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Mesmo com Lava Jato, corrupção ainda drena recursos de pequenas cidades

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ADRIANO MACHADO (REUTERS) O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, no dia 8, em Brasília.

Para receber um acréscimo salarial que pode chegar a 50% de seu rendimento, um grupo de 18 professores da rede municipal apresentou diplomas de conclusão de pós-graduação falsos na cidade de Niquelândia, no interior de Goiás. Já em Santa Isabel, na região metropolitana de São Paulo, 25 servidores e ex-funcionários municipais foram presos recentemente sob a suspeita de integrarem uma quadrilha que desviava recursos da saúde pública. À primeira vista, não há relação entre os casos.

Mas, quando se analisa o momento histórico pelo qual passa o país, nota-se que, nem mesmo a grandiosidade da operação Lava Jato —que já dura quase cinco anos e nesta sexta-feira prendeu o vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade, e o empresário Joesley Batista, da JBS, novamente—, evitou que a corrupção continuasse a acontecer, especialmente a de pequena escala. Ao contrário, passou a ser melhor engendrada e acabou contaminando até mesmo os profissionais que, ao menos teoricamente, não teriam nenhum interesse em se envolver com qualquer tipo de crime ou que deveriam ensinar crianças e adolescentes a serem cidadãos honestos.

O esquema desbaratado na cidade goiana, de quase 43.000 habitantes, envolvia uma empresa que oferecia cursos de mestrado e doutorado sem o aval do Ministério da Educação. Os alunos obtinham certificados de conclusão e diplomas falsos produzidos por outras universidades. Em tese, eles não sabiam que os documentos eram fraudados, por essa razão, apenas os que foram considerados envolvidos diretamente na quadrilha acabaram denunciados.

Entre eles, estavam a dona da escola, a então secretária de educação e a presidente do conselho municipal de Educação. Essas duas últimas também receberam os diplomas falsos e conseguiram aumentar os seus salários em quase 3.000 reais cada uma. A irregularidade perdurou dois meses, até que os envolvidos fossem denunciados pela promotoria. A interrupção da fraude resultou em uma economia anual de 300.000 reais em gratificações que seriam pagas a esse grupo. “Já ouvimos relatos de que esse é um esquema que ocorre no Brasil inteiro”, ressaltou Augusto César Souza, um dos promotores que atuaram no caso.

Dados insistentemente repetidos por antigos ministros da Controladoria Geral da União mostram que, boa parte dos recursos destinados aos municípios na área de educação são desviados. O último a trazer essa informação foi o atual ministro da Justiça e ex-ministro da Transparência, Torquato Jardim. Em evento no mês de março, ele disse dois terços dos valores destinados às merendas escolares eram desviados. Citou ainda que a Lava Jato representava apenas 10% da corrupção do Brasil e que a operação era pequena diante das fraudes que ocorrem nos municípios brasileiros. Em sua análise, o país tem uma corrupção estrutural. “Enquanto o Estado for do tamanho que é, teremos corrupção”.

E por qual razão esses esquemas ilícitos não são interrompidos, apesar das ações midiáticas em que políticos, empreiteiros e grandes doleiros são presos frequentemente? “As pessoas não conseguem compreender a real finalidade das instituições e tentam usá-las em benefício próprio”, opinou o promotor Souza.

A análise é corroborada pelo doutor em filosofia e professor de ética do Instituto Federal de Brasília, Luiz Diogo de Vasconcelos Júnior. “Nos voltamos para um discurso moralista, em que os cidadãos só apontam as faltas dos outros, dos políticos, das autoridades, mas não veem as suas próprias”, afirmou. Para ele, apesar de o Brasil concentrar uma das maiores massas carcerárias do mundo, todos os que cometem crimes ainda creem que podem ficar impunes.

No caso ocorrido na cidade paulistana de Santa Isabel, a certeza de impunidade atingiu boa parte do funcionalismo público do pequeno município de cerca de 55.000 habitantes. Durante um ano, uma das empresas que administrava os postos de saúde do município desviou cerca de 3,5 milhões de reais para pagar agentes públicos. Foram identificados 25 envolvidos. Na quarta-feira, quando a operação ocorreu, um ônibus teve de ser usado para levar todos os presos para a delegacia, que teve de ser temporariamente fechada ao público porque não havia estrutura para registrar tantos flagrantes ao mesmo tempo.

