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O estrago da covid-19 em cidades do Nordeste que cancelaram festa de São João: ‘É quando fazemos pé de meia para resto do ano’

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© Prefeitura de Caruaru/Divulgação Na festa de São João do ano passado, Caruaru recebeu 2 milhões de turistas, segundo a prefeitura

“A festa de São João é a preservação da vida do nordestino. O que seria de um repórter sem a comunicação? O que é um médico sem paciente? O que seria de Caruaru sem o São João e sua cultura popular?”. Quem questiona é Sebastião Alves Cordeiro Filho, o Mestre Sebá, ator e diretor do tradicional teatro de mamulengo (um tipo de fantoche).

Mas neste ano, assim como outras cidades nordestinas, Caruaru não terá a tradicional festa anual de São João por causa das medidas de isolamento social que tentam conter a pandemia de covid-19 — a cidade já registrou 82 mortes pela doença.

O evento cultural e religioso, que dura todo o mês de junho, apresenta atrações, movimenta o turismo e a rede hoteleira, gera milhares de empregos e sustenta centenas de artistas locais, além de aumentar a arrecadação de impostos em municípios do interior, como Caruaru, Campina Grande (PB) e Mossoró (RN).

“Não ter São João é algo inédito na minha vida. Não poder me apresentar, depois de 40 anos atuando, causa uma grande angústia”, diz Mestre Sebá, de 63 anos, coordenador de uma trupe teatral com 65 pessoas, entre atores, técnicos e manipuladores de bonecos.

O ator tem sobrevivido com R$ 1 mil por mês, dinheiro de uma bolsa paga pela prefeitura da cidade do agreste pernambucano, que o reconheceu como patrimônio vivo. “Mas muitos outros artistas estão passando grandes dificuldades”, diz.

Além dos laços afetivos e culturais, o São João tem grande peso econômico para os municípios.

Segundo a prefeitura de Caruaru, o evento gera 20 mil empregos e movimenta cerca de R$ 200 milhões na economia local. Só em impostos, o município estima que vai deixar de arrecadar R$ 2 milhões apenas em junho — verba que poderia ser usada em diversas áreas, como saúde e educação.

“A festa movimenta todos os setores da nossa economia. Dos repentistas aos trios de forró, da gastronomia à rede hoteleira, todo mundo depende do São João”, diz Raquel Lyra (PSDB), prefeita de Caruaru desde 2017.

Prefeitura de Caruaru criou uma campanha de doação de cestas básicas para artistas e comerciantes

© Prefeitura de Caruaru Prefeitura de Caruaru criou uma campanha de doação de cestas básicas para artistas e comerciantes

De fato, em junho do ano passado, o setor hoteleiro de Caruaru tinha quase 100% das vagas ocupadas para turistas — a prefeitura calcula que dois milhões de pessoas de fora visitaram o município durante o evento do ano passado. Mas desta vez, com o cancelamento da festa, a rede praticamente não tem hóspedes, segundo a prefeita.

No ano passado, organizar o São João custou R$ 12 milhões. Segundo Lyra, a maior parte desse dinheiro foi arrecadado por meio de patrocínios de empresas privadas. “Antes da pandemia, já tínhamos captado R$ 7 milhões para o evento deste ano. Nosso objetivo é tornar a festa autossustentável”, diz.

Para a prefeita, ficar sem São João é como se uma parte do ano não existisse. “Em Caruaru, nós dividimos o ano em antes e depois do São João. Não ter a festa deixa um vazio muito grande, porque ele faz parte da nossa identidade, tanto na questão cultural quanto religiosa”, afirma.

A cidade de Campina Grande, na Paraíba, disputa com Caruaru o título de maior São João do Nordeste — e, neste ponto, não há muito consenso. No quesito econômico, porém, o município também está sofrendo com um mês de junho sem a festa, embora a prefeitura ainda queira realizá-la em outubro.

“A gente estima que o São João movimente cerca de R$ 200 milhões todos os anos. São 5 mil empregos. É uma cadeia produtiva enorme, que sustenta muita gente: dos vendedores ambulantes à gastronomia local”, diz Romero Rodrigues (PSD), prefeito da cidade.

Campina Grande, que já flexibilizou a quarentena, registrou 69 mortes por covid-19.

