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Economia

‘Prévia do PIB’ sobe 0,46% em abril, aponta BC

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Após ceder 0,74% em março, a economia brasileira voltou a subir em abril de 2018. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,46% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, informou a instituição nesta sexta-feira, 15.

Para o resultado de abril, as estimativas consultadas pelo Projeções Broadcast iam de 0,20% a 1,30%, com  mediana de 0,60%, após queda de 0,74% em março. Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 2,6%, sendo que este número foi informado em março. 

As previsões do governo apontam a um crescimento de 2,5% do PIB em 2018, mas o boletim. Focus mostrou que o mercado já vê um avanço inferior a 2%. A atividade econômica oficial, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% no primeiro trimestre deste anoem relação ao quarto trimestre de 2017, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de junho.

Estadão

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Economia

Por que Trump quer taxar o Brasil agora (e a consequência disso)

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A declarada aproximação e admiração do governo de Jair Bolsonaro não impediu que o Brasil entrasse no alvo de Donald Trump.

© Alex Wong/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos afirmou em seu Twitter, na manhã desta segunda-feira (02), que vai sobretaxar as exportações brasileiras e argentinas de aço e alumínio, acusando os países de desvalorizarem artificialmente suas taxas de câmbio. A vigência seria imediata.

Em março de 2018, o governo norte-americano anunciou novas tarifas de importação no valor de 25% sobre o aço e de 10% sobre alumínio com base em “segurança nacional”.

Parceiros como Canadá, México e União Europeia foram os mais atingidos. Já em maio, após negociações, Trump se comprometeu em não incluir a Argentina e o Brasil na lista dos países com sobretaxas.

O clima, de forma geral, entre as empresas do setor é de tensão, de acordo com Camila Tapias, advogada da Utumi Advogados, escritório tributário da área.

“A partir do momento que essa tarifa é repassada para o comprador, o produtor nacional perde competitividade. E o americano vai atrás de outros fornecedores mais baratos”, diz ela.

Esse movimento, segundo Tapias, pode ser o suficiente para que o Brasil deixe de ser um dos principais exportadores de aço e alumínio para os EUA. “Sem dúvida isso pode acontecer”, diz.

Segundo a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), as exportações de produtos de alumínio brasileiro aos Estados Unidos pagam sobretaxa desde o início de junho de 2018. De janeiro a outubro, 43% do que o setor de alumínio produziu para exportações foi destinado aos Estados Unidos.

“Esse acerto foi ratificado no ano passado com governo Trump, quando este abriu a possibilidade de substituir a sobretaxa por cotas limitadas de exportação. Na época, optamos pela sobretaxa e seguimos assim desde então.”

O impacto, no entanto, não deve ser sentido de forma significativa nas exportações brasileiras, já que o setor não tem um peso grande na balança comercial, avalia Sérgio Vale, economista chefe da MB Associados.

A exportação de produtos semimanufaturados de aços e ferro para os EUA é 1,2% da exportação total do Brasil. Das exportações do país para os EUA, essa porcentagem é de 9,3%, considerando o acumulado de janeiro a outubro deste ano.

Os setores, por outro lado, que são os principais exportadores desses produtos para os EUA, devem sentir o impacto, e o anúncio não deixa de ser uma ameaça para outros setores, segundo Tapias.

“Se mais setores entrarem nessa represália que, segundo ele, é sobre câmbio, o cenário fica mais preocupante. Querendo ou não, uma eventual queda das exportações podem implicar numa redução de crescimento econômico, redução de geração de empregos etc”, diz Tapias.

Câmbio

A justificativa usada por Trump, de que o Real está artificialmente baixo, já foi utilizada também contra a China mas não faz sentido econômica, de acordo com economistas.

O Real está e deverá continuar estruturalmente fraco nos próximos anos, segundo nota assinada por Cristiano Oliveira, economista-chefe do Banco Fibra S/A.

“Além da questão estrutural (relacionada ao equilíbrio macroeconômico: juro real baixo, PIB potencial extremamente baixo e etc.), temos uma série de motivos conjunturais que explicam a fraqueza do Real nos últimos meses: fluxo cambial bastante negativo (mesmo após considerar a substituição de dívida externa por dívida local), maior déficit em conta corrente (de 3% do PIB), piora nos termos de troca, ruídos provocados pelo próprio governo, além, é claro, dos fatores externos (dentre os quais podemos citar a continuidade das incertezas globais relacionadas ao trade war entre EUA e China e em relação à eleição presidencial norte-americana)”, diz.

