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O mendigo do “Poesia no Beco”: Uma alusão ao advento do Senhor e uma reflexão sobre nós e mundo

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Era o dia 07 de dezembro, uma sexta feira, realização do Projeto “Poesia no Beco”, na Rua Shopping, nome americanizado dado ao Calçadão da Juviniano Duarte, nosso antigo Beco do Bazar. Ao cair do crepúsculo, próximo a hora da Ave-Maria, tínhamos terminado de ouvir o Coral da Saudade e algumas poesias de Carlos Santos, quando, depois de muita tentativa de ligação por celular para Denis Alberto, membro da ACLASB, sou surpreendido com meu celular tocando:

_ Alô!
Alô presidente! Por favor, me espere que já estou chegando. Estou chegando fazendo uma zuada. Ok! Você está atrasado para o seu show, mas vou colocar outras pessoas enquanto você chega. Então mais poemas! E agora, Rogério Moreira com seu violão enchendo o Beco do Bazar de música.

Enquanto isso, eu era chamado para dar entrevista ao radialista, quando de repente, avisto distante, mas não distante o suficiente que não desse para perceber, o surgimento de um mendigo no inicio do Beco do Bazar. Mesmo pela pouca distancia, o reconheci. Já tinha visto aquele mendigo em algum lugar.

Alto, forte, chapéu na cabeça caindo sobre os olhos, calça jeans suja com manchas escuras como se fosse carvão, blusão de frio também jeans, rosto sujo ou parecido ter sido lambuzado de pó de carvão ou ainda algum tipo de tinha (guache).

Continuei minha entrevista com o radialista. Enquanto ele aproximava-se de nós, eu já o tinha agora reconhecido quem era mesmo aquele mendigo. Mas me mantive em silêncio. Pensei: _deve ser uma performance artística. Ele veio, falou comigo, com o radialista que por hora, não sabia se me entrevistava ou ria e, saiu falando com todos no calçadão sem ser reconhecido.

Porém onde está o nosso confrade Denis Alberto para sua apresentação? Agora tudo era tomada pela presença do mendigo, que começou a incomodar a todos, pedindo dinheiro, pegando na mão de um e de outro.

Os confrades Jackson Santana e Conceição Lins começaram a preocupar-se com a demora de Denis Alberto. Os policiais militares já começavam a irritar-se com o mendigo que entrava e saia pelo espaço do evento com as mesmas ações, pegando na mão de todos, pedindo dinheiro e ‘claro’ o povo esquivando-se devido ao aspecto sujo do mendigo.

Como eu já o conhecia e percebi que os policiais poderiam ser mais enérgicos com ele e poderia talvez até machuca-lo, aproximei-me do soldado e pedi que o deixasse à vontade que eu o conhecia. O soldado, então, pediu desculpas, saiu rindo e, claro, falou aos companheiros do que se tratava. Sorriram entre si.

Autorizei que aos confrades cerimonialistas do evento no momento, Jackson Santana e Conceição Lins, anunciassem a presença do confrade Denis Alberto. Então, anunciaram: _com vocês caro publico, o show com o nosso confrade da ACLASB, Denis Alberto que vai encher o Beco do Bazar com música.

O povo aplaudiu e nada de Deis Alberto. Quem estava justamente no palco? O mendigo, mais uma vez incomodando. Querendo pegar na mão de Conceição Lins e de Jackson Santana. Ela se retirou, Jackson deu uma bronca no mendigo e se retirou. Mas, antes eu falei: _Dá o microfone pra ele, talvez ele queira falar alguma coisa.

Como os dois retiraram-se e eu fiquei, passei o microfone para o mendigo e ele então se apresentou: _Boa noite caro público, eu sou Denis Alberto, membro da Academia de Letras e Artes de Senhor do Bonfim – ACLASB.

