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Eleições 2018

Quem são os presidenciáveis com os seguidores mais engajados no Facebook

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Foto: Dado Ruvic/Reuters

O empresário Flavio Rocha, pré-candidato do PRB à Presidência da República nas eleições 2018,  ainda não pontuou mais do que 1% de intenção de voto nas últimas pesquisas Datafolha, mas foi o presidenciável com a maior taxa de interação na rede social Facebook nos últimos 30 dias, segundo levantamento feito por EXAME com a ferramenta CrowdTangle.

Em linhas gerais, essa taxa mede o nível de engajamento dos seguidores de uma dada página com as publicações lá postadas. É feita com base no número médio de curtidas, comentários e compartilhamentos que os posts publicados receberam dividido pelo número de seguidores daquela página.

No caso do ex-presidente da Riachuelo, a taxa de interação entre os dias 4 de junho e 4 de julho foi de 3,83%. Os líderes das pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), por sua vez, pontuaram 0,40% e 0,54% respectivamente.

Uma das explicações para isso é o número de seguidores da página de Rocha. Ele tem apenas 239,2 mil fãs na rede social, um dos números mais baixos entre presidenciáveis, e foi também um dos pré-candidatos com o menor número de publicações no período analisado — fato que matematicamente eleva a taxa de interação.

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o presidenciável com o menor número de seguidores, por sua vez, teve a segunda maior taxa de interação no período, de 1,67%.

Em números absolutos, Bolsonaro congrega o maior contingente de seguidores na rede social. Mas a página de Lula é a que congregou o maior volume de interações no período, com 3 milhões de curtidas, compartilhamentos e comentários divididos em 222 posts.

O petista ficou em quarto na lista de candidatos mais “verborrágicos” no Facebook. Só Manuela D´ávila (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL) e Álvaro Dias (Podemos) batem Lula em número de publicações feitas no período.

Pequenos notáveis

João Amoêdo (Novo) e Alvaro Dias (Podemos) são os únicos presidenciáveis com baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto que ultrapassaram a barreira de 1 milhão de seguidores no Facebook.

Em número absoluto de interações, o pré-candidato do Novo teve 1,46 milhões de reações aos seus posts — um desempenho superior ao de Marina Silva (Rede), que teve no total 475,8 mil curtidas, comentários ou compartilhamentos em seus posts.

Apesar de estar na sua segunda corrida pela Presidência (fato que, de certa forma, o tornaria conhecido nacionalmente), o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) ainda não bateu a marca de 1 milhão de fãs na rede social.

João Doria (PSDB), que mira o governo paulista mas é visto como um plano B dos tucanos para o Planalto, tem 2,68 milhões de seguidores na rede social.

Veja o ranking de acordo com a taxa de interação das páginas dos presidenciáveis:

TAXA DE INTERAÇÃO SEGUIDORES/PÁGINA INTERAÇÃO NÚMERO DE POSTS NO PERÍODO VISUALIZAÇÃO DE VÍDEOS
Flávio Rocha (PRB) 3,83% 239,2 mil 564,2 mil 76 16,24 milhões
Henrique Meirelles (MDB) 1,67% 165,2 mil 205,3 mil 73 3,54 milhões
Ciro Gomes (PDT) 0,95% 276,7 mil 168 mil 71 819,5 mil
João Amoêdo (Novo) 0,71% 1,16 milhões 1,46 milhões 188 4,89 milhões
Jair Bolsonaro (PSL) 0,54% 5,38 milhões 2,78 milhões 96 19,17 milhões
Manuela D’Ávila (PC do B) 0,41% 711,8 mil 1,66 milhões 611 5,68 milhões
Lula (PT) 0,40% 3,48 milhões 3,060 milhões 222 15,41 milhões
Guilherme Boulos (PSOL) 0,32% 286 mil 341,1 mil 374 1,76 milhões
Marina Silva (Rede) 0,29% 2,32 milhões 475,8 mil 64 2,49 milhões
Geraldo Alckmin (PSDB) 0,23% 929,2 mil 172.2mil 81 1,87 milhões
Alvaro Dias (Podemos) 0,18% 1,14 milhões 855,6 mil 427 3,55 milhões

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Eleições 2018

O discurso de Haddad após derrota nas urnas: ‘não tenham medo’

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Fernando Haddad (PT) falou pela primeira vez na noite deste domingo (28) após a derrota nas urnas para Jair Bolsonaro (PSL), que foi eleito o novo presidente da República. Ao lado da esposa Estela Haddad e da aliada Manuela D’Ávila (PC do B), que foi sua vice na chapa “O Brasil Feliz de Novo”, o petista discursou em um hotel na cidade de São Paulo e pediu para que os eleitores que votaram nele “não tenham medo”.

“Em primeiro lugar, gostaria de agradecer meus antepassados. Aprendi com eles o valor da coragem para defender a justiça a qualquer preço. Vivemos um período em que as instituições são colocadas à prova a todo instante. A começar por 2016, quando tivemos o afastamento da presidente Dilma. Depois, a prisão injusta do presidente Lula. Mas nós seguimos”, começou o ex-presidente de São Paulo.