O mais provável é que a ofensiva esteja relacionada ao contexto político interno dos próprios Estados Unidos. O fechamento comercial e a ideia de que os americanos são colocados para trás por outros países é defendida por Trump desde a campanha eleitoral:

“Me parece claro que essa fala de Trump se enquadra numa jogada para agradar seu eleitorado, os fazendeiros, num contexto em que o presidente perde força em sua batalha contra o impeachment”, diz Vinicius Vieira,  professor de Relações Internacionais da FGV.

Vieira afirma ainda que, historicamente, a questão do câmbio sempre explicou o aumento das exportações desse setor para os Estados Unidos.

“No governo Bush (2001 a 2009), há 16 anos, houve momentos similares. Nosso câmbio estava relativamente elevado e nossos produtos entraram com força no mercado norte-americano. Nesse momento, o governo Bush impôs tarifas mais elevadas na entrada de aço brasileiro”, diz.

Sobre o poder de o governo Bolsonaro de reverter essa sobretaxa, Vieira está pouco otimista. “Se olharmos o histórico, o Brasil não é capaz de reverter essa decisão na conversa. Primeiro, que Brasil e EUA seguem não tendo uma relação próxima. Segundo que os EUA têm mostrado que não apoia o Brasil em momentos como a entrada do país na OCDE e em relação à volta da importação da carne. Não vejo como pode ser diferente agora”, diz.

O presidente Jair Bolsonaro disse em resposta ao tuíte de Trump que iria falar com Paulo Guedes, ministro da Economia e que, se fosse o caso, contataria o presidente dos Estados Unidos.

Veja nota completa da Abal:

Com relação a manifestação do presidente norte-americano, Donald Trump, pelo Twitter, na manhã desta segunda-feira, 02/12, em que afirma querer retomar a sobretaxa às exportações do alumínio brasileiro, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), esclarece: desde 1º de junho de 2018, as exportações de produtos de alumínio brasileiro aos Estados Unidos pagam sobretaxa. Esse acerto foi ratificado no ano passado com governo Trump, quando este abriu a possibilidade de substituir a sobretaxa por cotas limitadas de exportação. Na época, optamos pela sobretaxa e seguimos assim desde então.

A ABAL esclarece ainda que, exceto pela manifestação do presidente Trump pelo Twitter, não há nenhuma posição oficial do governo norte-americano em relação ao assunto, que seguimos acompanhando atentamente.

Veja nota completa do Instituto Aço Brasil:

O Instituto Aço Brasil recebe com perplexidade a decisão anunciada hoje (02) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de restaurar as tarifas de importação de aço e alumínio provenientes do Brasil e da Argentina, sob o argumento de que estes países têm liderado uma desvalorização maciça de suas moedas, e que isso não é bom para os agricultores dos EUA.

O Instituto Aço Brasil reforça que o câmbio no País é livre, não havendo por parte do governo qualquer iniciativa no sentido de desvalorizar artificialmente o Real e a decisão de taxar o aço brasileiro como forma de “compensar” o agricultor americano é uma retaliação ao Brasil, que não condiz com as relações de parceria entre os dois países.

Por último, tal decisão acaba por prejudicar a própria indústria produtora de aço americana, que necessita dos semiacabados exportados pelo Brasil para poder operar as suas usinas.

Exame.com

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Economia

Desemprego cai para 11,6% em outubro, mas ainda atinge 12,4 milhões, diz IBGE

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A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,6% no trimestre encerrado em outubro, atingindo 12,4 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da primeira queda na série do indicador desde o trimestre encerrado em junho. No período entre maio e julho, a taxa estava em 11,8%. Já no trimestre encerrado em outubro do ano passado, a taxa foi de 11,7%. Veja gráfico abaixo:

Evolução da taxa de desemprego — Foto: Economia G1

Evolução da taxa de desemprego — Foto: Economia G1

Apesar de redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre que vai de maio a julho, o IBGE considera que houve que a taxa de desemprego segue estatisticamente estável.