E todos começaram a rir. Uns pouquíssimos sabiam do que se tratava, os policiais e eu, outros riam de si mesmos, pelas suas atitudes diante do mendigo, outros riam dos outros, e ainda outros riam da caracterização bem feita do musico, poeta, compositor e membro da ACLASB, Denis Alberto.

Então Denis Alberto começou a falar da chegada do natal, do nascimento de Jesus que, sendo rei, veio pobre e também desprezado pelas pessoas, foi ignorado, como ele, (o ator) foi ignorado, esquivado, excluído nesse evento, pelos amigos, pessoas, artistas, policiais, porque não o reconheceram, porque estava mal vestido, porque estava sujo.

E ele citou várias passagens bíblicas falando do Advento do Senhor, dessa preparação da chegada do Cristo e nos deixou uma reflexão profunda sobre a atualidade e, acima de tudo, sobre nós mesmos. Entre várias citações bíblicas, passagens da história de pessoas excluídas da sociedade daquelas épocas, citou o evangelista Lucas:

(…) Enquanto la estavam , completaram-se para o parto, e ela (Maria) deu a luz ao seu primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia luar para eles na sala(…). (Lc 2, 1-20). Quais foram os primeiros a receber a noticia do nascimento de Jesus? Os pastores que cuidavam das ovelhas, depois os Reis Magos do Oriente, esse reis não faziam parte do povo judeu, mas, era isso, tudo isso foi revelado primeiramente aos simples, aos excluídos, aos pobres, aos injustiçados.

Hoje mais do que nunca, somos chamados a refletir sobre nós mesmos, sobre atualidade. Ultimamente, principalmente esse ano que se finda, mas, especificamente durante as eleições para presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e deputados federais, presenciaram a incitação ao ódio, ao preconceito, a discriminação. Pela disputa do poder tudo valia.

Vi e ouvi “cristãos” em nome da religião falar e desejar o extermínio de pessoas ou pena de morte fazendo-se de Deus. Vi e ouvi discursos de ódios contra as pessoas que pensam diferentes, que acreditam em outra religião, contra pessoas sexualmente diferentes. Vi e ouvi uma campanha politica pautada em fake news, ou seja, pautada na mentira (muitos seguindo o pai da mentira, o diabo). Vi e ouvi as faces da crueldade e da pobreza e miséria de espirito do ser humano, implorando ditadura, tortura, arma e sangue.

Mas, o mais absurdo, que tudo era em nome de “Deus, da religião, da moral, dos bons costumes”. E mesmo depois de tudo ainda vemos nas redes sociais essa onda maléfica de discursos falsos, hipócritas e demagogos até mesmo de “religiosos”.

Esse mendigo do Poesia no Beco veio nos chamar atenção para o que realmente estamos fazendo das nossas vidas, dos nossos dias aqui na terra. O que estamos fazendo com o mundo e com o Brasil. Temos que deixar de lado nossas arrogâncias religiosas, intelectuais, pensando que somos melhores que os outros, porque quando partirmos tudo isso fica, tudo isso não terá importância para onde iremos.

E temos que tomar cuidado para que nossas palavras malditas, nossas ações de intolerância não sejam o fardo pesado que teremos que levar quando partirmos, e que estes não sejam os empecilhos para alcançarmos o/a (paraíso, eternidade) ou outra denominação dado de acordo com as diversas religiões, para um lugar melhor depois da morte.

E ainda com a reflexão proporcionada pelo Mendigo do Poesia no Beco e invadido pelo espirito natalino, momento este, não para o consumismo mas, para confraternizarmos, vamos nos libertar dessa mesquinhez, dessa hipocrisia e deixarmos de julgar e condenar os outros como se fossemos Deus, porque só Ele pode e, mesmo assim, Ele é misericordioso, amoroso, paciente e justo.