Desde 2017, o município terceirizou a organização da festa. No ano passado, Campina Grande pagou, por meio de uma licitação, R$ 2,8 milhões para uma empresa organizar, contratar artistas e criar toda a estrutura do evento.

Cachês altos

Uma das recentes críticas ao São João é que prefeituras têm pagado altos cachês para artistas famosos que, muitas vezes, não têm grande relação com a cultura local, como nomes da música pop e do sertanejo. Por outro lado, há quem diga que a presença de celebridades nacionais leva mais turistas às cidades nordestinas.

Em junho de 2016, por exemplo, o cantor Wesley Safadão recebeu R$ 575 mil para se apresentar no São João de Caruaru — o público foi de 100 mil pessoas. À época, a Justiça chegou a suspender o show depois de uma ação civil pública questionar o alto cachê, mas o concerto foi liberado. Dias depois, Safadão se apresentou em Campina Grande por um valor bem menor, R$ 195 mil. Diante das críticas, o músico afirmou que iria doar o dinheiro para a caridade.

Mestre Sebá, ator e diretor do teatro mamulengo, se apresenta há mais de 30 anos no São João de Caruaru

© Prefeitura de Caruaru/Divulgação Mestre Sebá, ator e diretor do teatro mamulengo, se apresenta há mais de 30 anos no São João de Caruaru

Um estudo da Universidade Potiguar apontou que, para cada R$ 1 que a cidade de Mossoró investiu no São João no ano passado, outros R$ 14 foram injetados na economia do município do semiárido do Rio Grande do Norte.

Em Mossoró, 86 pessoas morreram de covid-19.

Segundo Lahyre Neto, secretário municipal de desenvolvimento econômico e de turismo, o São João movimentou R$ 94 milhões em 2019. “Neste mês, com a pandemia e o cancelamento do evento, esperamos uma queda de 30% na arrecadação”, diz.

O São João de Mossoró é conhecido pela tradicional festa Pingo da Mei Dia, que reúne trios elétricos e dezenas de milhares de pessoas, e pela peça Chuva de Bala, que encena a tentativa frustrada do cangaceiro Lampião de invadir a cidade, em 1927.

“É um baque enorme não ter a festa, um vazio no coração do mossoroense. Toda a rede hoteleira está paralisada e demitindo funcionários, além dos comerciantes e dos artistas locais que dependem do São João para sobreviver no restante do ano”, afirma Neto.

Forró na sacada

Em Mossoró, no semiárido do Rio Grande do Norte, festa de São João movimento R$ 94 milhões no ano passado

© Prefeitura de Mossoró/Divulgação Em Mossoró, no semiárido do Rio Grande do Norte, festa de São João movimento R$ 94 milhões no ano passado

Sem a renda do São João, alguns artistas têm lutado para sobreviver.

Mossoró, por exemplo, publicou um edital de R$ 242 mil para produções de artistas locais durante a pandemia. Já a prefeitura de Caruaru criou uma campanha de doação de cestas básicas a artistas, artesãos e comerciantes que agora estão parados.

Conhecido trio de forró em Caruaru, a banda Fole de Ouro é um dos grupos locais que está lutando para sobreviver em tempos de covid-19. No São João do ano passado, o trio realizou 42 shows em apenas um mês, o que dificilmente deve ocorrer nesta temporada.

“A gente vive de música. É no São João que fazemos o pé de meia para o restante do ano”, explica Karla Danielly de Melo, de 37 anos, produtora do Fole de Ouro e mulher do sanfoneiro do grupo, José Antônio da Silva Junior.

Nas últimas semanas, o trio tem conseguido ganhar algum dinheiro se apresentando em condomínios residenciais de Caruaru. O grupo toca o forró no térreo — às vezes ao lado da piscina —, e o público dança nas sacadas do prédio.

“Um morador, que estava estressado com o home office e com a pandemia, nos ligou e deu a ideia. Fizemos o primeiro show, e foi um sucesso. Até fiz um grupo no WhatsApp para os moradores pedirem as músicas que gostam”, explica Karla.

“Depois, pessoas de outros condomínios ficaram sabendo. Estão fazendo vaquinhas para nos contratar para outros shows. Isso não substitui o calor do público próximo, não substitui o vazio do São João cancelado. Mas é uma experiência interessante, é o que temos para hoje”, diz a produtora.