Bancada da Lava Jato

Nas eleições deste ano, as propostas dos candidatos eram tratadas de maneira genérica. Com o resultado eleitoral, contudo, o assunto voltou à tona. Depois que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) indicou o juiz da Lava Jato, Sergio Moro, para seu ministério da Justiça, parlamentares já começaram a articular a formação de uma frente anticorrupção. A ideia é dar suporte às propostas que Moro apresentar na pasta. A principal delas seria um pacote anticorrupção que está sendo elaborado pela equipe de transição de Bolsonaro.

Até mesmo deputados da oposição querem se associar a esse grupo. O objetivo deles é mostrar que o apoio a Moro é institucional e não uma concordância com a gestão Bolsonaro. Na prática, todos querem surfar na onda de combate aos ilícitos que elegeu dezenas de neófitos para a Câmara.

Entre os principais articuladores desse grupo estão Aluísio Mendes (PODE-MA) e Sanderson Federal (PSL-RS). Ambos são policiais federais e participaram da Frente da Lava Jato, movimento articulado por entidades de classe com o objetivo de eleger agentes e delegados da instituição. Outro que é simpático à ideia é Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), o filho do presidente eleito que teve a maior votação da história da Câmara. O problema dele seria se juntar aos parlamentares de partidos opositores.

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Contas do 3º quadrimestre da secretaria de saúde de Senhor do Bonfim foram reprovadas pelo conselho municipal de saúde

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Durante reunião que aconteceu nessa terça-feira (19), entre os conselheiros da saúde municipal, foram reprovadas por 4 votos contra, 1 voto de abstenção e 2 votos de aprovação com ressalvas, as contas do 3º quadrimestre da Secretaria Municipal de Saúde de Senhor do Bonfim.

De acordo com informações existem diversas suspeitas de irregularidades na contratação de pessoal, não foram apresentadas prestações de conta do Hospital Regional ainda sob a gestão do Instituto Caminhada, inclusive prestação essa cobrada pelos vereadores, até hoje também não apresentadas, dentre outras situações tenebrosas na área da saúde, os conselheiros decidiram reprovar as contas da saúde em questão.

Funcionários até hoje com rescisões em mãos sem receber nenhum centavo, procuram o Instituto Caminhada e esse se nega a atender. Dizem que a prefeitura deve a eles e que este dinheiro é para pagar as rescisões, além de sofrerem ameaças pela prefeitura, caso queiram colocar na justiça.

Nossa reportagem procurou o presidente do conselho, mas até o presente momento não obtivemos resposta.

Blog do Netto Maravilha

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Prefeitura de Senhor do Bonfim empossa novos secretários e assessores

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O prefeito de Senhor do Bonfim, Carlos Brasileiro, empossou na tarde desta segunda-feira (18,) o novo titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Esporte, Francisco Carlos Carneiro Ribeiro, a secretária Interina de Cultura, Rubenalva Alves de Souza, a Nalvinha, os diretores de Transportes e Trânsito, José Clerton Borges e Rosiani Felipe da Silva Araújo, o coordenador de Eventos e Cerimonial, Ricardo Miranda de Aquino e o novo assessor de Comunicação Social, Arivaldo dos Anjos Silva.

Para o prefeito, as mudanças na estrutura do Executivo Municipal representam uma verdadeira oxigenação para a administração para melhor atender ao cidadão.

“Uma mudança é sempre bem vinda, desde que seja feita com critérios e argumentos. Alguns dos nossos colaboradores saíram do governo por motivos pessoais, alcançaram espaços importantes no Governo do Estado, e poderão ajudar no desenvolvimento de Senhor do Bonfim. Outras mudanças foram necessárias para que o governo ganhe energia. Quem sai, vai de maneira tranquila e quem chega, vem com fôlego e ideias novas. Espero que esses setores funcionem em todo seu potencial e tragam bons frutos para a nossa cidade”, destacou.

Ainda de acordo com Brasileiro, a vinda do secretário Carlos Carneiro é muito importante para o crescimento da economia municipal, o avanço do turismo e dos esportes. “Carlos é um desportista nato, um empresário bem sucedido com grande penetração entre os comerciantes locais. Além de ser um homem preparado e realizador, que faz acontecer com lealdade, compromisso e seriedade. Com certeza fará a diferença”, ressaltou o prefeito.

Com as alterações em setores estratégicos como Cultura, Chefia de Gabinete, Comunicação Social, Trânsito e Eventos, o município ganha sangue novo para responder aos anseios da população da Terra do Bom Começo.

ASCOM – Prefeitura de Senhor do Bonfim

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Jaguarari

Prefeitura de Jaguarari divulga tabela com os jogos da primeira rodada das oitavas de final da Copa Rural 2019

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ASCOM – Prefeitura de Jaguarari

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