Obrigado ao confrade Denis Alberto por ter proporcionado naquele dia 07 de dezembro, numa sexta-feira, sobre o cair do crepúsculo, representado naquele mendigo, essa reflexão. Porque quando o AMOR for tudo em todos, seremos seres humanos melhores, compreenderemos o outro, respeitaremos os diferentes de nós e seremos cidadãos do “mundo”.

Se assim não for, nunca deixaremos de está somente na nossa caverninha que Platão falava, vendo tudo através das nossas próprias sombras, trancados no nosso “mundinho”, sem ser nunca a Luz de Jesus que brilha ou que quer brilhar em nós e iluminar o mundo.

Aproveito o ensejo e desejo um Feliz Natal a todos os familiares, confrades e confreiras da ACLASB, amigos, conhecidos, companheiros, apoiadores, desconhecidos, mendigos e excluídos da sociedade, dos governos, da justiça e das religiões. Que Deus abençoe a todos e a cada um com graças e abundancia de vida, porque Ele é o Deus da vida e não da morte. Felicidades e um abraço a todos!

*EDVAN CAJUHY – Presidente da Academia de Letras e Artes de Senhor do Bonfim – ACLASB

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Veto de Bolsonaro a produções LGBT gera crise no setor

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© Fornecido por Oath Inc.

O governo federal suspendeu, na semana passada, edital da Ancine (Agência Nacional do Cinema) que contemplava produções audiovisuais para TVs públicas com as categorias “diversidade de gênero” e “sexualidade”. O veto foi publicado e assinado pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra, após o presidente Jair Bolsonaro criticar nominalmente projetos ligados às temáticas e pré-aprovados pela agência.

Ao citar as produções, Bolsonaro provocou não só a suspensão do edital, mas também fez com que Henrique Pires deixasse o cargo de secretário especial de Cultura do Ministério da Cidadania. Em seguida, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro abriu uma investigação para apurar se houve censura no veto do governo, partidos políticos se manifestaram e o setor audiovisual ficou alerta.

Entenda, ponto a ponto, o que Bolsonaro decidiu e qual a crise gerada:

O que Bolsonaro disse sobre filmes com “diversidade sexual”

“Quem quiser pagar… a iniciativa privada, fique à vontade. Não vamos interferir nada”, disse Bolsonaro em 15 de agosto, na tradicional live de quinta-feira no Facebook. “Mas fomos garimpar na Ancine filmes que estavam prontos para captar recursos no mercado”, afirmou, ao citar nominalmente quatro obras que estavam inscritas.

“Um filme chama Transversais. Olha o tema: ‘Sonhos e realizações de cinco pessoas transgêneros que moram no Ceará’. Conseguimos abortar essa missão”, continuou o presidente. Em seguida, ele citou AfronteReligare Queer e O Sexo Reverso, produções dentro da mesma temática no edital.

Ao listar os fimes, Bolsonaro negou censura. “Não censurei nada. Quem quiser pagar, se a iniciativa privada quiser fazer filme de Bruna Surfistinha, fique à vontade, não vamos interferir nisso daí.”

Bolsonaro afirmou ainda que a Ancine não vai liberar verbas para esses projetos e disse, também, que se a agência “não tivesse, em sua cabeça toda, mandatos [públicos]”, já teria “degolado tudo”. 

Quais produções LGBT Bolsonaro citou nominalmente

O presidente se referiu a quatro produções já pré-selecionadas em edital que foi realizado no governo anterior. São elas: a série documental Transversais, de Émerson Maranhão e Allan Deberton sobre transexuais no Ceará; Afronte, longa-metragem universitário de Bruno Victor Santos e Marcus Azevedo, sobre a vida de jovens homossexuais negros no DF, e citou Religare Queer e O Sexo Reverso.

Em resposta às falas do presidente, a equipe do filme Afronte publicou uma carta aberta em sua página do Facebook. Segundo a produção do filme, os projetos citados por Bolsonaro “foram tratados de maneira leviana”. 

