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‘Presidente do PT precisa ser uma pessoa como o Haddad’, diz Tarso Genro

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Pedro Revillion Tarso Genro defende Fernando Haddad na presidência do PT

O ex-ministro da Justiça e ex-governador Tarso Genro (PT-RS) quer que Fernando Haddad seja o próximo presidente do partido.

“O próximo presidente do PT precisa ser uma pessoa como o Haddad. Alguém que seja ligado aos movimentos sociais e à intelectualidade”, disse ao Poder360.

Ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Haddad ganhou relevância no partido após substituir Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba, como candidato a presidente em 2018.

O paulistano perdeu para Jair Bolsonaro (PSL) no 2º turno e tem tentado se firmar como principal líder da oposição.

Em 2005, em meio à crise do Mensalão, que envolveu os ex-presidentes da sigla José Dirceu e José Genoíno, Genro substituiu Genoíno no comando partido, que renunciou ao cargo. Ele era ministro da Educação. Haddad assumiu o comando da pasta.

À época, o gaúcho rompeu com a ala majoritária do PT e fundou o movimento Mensagem Ao Partido, do qual também fazem parte o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o deputado federal Paulo Teixeira (SP).

Apesar de defender uma renovação na estrutura partidária do PT, Genro evitou criticar a gestão da atual presidente Gleisi Hoffmann e disse que, dentro do contexto de crise que a sigla vive, ela foi a melhor possibilidade.

De acordo com Genro, Lula deveria pedir progressão de pena para o regime domiciliar. A defesa do ex-presidente atua para que sua pena seja revertida e ele seja colocado em liberdade.

“Mesmo se sentindo injustiçado, defendo que o presidente deve pleitear a prisão domiciliar. Seria uma vitória dentro do contexto que estamos vivendo”, afirmou.

Leia os principais trechos da entrevista:

Poder360: Há a possibilidade de Lula tentar progredir para a prisão domiciliar? Setores do partido tentam convencê-lo dessa ideia?

Tarso Genro: Não tenho contato permanente com a direção do partido, então não posso falar por eles. Mas acho uma ideia correta e justa. Não é aceitável que ele esteja preso com o processo transitado em julgado. Mesmo se sentindo injustiçado, defendo que o presidente deve pleitear a prisão domiciliar. Seria uma vitória dentro do contexto que estamos vivendo.

Tem conversado com o ex-presidente?

Não fiz nenhuma visita. Meu contato com ele é através do Haddad e dos filhos dele. Ele está com a agenda sobrecarregada. Aguardo o momento oportuno para visitá-lo. Não sou muito insistente, não tenho desejo político de interferir na agenda do presidente.

O que achou da direção do PT mudar resolução pós-eleição da sigla que incluía críticas ao ajuste fiscal de Dilma Rousseff?

Esse é 1 momento especial, nosso principal líder está preso. Embora não concorde com uma parte razoável da linha de campanha e do governo da presidente Dilma, não é adequado me manifestar sobre isso. A atual direção tem legitimidade para tomar decisões.

Acha que a condução de Gleisi Hoffmann na presidência do partido prejudicou ou beneficiou o PT durante a eleição?

Dentro do que é a maioria, Gleisi foi a melhor possibilidade. Não é fácil dirigir o partido nessa condição. Mas sou a favor de mudanças no partido, com outros métodos de direção e aproximação com as direções intermediárias nos Estados. O próximo presidente do PT precisa ser uma pessoa como o Haddad, alguém ligado aos movimentos sociais e à intelectualidade. Tenho conversado com pessoas de visão semelhante tanto de dentro do Mensagem ao Partido como de fora e eles são favoráveis.

Jaques Wagner terá protagonismo nessa renovação?

Ele é 1 nome valioso, mas posicionado e articulado com a maioria partidária.

Acha legítimo PDT, PC do B e PSB formarem 1 bloco de oposição no Congresso sem o PT?

Totalmente legítimo. O PT precisa construir uma frente política nova, ouvir, e se aproximar sem colocar hegemonismo, se aproximar com humildade.

Lula citou Mano Brown e disse que o PT precisa se reconectar com as ruas. Como isso deve ser feito na prática?

É muito importante que Lula tenha dito isso. As relações hoje são horizontais, em rede, não há mais relações hierárquicas. A conexão em rede supre as hierarquias dos partidos sobre os movimentos sociais. Precisa haver 1 diálogo de baixo para cima. Há também formas novas de empreendedorismo, junto ao grande e médio capital. Surge 1 pensamento empresarial diferente daquele da Avenida Paulista, com trabalhadores e setores ligados a ele. Não só o PT, mas toda a classe política precisa ter essa compreensão do novo fenômeno da economia mundial no trabalho.

Bolsonaro soube se comunicar com a população durante a campanha?