BBC News

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Prefeito eleito de Senhor do Bonfim Laércio Junior aguarda sinalização da atual gestão para início da transição

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Desde que venceram o pleito eleitoral no dia 15 de novembro o prefeito eleito de Senhor do Bonfim Laércio Junior e o vice-prefeito Elizeu Rios não tiveram descanso. A rotina de visitas de agradecimento nas localidades e reuniões com a equipe que irá conduzir o processo de transição dos governos têm acontecido de forma intensa.

Na última semana o futuro gestor acompanhado do vice-prefeito estiveram no prédio da prefeitura de Senhor do Bonfim onde protocolaram ofícios solicitando informações importantes para entender a atual situação da administração municipal. “Estamos aguardando a sinalização da atual gestão para o inicio desta troca de informações, que nos permitirá saber a atual situação da prefeitura para iniciarmos o nosso trabalho a frente do município”, destacou Laércio Junior.

Nesta segunda-feira, (23), Laércio Jr e Elizeu Rios estiveram reunidos mais uma vez com a equipe escolhida por eles para a condução do processo de transição. Segundo o vice-prefeito eleito Elizeu Rios o encontro debateu a forma para a condução do processo. “A nossa gestão quer realizar esse processo com muita transparência, garantindo o máximo de informações e subsídios para já iniciar bem o mandato”, disse o vice-prefeito Elizeu Rios.

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BONFIM: Nomes de secretariado de Laércio Junior não passam de especulações

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Nos bastidores da cidade de Senhor do Bonfim, surgiu rumores de supostos nomes de integrantes do secretariado do prefeito eleito Laércio Junior do DEMOCRATAS, nossa reportagem esteve diretamente com o prefeito e vice-prefeito Eliseu Rios, afim de checar essa informação.

Laércio e Eliseu, garantiram a falta de compromisso em rateamento de cargos, pois não foi feito compromisso com ninguém e a escolha será técnica e sem pressão de seja lá quem for.

Na verdade existe muita gente se auto denominado secretario sem nenhum aval dos gestores, talvez seja este o motivo dos boatos e Fake News, sobre supostos nomes.

Laércio e Eliseu, tem feito reuniões, com representante de cada área, afim de ouvir sugestões de cada setor e assim fazer uma escolha dentro de uma coerência e sensatez.

Embora a grande pressão é por parte de pessoas pedido emprego, o novo governo pretende iniciar com a maquina enxuta, até por que tendo invista a pandemia em 2020, a previsão no próximo ano é de queda no orçamento.

Redação do Cleber Vieira News

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Campo Formoso

Campo Formoso: Operação da PF de Curitiba prende em Juazeiro, no presídio, vereador Zé Lambão. Operação no Brasil é contra o narcotráfico Internacional e lavagem de dinheiro

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Reeleito, mesmo preso em Juazeiro, o vereador Zé Lambão, recebeu voz de prisão decretada pela Justiça Federal do Paraná. Esquema milionário foi desarticulado pela PF em vários estados. Zé Lambão, foi um dos alvos> alvo da operação.

A Polícia Federal cumpre 217 mandados judiciais, sendo 66 de prisão e 151 de busca e apreensão, em uma operação contra tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Os mandados estão sendo cumpridos em cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco.

Segundo a Receita Federal, oito mandados também estão sendo cumpridos na Espanha, Colômbia, Portugal e Emirados Árabes Unidos. A ação foi batizada de Enterprise e R$ 400 milhões em bens dos investigados foram sequestrados por determinação da Justiça.

Até a última atualização da reportagem, os policiais tinham apreendido armas, dinheiro e drogas. Em Natal, três mandados de busca e um de prisão também foram cumpridos.

Maior operação da história, segundo a PF

Ainda segundo as informações da Receita Federal, foram concedidos 37 pedidos de arresto, o mesmo que apreensões, de aeronaves. Além disso, entre os bens dos investigados, que são alvos de sequestro judicial, estão imóveis e veículos de luxo.

A operação Enterprise é considerada a maior do ano no combate à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e uma das maiores da história na apreensão de cocaína nos portos brasileiros, de acordo com a PF.

O Globo

Adaptação texto Blog do Walterley

Confira o mandado de prisão na íntegra.MP-JOSE-ALBERTO-DE-CARVALHO-PEREIRA

blogdowalterley

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