O grupo ressalta que a Ancine “tem um papel importante na manutenção e no fomento do cinema no Brasil, e esse papel tem que ser exercido respeitando a liberdade artística e compreendendo que somos múltiplos”.

“Esse é o projeto que o presidente está deliberadamente censurando, num total desconhecimento da forma como os editais funcionam e se excedendo ao que é de competência direta do executivo”, diz o texto.

A carta divulgada pela equipe, que também acusa Bolsonaro de censura,  disponibiliza um link com o filme e recomenda que o presidente assista. 

O que diz o edital que foi vetado pelo governo federal

Bolsonaro atacou obras audiovisuais com temáticas LGBT e diversidade sexual que buscavam autorização de edital da Ancine e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), divulgado e coordenado pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação). 

Em 13 de março deste ano, a EBC publicou o resultado preliminar das produções classificadas em 12 categorias do edital aberto em 2018. Nele, além de “diversidade de gênero”, havia outras categorias como “sociedade e meio ambiente”, “profissão”, “animação infantil” e “qualidade de vida”. Com a publicação da portaria, todas foram suspensas.

Foram pré-selecionadas no edital 609 obras, que ainda passariam por um filtro. Destas, apenas 19 estavam dentro das temáticas “diversidade de gênero” e “sexualidade”. No total, 80 obras seriam contempladas se o edital não tivesse sido vetado pelo governo.

Vencedores de cada região do Brasil, segundo o edital, ganhariam R$ 400 mil reais “para produção de 5 episódios com duração de 26 minutos e dentro da temática ‘série que aborda questões relacionadas à diversidade de gênero’. Este é o menor valor entre as categorias. 

O que diz a portaria que suspende edital da Ancine

Segundo a portaria publicada nesta semana, o documento ficará suspenso pelo prazo de 180 dias, com a possibilidade de ser prorrogado pelo mesmo período. Decisão aponta como justificativa a “necessidade de recompor os membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (CGFSA)”.

Ainda de acordo com a portaria, após a definição da nova composição do grupo, será “determinada a revisão dos critérios e diretrizes para a aplicação dos recursos do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), bem como que sejam avaliados os critérios de apresentação de propostas de projeto”. Não há nenhuma menção direta às obras com temática LGBT citadas pelo presidente. 

Assim que o resultado foi publicado, Bolsonaro publicou uma imagem da notícia do jornal O Globo em sua conta do Instagram, mas sem legenda.

“Certíssimo. Valorizou a família. Aprovado. Que comece a choradeira. Não somos obrigados a assistir a essa porcaria”, escreveu o deputado estadual Capitão Assumção (PSL-ES), nos comentários. Outros seguidores também escreveram mensagens parabenizando a decisão do governo.

Segundo o jornal O Globo, na tarde de quinta (22), o ministro Osmar Terra reiterou a postura de Bolsonaro, ao dizer que o governo escolherá os temas dos filmes que usarão dinheiro público.

“Nós temos que discutir que direcionamento tem que ter, que temáticas têm que ser trabalhadas no cinema brasileiro, até para não ter filme que vá receber dinheiro público e que não tenha interesse nenhum para a sociedade”, disse.

Quais os motivos da saída do secretário Henrique Pires

Henrique Pires, secretário especial de Cultura do Ministério da Cidadania, informou na última quarta-feira (21) que deixaria o cargo. A decisão foi tomada após a publicação da portaria que suspendeu o edital com a pré-seleção de filmes com temática LGBT.

“Isso [suspensão] é uma gota d’água, porque vem acontecendo. E tenho sido uma voz dissonante interna”, disse Pires, ao G1.

“Eu não concordo com a colocação de filtros em qualquer tipo de atividade cultural. Não concordo como cidadão, e não concordo como agente público, você tem que respeitar a Constituição”, continuou Pires ao G1.

Segundo o Ministério da Cidadania, ao contrário da versão divulgada pelo ex-secretário especial da Cultura José Henrique Pires, o cargo foi pedido pelo ministro na noite de terça (20), “por entender que ele [o secretário] não estava desempenhando as políticas propostas pela pasta”.

