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Educação

Só 2% dos que faltaram ao Enem conseguiram justificar ausência e receber nova isenção da taxa

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Dos candidatos que receberam isenção do governo federal para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017 e não compareceram aos dois dias de prova, 4,3 mil conseguiram novamente a gratuidade. Para garantir o abono, eles tiveram que apresentar documentos que comprovassem o motivo da ausência. Entre os comprovantes considerados aceitáveis estão escala de trabalho, transferência de serviço, boletim de ocorrência, atestado médico, certidão de óbito e certidão de casamento. Esta foi a primeira vez na história do Enem que este tipo de prestação de contas foi exigido. O prazo para as inscrições começou às 10h desta segunda-feira (7) e segue até o dia 18 de maio, às 23h59. Quem conseguiu o abono da taxa – que custa R$ 82 – também deve se inscrever normalmente pelo site do Participante.

Segundo o Ministério da Educação, a expectativa é receber 7,5 milhões de inscrições.

Ao todo, 88,02% das 3.818.663 solicitações foram aprovadas, garantindo a 3.361.468 pessoas o direito de não pagar inscrição, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Do total de candidatos que pediu o abono, 208.588 foram isentos da taxa no ano passado e não compareceram ao exame. No entanto, apenas 8.486 apresentaram documentos que justificassem a ausência, mas apenas 4.345 receberam o direito.

“As demandas foram analisadas uma a uma e, em breve, vamos ter um relatório para saber os principais motivos das ausências”, explicou a presidente do Inep, Maria Inês Fini, em coletiva de imprensa na manhã desta segunda.

A partir de agora, todos os candidatos que conseguirem a gratuidade e faltarem aos dois dias de provas sem comprovante de ausência terão de pagar a taxa de inscrição no ano seguinte. “Para as próximas, é bom que o candidato guarde um documento para comprovar o motivo da sua ausência”, sugeriu a diretora de Gestão e Planejamento do Inep, Eunice Santos.

G1

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Educação

MEC cria comissão para vigiar Enem

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© Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Ministério da Educação (MEC) criou nesta quarta-feira uma comissão com três pessoas para avaliar as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O grupo inclui um ex-aluno do ministro Ricardo Vélez Rodríguez e terá acesso ao ambiente de segurança máxima onde ficam as perguntas da prova para “verificar sua pertinência com a realidade social, de modo a assegurar um perfil consensual do exame”, segundo o ministério.

A comissão tem dez dias para dar um parecer e dizer quais questões ficam e quais serão retiradas do maior vestibular do País. O MEC nega que se trate de censura.

Se o grupo considerar que a questão dever ser eliminada, o diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC (Inep), Paulo Cesar Teixeira, junto com a equipe técnica especialista em exames do órgão, ainda poderá discordar. Nesse caso, o presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues, decidirá se a questão sai ou fica. Teixeira é ligado a Igreja Católica. Rodrigues foi indicação dos militares.

Os membros da comissão são Marco Antônio Barroso Faria, ex-aluno de Vélez, que é secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no MEC, o representante do Inep, Antônio Maurício Castanheira das Neves e um membro da sociedade civil, Gilberto Callado de Oliveira, procurador de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, também indicado por Vélez.

Callado de Oliveira, em entrevista dada a uma revista da Igreja Católica, afirmou que há uma ação ideológica na comunidade do pensamento jurídico brasileiro. “Os motivos são vários, mas destaco a contaminação ideológica nas universidades, que vêm formando juristas e políticos com mentalidade cada vez mais liberal e esquerdizante”, afirmou.

Barroso Faria é formado em Filosofia. Teve mestrado e doutorado em Ciência da Religião orientados por Vélez na Universidade Federal de Juiz de Fora. Castanheira é psicólogo, com doutorado em Filosofia, e atualmente é diretor no Inep.

O presidente Jair Bolsonaro já criticou algumas vezes as questões do Enem e disse que ele mesmo veria a prova antes de ser feita pelos alunos. Ele não gostou de uma pergunta no último exame que falava de um dialeto usado por transexuais.