De acordo com a analista da pesquisa Adriana Beringuy, a “estabilidade” está relacionada a um crescimento menor da população ocupada.

população ocupada no país somou 94,1 milhões, o que representa um avanço de 0,5% (mais 470 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 1,6% (mais 1,4 milhão de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2018.

número de desempregados recuou em 202 mil na comparação com o trimestre anterior, mas aumentou em 58 mil frente ao mesmo período do ano passado, quando eram 12,309 milhões de trabalhadores brasileiros desempregados.

Trabalho sem carteira e por conta própria batem novo recorde

Apesar do desemprego ainda alto, os dados do IBGE mostram que o mercado de trabalho prossegue em trajetória de recuperação gradual, ainda que puxada pelo avanço da informalidade, que em 2019 atingiu nível recorde.

“Isso já está consolidado. Não tem como a gente não observar esse movimento de alta da informalidade. Quando abrimos a análise, vemos que o emprego sem carteira assinada e o trabalho por conta própria são os que mais impulsionam esse movimento”, destacou a pesquisadora do IBGE.

Taxa de informalidade no país — Foto: Economia G1

Taxa de informalidade no país — Foto: Economia G1No trimestre encerrado em outubro, o emprego sem carteira assinada e trabalho por conta própria voltaram a bater recorde

número de empregados sem carteira de trabalho assinada atingiu novo patamar recorde de 11,9 milhões de pessoas, o que representa um crescimento anual de 2,4% (mais 280 mil pessoas).

Já a categoria por conta própria chegou a 24,4 milhões de pessoas, o que representa uma alta de 3,9% (mais 913 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2018.

taxa de informalidade no mercado de trabalho ficou em 41,2%, o que representa uma estabilidade frente ao trimestre móvel anteriorreunindo um contingente total de 38,8 milhões de brasileiros38,8 milhões de brasileiros na informalidadeOcupação por categoria, no trimestre encerrado em setembroEmpregado no setor privado sem carteira assinada: 11,852Trabalhador doméstico sem carteira assinada: 4,565Conta própria sem CNPJ: 19,466Empregador sem CNPJ: 0,798Trabalhador familiar auxiliar: 2,11Conta própria sem CNPJ
19,466
Fonte: IBGE

Emprego com carteira

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado somou 33,2 milhões, o que segundo o IBGE representa uma estabilidade na comparação com o trimestre anterior e na comparação anual.

O Brasil gerou 70.852 empregos com carteira assinada em outubro, de acordo com números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na semana passada pelo Ministério da Economia. Nos dez primeiros meses deste ano, foram criados 841.589 empregos com carteira assinada.

A taxa de subutilização da força de trabalho caiu, passando de 24,6% no trimestre móvel anterior para 23,8%, o que representa 972 mil pessoas a menos. Mesmo assim, ainda são 27,1 milhões de pessoas nessa condição, o que representa uma estabilidade frente ao mesmo período de 2018.

A queda foi puxada principalmente pelo aumento da jornada de trabalho dos trabalhadores informais. e pela redução do contingente de pessoas trabalhando menos de 40 horas semanais, o que caracteriza a subocupação por insuficiência de horas trabalhadas.

número de subocupados diminuiu 4,5% em relação ao trimestre anterior, com uma redução de 332 mil pessoas, atingindo 7 milhões de trabalhadores.

número de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) também recuou, para 4,6 milhões, com queda de 4,5% (menos 217 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior, mas estatisticamente estável frente ao mesmo trimestre de 2018.

O conceito de subutilização envolve três grupos de trabalhadores: os desempregados; os empregados que gostariam e poderiam trabalhar mais horas; e as pessoas que não estão procurando emprego, mas se consideram disponíveis para trabalhar.

Setor de construção é destaque

Na análise por setores da economia, a maioria das atividades registrou estabilidade do número de ocupados. Apenas a agricultura registrou queda – cerca de 200 mil trabalhadores a menos – enquanto a única alta estatisticamente relevante foi observada no segmento de construção, com um aumento de 197 mil trabalhadores.

De acordo com a analista do IBGE, a melhora do trabalho na construção tem sido puxada pelo setor imobiliário, sobretudo na Região Sudeste, mas também tem caráter predominantemente informal.