“O ministro se diz surpreso com o fato de que o ex-secretário, até ser comunicado da sua demissão, não manifestou qualquer discordância à frente da secretaria”, diz a nota.

Quem é o novo secretário de Cultura

Em seguida, o Ministério da Cidadania informou, em nota, que o secretário-adjunto e secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, José Paulo Soares Martins, assumiria o posto de secretário especial de Cultura.

Segundo o jornal O Globo, Martins tem perfil discreto, é definido como técnico na área da cultura e como bom mediador em momentos de crise. Em 2016, ele trabalhou junto ao então ministro Marcelo Calero, na Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), responsável pela aplicação da Lei Rouanet ― atual Lei de Incentivo à Cultura ― e pela gestão do Fundo Nacional de Cultura.

O que o Ministério Público Federal está investigando

O Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro abriu uma investigação para apurar vetos do governo federal às produções audiovisuais com temática LGBT em edital da Ancine. 

Segundo o MP, se confirmada, “tal ameaça ou discriminação podem importar em inobservância das regras editalícias, de caráter vinculante para a administração pública, bem como em discriminação constitucional vedada”.

Sendo assim, se confirmadas as informações de que o governo, por meio de uma portaria, censurou as produções, o caso pode configurar violação de regras de editais e discriminação. A atitude é proibida pela Constituição Federal.

O MPF também destaca que o edital, publicado em março de 2018, já estava na fase final, mas foi suspenso por ato do ministro Osmar Terra.

Comunicado do MPF informa ainda que foram expedidos ofícios ao Ministério da Cidadania e à Ancine solicitando informações sobre a suspensão do edital, que deverão ser respondidos em dez dias. 

PT e PSol se manifestaram contra portaria que veta edital

O PT divulgou que vai acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) e a PGR (Procuradoria Geral da República) contra Bolsonaro por censura, homofobia e calúnia em duas ações.

“O partido denuncia os crimes de incentivo à homofobia e prática de censura, nos vetos à seleção de filmes para apoio da Ancine. E em interpelação criminal perante o Supremo Tribunal Federal (STF), o PT exige que Bolsonaro explique a falsa acusação de que o Mais Médicos teria sido usado pelo partido para ’fazer guerrilha’no País”, diz nota do partido divulgada pela assessoria de imprensa.

Na noite de quarta (21), o PSol protocolou um projeto de decreto legislativo para suspender a portaria assinada pelo ministro Osmar Terra.

Setor audiovisual acusa Bolsonaro de censura e está em alerta

A fala em que Bolsonaro sinaliza a vontade de criar um filtro ou até privatizar a Ancine ― o que não é possível, já que é uma agência reguladora ― repercutiu mal no setor. A categoria teme por desmonte do fomento ao audiovisual no País, assim como outras ações arbitrárias. “Se a Ancine não tivesse em sua cabeça toda um mandato [público], eu já tinha degolado todo mundo”, disse o presidente em live.

A Associação de Produtores Independentes do Audiovisual (API) afirmou que o presidente visa “censurar arte, projetos audiovisuais e filmes”. “Repudiamos tal atitude, pois entendemos que não cabe a ninguém, especialmente ao presidente de uma República democrática, censurar arte, projetos audiovisuais e filmes”, disse a organização por meio de nota. 

Na última semana, o setor também se sentiu atingido com a decisão do Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) de excluir três filmes – que indiretamente faziam críticas a Bolsonaro – da programação da Mostra Marginal, que será realizada em setembro no Rio de Janeiro.

Em comunicado, o CCJF justificou que “tem, dentre seus critérios estabelecidos para sediar eventos culturais e artísticos, o de não promover produções de cunho corporativo, religioso ou político-partidário, independentemente de que pessoa, instituição ou conceito ideológico esteja sendo defendido ou criticado”.

