novo ministro.

No Paraná, seus contatos com empresários e terceiro setor fizeram com que ele fosse indicado a Ratinho Junior (PSD) para o cargo, no ano passado. Durante a pandemia, o Estado é um dos que tem se destacado por ter criado rapidamente um sistema de educação a distância bem estruturado com aulas online.

Feder doou R$ 120 mil para a campanha de João Doria para a prefeitura de São Paulo em 2016. O nome de Feder aparece no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como a sétima maior quantia entre os doadores da campanha, que recebeu R$ 12 milhões.

Na época, Feder era proprietário da Multilaser, uma empresa da área de tecnologia. O nome dele não consta entre os doadores da campanha para governador de Doria.

Ele era um empresário bem sucedido na área de tecnologia quando resolveu que deveria trabalhar com educação. Em 2017, ele abordou em um evento o então secretário de Educação de São Paulo, José Renato Nalini, na gestão de Geraldo Alckmin. Feder disse a ele que queria um emprego na secretaria, explicou que tinha ganho muito dinheiro e estava disposto a trabalhar pelo ensino público.

Nalini se impressionou com o pedido e deu então um cargo de assistente a ele, com salário de R$ 8 mil, na secretaria, onde ficou alguns meses. A intenção era a de que Feder aproximasse a rede estadual de empresários e ONGs que pudessem ajudar em projetos. Mas o trabalho não foi bem sucedido e Feder acabou deixando a secretaria. Segundo apurou o Estadão, Feder tinha o sonho de se tornar secretário da educação.

Feder é elogiado pela sua simpatia, inteligência e bom trato. Mas fontes o descrevem como muito ambicioso e que recentemente passou a buscar um cargo público importante na educação. Sua visão mais liberal é criticada por alguns e elogiada por outros no meio educacional.

Em 2007 escreveu um livro em que defendeu a extinção do MEC e a privatização da rede de ensino no Brasil. Ao Estadão, ele disse que não acredita mais nessa visão. “Eu não entendia nada de educação e hoje conheço melhor”.

Fontes dizem, no entanto, que ele pode ter problemas no MEC com os membros ligados a Olavo de Carvalho. Há também muita resistência à colaboração de entidades da sociedade civil no governo, como fundações e institutos, com os quais Feder tem boa relação. A atual secretária da Educação Básica, Ilona Becskehazy, fez postagens recentes em redes sociais afirmando que “ONGs são empresas”, com interesses privados e não vão entrar no MEC.

Estadão

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Economia

Auxílio Emergencial: termina nesta quinta (2) prazo de cadastramento para receber benefício

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Prazo para novos cadastros termina nesta quinta às 23h59

Para quem ainda não se cadastrou a fim de receber o auxílio emergencial de R$ 600, o prazo termina nesta quinta-feira (2), às 23h59, informou a Caixa Econômica Federal. O auxílio emergencial é um benefício financeiro destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos, desempregados e pessoas de baixa renda e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

Inicialmente proposto para vigorar por três meses, com o pagamento de três parcelas de R$ 600, o benefício foi prorrogado por mais dois meses, com o pagamento de mais duas parcelas. Pelas regras, até duas pessoas da mesma família podem receber o auxílio. Para as famílias em que a mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago mensalmente é de R$ 1.200.

Quem pode se cadastrar?

A Lei 13.982/2020, que instituiu o auxílio emergencial, foi aprovada pelo Congresso Nacional em abril e definiu os critérios para ser incluído no programa. Para ter acesso ao benefício, a pessoa deve cumprir, ao mesmo tempo, os seguintes requisitos:

– Ser maior de 18 anos de idade ou ser mãe adolescente

– Não ter emprego formal

– Não ser agente público, inclusive temporário, nem exercer mandato eletivo

– Não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família

– Ter renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00)

– Não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70

– Estar desempregado ou exercer atividades na condição de microempreendedor individual (MEI), ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ou trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Como se cadastrar

Quem estava no Cadastro Único até o dia 20 de março e que atende às regras do programa, recebe os pagamentos sem precisar se cadastrar no site da Caixa. Quem tem o Bolsa Família pode receber o auxílio emergencial, desde que ele seja mais vantajoso. Nesse período, o Bolsa Família de quem recebe o auxílio fica suspenso.

As pessoas que não estão inscritas no Bolsa Família nem no CadÚnico e preenchem os requisitos do programa podem se cadastrar no site auxilio.caixa.gov.br ou pelo APP CAIXA | Auxílio Emergencial, disponível nas lojas de aplicativos. Depois de fazer o cadastro, a pessoa pode acompanhar se vai receber o auxílio emergencial, consultando no próprio site ou aplicativo.

O Ministério da Cidadania informou, na semana passada, que já recebeu mais de 124 milhões de solicitações do auxílio emergencial, sendo que cerca de 65 milhões foram considerados elegíveis e 41,59 milhões foram apontados como inelegíveis, por não atenderem aos critérios do programa. Existem ainda quase 17 milhões de inscrições classificadas de inconclusivas – quando faltam informações para o processamento integral do pedido. Quem estiver nessa situação deve refazer o cadastro por meio do site ou aplicativo do programa.

Mais informações sobre o auxílio emergencial também podem ser obtidas na página do Ministério da Cidadania na internet.

RedeTV!

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Economia

Trabalhadores da iniciativa privada já podem sacar o abono salarial para nascidos em janeiro e fevereiro

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Trabalhadores da iniciativa privada nascidos em janeiro e fevereiro começam a receber a partir desta quinta-feira (16) o pagamento do abono salarial PIS do calendário 2019-2020, ano-base 2018, na Caixa Econômica Federal. Quem nasceu entre o primeiro mês do ano e junho – e com número de inscrição entre 5 e 9 – deve receber o recurso ainda neste trimestre.

Segundo o calendário do PIS/Pasep, o abono vai ficar disponibilizado para o trabalhador até o dia 30 de junho de 2020, quando encerra o prazo para o saque do benefício. O valor varia de R$ 87 a R$ 1.039, dependendo do período trabalhado com carteira assinada em 2018.

Funcionários privados que receberam até dois salários mínimos mensais têm direito ao PIS, desde que tenha exercida a atividade remunerada por pelo menos 30 dias em 2018. Para receber o abono, é preciso apresentar um documento de identificação e o número do PIS/Pasep. Quem é correntista da Caixa, o crédito foi efetuado na conta 2 dias antes dos demais trabalhadores.

Carlos Britto

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