Segundo portaria publicada hoje pelo Inep, os membros da comissão assinarão Termo de Compromisso de Confidencialidade e Sigilo sobre o que verão no ambiente seguro onde ficam as questões. Para entrar na área, que fica no prédio do Inep, é preciso passar por um scanner de corpo, deixar celulares fora e ter o nome autorizado.

Um dos nomes que inicialmente havia sido pensado para a comissão era de Murilo Resende, hoje assessor no MEC. Ele chegou a ser nomeado para comandar a diretoria no Inep que faz o Enem, mas após repercussão negativa, foi retirado do órgão.

Estado apurou que o Inep não queria Resende na comissão e por isso ele acabou ficando de fora. Em uma audiência pública no Ministério Público Federal, em 2016, sobre “Doutrinação Político-Partidária no Sistema de Ensino” ele afirmou que professores brasileiros são desqualificados e manipuladores, que tentam roubar o poder da família praticando a “ideologia de gênero”. Resende também não tem experiência em avaliações.

Quando ele foi indicado para o cargo no Inep, o filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu a indição. Ele disse que os alunos não precisariam mais saber “sobre feminismo, linguagens outras que não a língua portuguesa ou História conforme a esquerda” já que o Enem estaria “sob a égide de pessoas da estirpe de Murilo Resende”.

O Enem será realizado neste ano nos dias 3 e 10 de novembro. No ano passado, teve cerca de 6 milhões de inscritos. A prova seleciona para vagas nas universidades púbicas e particulares do País.

Estadão

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Educação

Educação: seguem até dia 10 de fevereiro inscrições para 153 vagas em diversos cursos no IF de Bonfim

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Seguem até o próximo dia 10 de fevereiro as inscrições para os cursos de Qualificação Profissional, na modalidade de Formação Inicial e Continuada – FIC, que será ofertado no Campus Senhor do Bonfim.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio eletrônico no endereço extensao@bonfim.ifbaiano.edu.br

Devem ser anexados à ficha de inscrição a cópia do documento de identificação oficial com foto, CPF e comprovante de escolaridade exigida para cada curso.

cursos e vagas

Libras Básico (26 vagas)
Agricultura Orgânica (30 vagas por turma)
Natação (16 vagas)
Instrumentos de Percussão I (07 vagas)
Introdução ao Canto Coral (15 vagas)
Contrabaixo Elétrico I (07 vagas)
Violão I (07 vagas)
Introdução à Agroecologia (30 vagas por turma)
Fundamento do Desenho Artístico (15 vagas)

blogdonettomaravilha

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Educação

Novo projeto de Escola sem Partido permite que aluno grave professor

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Um novo projeto de Escola sem Partido foi apresentado já na abertura do ano legislativo, na segunda-feira (4). O texto atual traz novidades: quer assegurar aos estudantes o direito de gravar as aulas contra possíveis doutrinações e ainda regular as atividades de grêmios estudantis.

O texto do Projeto de Lei 246 foi protocolado na noite de segunda pela deputada Bia Kicis (PSL-DF). A ideia da parlamentar, no entanto, é que a discussão efetiva só ocorra após o trâmite das pautas econômicas do governo.

O novo projeto mantém as linhas gerais do que havia sido discutido no ano passado em uma comissão especial da Câmara e acabou arquivado. Alguns ajustes, entretanto, retiram e também acrescentam pontos polêmicos.

Kicis é cunhada do fundador do Movimento Escola sem Partido, Miguel Nagib. Defensores do projeto entendem que ele busca a neutralidade na sala de aula contra uma suposta doutrinação de esquerda que dominariam as escolas brasileiras.

Para os críticos, a ideia de uma lei é autoritária, limita a pluralidade de ideias nas escolas e ainda constrange professores. Não há evidências que indiquem que doutrinação seja um problema amplo. Decisões judiciais de várias instâncias e uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) já consideraram inconstitucionais projetos similares a este.

A nova redação do Escola sem Partido traz um artigo que assegura aos estudantes “o direito de gravar as aulas, a fim de permitir a melhor absorção do conteúdo ministrado e de viabilizar o pleno exercício do direito dos pais ou responsáveis de ter ciência do processo pedagógico e avaliar a qualidade dos serviços prestados pela escola.” Na prática, seria uma forma de os alunos gravarem casos de doutrinações.

Varela Noticias

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