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Eleitos mister & miss Bonfim 2018

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Mister eleito Manoel Felipe e a nova Miss Sabrina Sabino

Aconteceu com muito glamour, na noite de Sábado dia 10, no Salão do Campo Clube de Senhor do Bonfim, o Mega evento Miss e Mister Bonfim, 2018. Promovido pelo esteticista e colunista Social Beto Esteves.

O Madeirense Alan Cleber, cantou e encantou. Levando o público presente a esticar a noitada.

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Bonfinense tem música classificada no Festival Edésio Santos em Juazeiro

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A jornalista bonfinense Mirielle Cajuhy, radicada em Juazeiro há seis anos, teve uma música de sua autoria classificada entre as 24 canções que estarão concorrendo no Festival Edésio Santos da Canção (FESC), evento que acontece naquela cidade e que já ganhou repercussão nacional.

A Prefeitura Municipal de Juazeiro, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (SECULTE), divulgou nesta quarta-feira (07), as 24 músicas selecionadas para a 21ª edição do festival.

De acordo com o BLOG DO GERALDO JOSÉ, a triagem aconteceu nos dias 06 e 07 de novembro, na SECULTE em Juazeiro e foi feita pelos músicos João Sereno (poeta, cantor e compositor), Soneca Martins (maestro da Banda Base do FESC) e Marcos Brasil (músico contrabaixista). O FESC acontece de 29 de novembro a 1º de dezembro, no Centro de Cultura João Gilberto.

Mirielle vai defender a música Em Uma Só Voz, em homenagem ao samba. “Estou muito feliz de cantar uma música minha no Edésio pela primeira vez. Será uma homenagem singela a esse grande patrimônio cultural do nosso país, o samba“, explica Mirielle.

Confira as 24 músicas classificadas:

-Mesmo em Desatino – Joyce Guirra (Juazeiro – BA)

-Acredito não – Sérgio Murilo/ Ivan Greg (Juazeiro – BA)

-Não é a Solução – João Ferreira de Sousa (Juazeiro – BA)

-Inteiro – Alan Cleber (Juazeiro – BA)

-O Yoga do Rio – Edésio César Vieira Santos (Juazeiro – BA)

-Me disse a voz suprema no trovão – Marx Ulianov (Sobradinho – BA)

-Joio no Trigo – Guilliard Pereira/ Robertinho Chavez (Petrolina – PE)

-Sobre a saudade – Eugênio Cruz (Petrolina – PE)

-Homem Flor – Ryan Bruno Nunes Freire (Petrolina – PE)

-Ninguém Solta a Minha Mão – Darlan Cardoso/Hebert Mascarenhas (Campo Formoso – BA)

-Festa dos Chacais – Severino Luiz de Araújo (Jaboatão dos Guararapes – PE)

-Juazeiro da Bahia – Lucimar Pereira (Palmas- TO)

-Tome Tento – Neto Kiriri (Juazeiro – BA)

-Não Passarão – Andrezza Santos (Juazeiro – BA)

-Conto do Sozinho – Levi Sena (Juazeiro – BA)

-Até o Rio Chegar – Martins César/Zebeto Correia (Belo Horizonte – MG)

-Na Calma do Opara – Márcio Alexandre Coelho Assis (Juazeiro – BA)

-Anzol – Moésio Belfort (Juazeiro – BA)

-Em Uma Só Voz – Mirielle Cajuhy (Juazeiro – BA)

-Ponte pro Mar – Fatel (Juazeiro – BA)

-15 pras 7 – Van Lima (Petrolina – PE)

-Retrosofia – Allan Carlos (Jaboatão dos Guararapes – PE)

-Mulheres de Água e Chão – Dalmo Cardoso Barreto (Campo Formoso – BA)

-Suspiro de Amor – Yuka (Juazeiro – BA)

*BLOG DO ELOILTON CAJUHY

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