O Haddad fez uma bela campanha, mas de certa forma sim. A reforma trabalhista está consolidada em muitos pontos, resistir a ela como o PT e a esquerda têm feito é importante, mas insuficiente. Precisamos nos adaptar a esse novo mundo de trabalho desqualificado, com trabalhadores intermitentes. A esquerda tem que desenvolver 1 manto protetor para o trabalhador semi-integrado de baixa renda que vai trabalhar 12 horas para ganhar 1 salário mínimo. Se não olharmos para essas pessoas, elas serão cooptadas pelo racismo, pelo autoritarismo e pela violência.

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Justiça

MPF deve denunciar Wagner por superfaturamento e fraude na licitação da Arena Fonte Nova, diz coluna

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O Ministério Público Federal (MPF) deve oferecer denúncia contra o Senador Jaques Wagner (PT) por superfaturamento e fraude na licitação da Arena Fonte Nova. De acordo com informações apuradas pela coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde, a sinalização foi dada para a equipe da Polícia Federal (PF), responsável pela Operação Cartão Vermelho.

Deflagrada em fevereiro deste ano, a operação investiga irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão da Fonte Nova. Na ocasião, a residência do ex-governador do Estado e um escritório localizado no Shopping Max Center, no bairro do Itaigara, foram alvo de mandados de busca e apreensão.

Também segundo a publicação, o relatório final com as conclusões do inquérito foi enviado à Procuradoria Regional da República da 1ª Região, em Brasília, em novembro do ano passado. O documento aponta que também foram indiciados o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster; o empresário Carlos Daltro, considerado operador de Wagner no esquema; e o deputado estadual Bobô (PCdoB). 

Na época, o parlamentar era superintendente da Superintendência dos Desportos da Bahia (Sudesb). Sua inclusão entre os alvos das investigações era até então desconhecida. Ainda segundo a Tempo Presente, as conclusões da PF de que houve fraude na licitação foram reforçadas por três laudos feitos durante as apurações. O último destes documentos teria sido conclusivo em apontar o crime.

Parte da delação de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, também foi encaminhada pela superintendência da PF na Bahia ao procurador responsável pelo inquérito da Operação Cartão Vermelho. Em seus depoimentos à PF, Daltro e Dauster teriam ficado calados. Wagner, por sua vez, foi ouvido em duas ocasiões. Na primeira vez argumentou que não havia como haver superfaturamento em uma Parceria Público-Privado (PPP). Contudo, na segunda vez, decidiu não responder aos questionamentos feitos.

bnews

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Operação da Polícia Civil cumpre mandados de prisão em Petrolina

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A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) deflagrou na manhã desta terça-feira (18), a operação “Okia” em Petrolina. Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar. O objetivo é desarticular uma organização criminosa voltada a prática dos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico e venda ilegal de arma de fogo.

Cerca de 130 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães trabalham nesta operação. Sob a responsabilidade dos delegados Daniel Moreira, Gregório Ribeiro e Dark Blacker, a investigação começou em julho de 2018 e foi realizada pela 214ª Circunscrição Policial e pela 12ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico (DPRN/Denarc), vinculadas à 26ª Delegacia Seccional de Polícia Civil de Petrolina (26ª DESEC).

Os detalhes preliminares da operação serão divulgados logo mais às 10h, no prédio da Diretoria Integrada do Interior (Dinter-2), localizado no 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

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Carlos Britto

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Jaguarari

Forró na Feira deixou saudades no coração dos Jaguararienses

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No último sábado (15), a Prefeitura de Jaguarari através da Secretaria de Educação, Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, encerrou o projeto Forró na Feira. O projeto foi uma das novidades propostas para este São João e trouxe para os jaguararienses e visitantes o autêntico forró pé de serra. Além de boa musica, comidas e bebidas típicas aconteceram apresentações de dança com quadrilha junina.

A cultura de Jaguarari é isso ai, a cidade enfeitada, o povo alegre, dançando e vivendo o nosso São João. A iniciativa do prefeito Everton Rocha de trazer para o município o Projeto Forró na Feira foi muito bom. Todos que passaram por aqui aprovaram”, finalizou a secretária de educação, Edinea Ferreira.

O evento ficou marcado como uma das grandes novidades de 2019, proporcionando interação dos artistas da terra com o público, durante as apresentações a cada sábado.

Durante as apresentações populares parabenizaram o governo pela iniciativa, “O forró na feira foi um grande atrativo para o são João. Muita gente veio pra curtir esse forrozinho e tomaram cerveja, comeram alguma coisa e dessa forma movimentou a economia local. Agora é esperar a abertura do São João e se divertir com os amigos”, falou Renata Ribeiro, visitante, que reside em Senhor do Bonfim.

ASCOM – Prefeitura de Jaguarari

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