“Nós temos uma tarefa enorme no país, que é, em nome da democracia, defender o pensamento, as liberdades desses 45 milhões de brasileiros que nos acompanharam. Temos a responsabilidade de fazer uma oposição colocando os interesses nacionais acima de tudo. Temos um compromisso com a prosperidade desse país”, disse Haddad.

“Vamos continuar nossa caminhada, conversando com as pessoas, nos reconectando com as bases, nos reconectando com os pobres desse país. Daqui a quatro anos teremos uma nova eleição, temos que garantir a instituições. A soberania nacional e democracia, como nós a entendemos, é um valor que está acima de todos nós”, acrescentou.

“Talvez o Brasil nunca tenha precisado mais do exercício da cidadania do que agora”, disse Haddad, pedindo que os eleitores que “não tenham medo”. “Temos uma tarefa enorme que é defender o pensamento, a liberdade desses 45 milhões de votos”, diz Haddad. “Nós não vamos deixar esse país para trás, respeitando a democracia”, finalizou.

Fonte: NMB

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Eleições 2018

STF analisará se Bolsonaro, sendo réu, pode assumir presidência, diz Rosa Weber

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Ag. Brasil

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, afirmou, na noite deste domingo (28), que o Supremo Tribunal Federal deverá analisar se o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), por ser réu, pode assumir o cargo. Ela disse também que a corte irá priorizar os julgamentos de pedidos de cassação das candidaturas a presidente de Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

A ministra concedeu entrevista coletiva para a divulgação oficial da eleição de Jair Bolsonaro (PSL) ao Palácio do Planalto. Ao abrir espaço a jornalistas, Rosa recebeu várias perguntas sobre a disseminação de fake news durante o pleito deste ano. Ela respondeu que o fenômeno é de “difícil equacionamento” e que o tribunal continuará estudando o tema. “A ênfase de que não há anonimato na internet é reveladora de que há um bom caminho a seguir”, afirmou.

BN

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Eleições 2018

A guinada à direita com Bolsonaro e o discurso que apequenou Haddad

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Foto: Montagem/ Bahia Notícias

O Brasil finalmente poderá colocar um fim à intensa – e tensa – campanha eleitoral de 2018. Com cerca de 58 milhões de voto, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente da República e marcou uma guinada à direita na condução das políticas públicas no país. Depois de quatro eleições consecutivas vencidas pelo PT, um candidato de extrema direita chega ao Palácio do Planalto, com um programa de governo ainda repleto de buracos, porém legitimado pelas urnas.

Bolsonaro teve todos os méritos por subverter a lógica da política ao ser candidato por uma legenda nanica, sem infraestrutura e recursos partidários e com uma base eleitoral formada, principalmente, por meio de redes sociais. Apesar de parecerem ligeiramente amadores, os passos do deputado federal parecem ter sido milimetricamente planejados para culminar com essa vitória no segundo turno. O candidato do PSL é, antes de tudo, o grande vencedor das eleições de 2018 – e o seria mesmo que a diferença de votos para o adversário, Fernando Haddad (PT), fosse apertada.

A chegada dele ao comando federal coloca o Brasil na rota das guinadas à direita do sistema político mundial. A tendência era observada fora do país e, até então, não havia dado sinais tão fortes em território brasileiro. Bolsonaro o fez com um discurso conservador e em diversos momentos repulsivo, porém amparado na consolidação do antipetismo, que motivou uma parte expressiva do não voto em Haddad.

O novo presidente fez dois discursos depois de eleito. Um primeiro controlado, na principal ferramenta dele durante a campanha, as redes sociais. Ali, observou-se um Bolsonaro autêntico, falando diretamente para o público que cativou e sem firulas de um candidato. O segundo foi mais simbólico. Planejado e escrito previamente, o deputado federal adotou uma postura de estadista, até então inédita para quem acompanha o tom utilizado por ele ao longo de toda a trajetória política.

Ao que parece, a retórica que o projetou pode ficar em segundo plano para tentar viabilizar os projetos de reforma e de Brasil defendidos por ele. A partir desta segunda-feira (29), a vigilância sobre Bolsonaro vai ser ainda maior e qualquer desvio da promessa de “liberdade” e “democracia” será cobrado muito incisivamente. Será esse o papel da imprensa, mas também da oposição ao novo governo que se forma.

Os opositores, inclusive, começaram mal. O nome mais forte para ocupar a função de porta-voz do outro lado, o derrotado Fernando Haddad, preferiu fazer remissões ao “golpe” contra Dilma Rousseff, à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerada “injusta” por ele, e a eventuais ameaçadas que Bolsonaro traria à democracia. Para quem esperava uma fala de um possível estadista, o petista ficou ligeiramente menor do que poderia ter saído da eleição.

Tal qual 2014, não deve haver espaço para um “terceiro turno eleitoral”. Aceitar que houve uma eleição e que a maioria da população escolheu Bolsonaro, mesmo com as diversas restrições a ele, é dever de todos os brasileiros. Se é a direita que a nação quer que comande o país, a esquerda vai reaprender a ser oposição. E talvez terminemos 2018 mais maduros do que começamos.

BN

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