“A ocupação na construção está crescendo porque ao longo do ano está tendo um incentivo tanto da parte de crédito para aquisição de imóveis, como venda de imóveis já construídos, o que impulsiona todo o setor imobiliário, demandando obras de reforma e acabamentos. O grosso desse aumento é de trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira assinada no setor privado”, disse.

Rendimento fica estável, mas massa de rendimento cresce

rendimento médio real do trabalhador ficou em R$ 2.317 no trimestre no trimestre encerrado em outubro, ante R$ 2.292 no trimestre anterior e R$ 2.298 na comparação anual. Já a massa de rendimento real foi estimada em R$ 212,8 bilhões.

Quando comparada ao trimestre móvel de maio a julho de 2019, cresceu 1,8%, ou cerca de mais R$ 3,7 bilhões. Segundo o IBGE, foi o primeiro aumento estatisticamente significativo desde o trimestre de agosto a outubro de 2017.

O aumento da massa salarial é um dos fatores que, juntamente com a queda dos juros e expansão da concessão crédito, tem contribuído para o aumento do consumo das famílias –principal componente de sustentação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019.

Os dados do IBGE mostram , porém, que a renda do trabalhador informal é bem menor. No trimestre encerrado em outubro, o rendimento médio de quem tem carteira assinada foi de R$ 2.185, ao passo que o do trabalhador sem carteira foi de R$ 1.319. Já a do conta própria foi de R$ 3.147 entre os que tem CNPJ e de R$ 1.321 para aqueles sem CNPJ.

G1

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Economia

Um dia de gasolina sem impostos em Juazeiro, nesta quarta- feira (27); o litro será vendido com preços entre R$ 2,67 à R$ 2,72

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Nesta quarta-feira (27), 25 postos da cidade de Juazeiro/BA irão vender gasolina sem impostos. O combustível será comercializado com preço reduzido, podendo variar entre R$ 2,67 à R$ 2,72, a depender do posto.

A ação terá início a partir das 7h, onde serão entregues pelos representantes dos postos fichas individuais, documento este obrigatório para o consumidor efetuar o abastecimento do veículo. A comercialização será limitada a quantidade de 10 litros por carro e 5 litros por moto, sendo que cada posto irá disponibilizar para esta ação 1000 litros do combustível.

Segundo o Coordenador Executivo do PROCON de Juazeiro, Dr. Ricardo Penalva: “O objetivo maior da venda reduzida é demonstrar aos consumidores a alta taxa de impostos que incidem sobre os combustíveis, tendo em vista que quase metade do preço que é repassado à população serve para custear impostos Estaduais e Federais (ICMS, PIS, COFINS e CIDE)”.

“É importante frisar que os donos de postos participantes irão assumir o pagamento dos impostos que incidem sobre a gasolina, não tendo a presente ação qualquer participação ou ajuda do governo Estadual e Federal”, concluiu Penalva.

A campanha da venda reduzida possui como idealizadores o PROCON de Juazeiro e o SINDCOMBUSTÍVEIS, que atuaram em conjunto para trazer a população de Juazeiro uma ação inédita à seus munícipes, contando também com a colaboração da Prefeitura Municipal de Juazeiro e a Companhia de Segurança, Transito e Transportes (CSTT).

Juazeiro vai realizar o maior evento do país, com adesão de 25 postos.

LISTA DOS POSTOS

GASOLINA V-POWER

1- Posto Pinheiro

GASOLINA COMUM

2 – Posto Dona Rosa
3 – Posto Seu Dão
4 – Posto Curaçá
5 – Posto Modelo
6 – Posto Esmeralda
7 – Posto Dourado
8 – Posto Rodeadouro
9 – Posto Vitória Ar Café
10 – Posto Oliveira
11 – Posto Frei Damião
12 – Posto C Club
13 – Pingo de Ouro
14 – Posto Japu
15 – Posto Juazeiro 2
16 – Posto Juazeiro 3
17 – Posto Juazeiro 5
18 – Posto Raul Lins
19 – Posto Jatobá
20 – Posto Qualidade
21 – Posto Reis
22 – Posto F1
23 – Posto Via Shop
24 – Posto Cidade II
25 – Posto Justino Mota (Em Maniçoba)

Ascom – PROCON de Juazeiro

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