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Eleições 2018

TSE define tempo de rádio e TV e ordem das propagandas eleitorais

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Foto: Nelson Almeida/AFP

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) definiu em audiência pública na manhã desta 5ª feira (23.ago.2018) o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV de cada candidato a presidente. As definições são referentes ao 1º turno.

Poder360 já tinha adiantado quanto tempo cada postulante deve ter para apresentar suas propostas. Nesta 5ª, a Corte eleitoral divulgou sua divisão oficial e ainda a ordem de divulgação das propagandas no 1º dia de exibições.

O número de inserções de 30 segundos de 6 postulantes aumentou por terem sido sorteados na divisão das sobras de tempo de rádio e TV. Terão uma inserção a mais: Ciro Gomes (PDT), Lula (PT), Marina (Rede), Alvaro Dias (Podemos), Eymael (DC) e Amoêdo (Novo).

Eis a tabela com as definições (clique para ordenar :

Os postulantes ao Planalto divulgarão seus planos de governo duas vezes ao dia, em blocos de 12min30s. Eles ainda têm direito a 28 inserções diárias de 30 segundos durante toda a campanha, divididos de acordo com as coligações e a representatividade no Congresso dos partidos a que se aliaram.

Foi definida ainda a ordem de aparição dos candidatos no 1º dia de propaganda dedicado à disputa presidencial. Os blocos de propaganda dos candidatos à Presidência serão sempre às terças, quintas e sábado. O 1º dia de aparições, portanto, será em 1º de setembro.

As 28 inserções de 30s serão veiculadas em 3 blocos diários. A ordem é definida automaticamente por sistema do TSE.

Os últimos serão os primeiros

Por sorteio, a ordem de aparição no 1º dia de propaganda de presidenciáveis será:

  1. Marina (Rede)
  2. Cabo Daciolo (Patriota)
  3. Eymael (DC)
  4. Henrique Meirelles (MDB)
  5. Ciro Gomes (PDT)
  6. Guilherme Boulos (Psol)
  7. Alckmin (PSDB)
  8. Vera Lúcia (PSTU)
  9. Lula (PT)
  10. João Amoêdo (Novo)
  11. Alvaro Dias (Podemos)
  12. Bolsonaro (PSL)
  13. Goulart Filho (PPL)

No 2º dia de propaganda eleitoral de presidenciáveis, o candidato que por último veiculou suas propostas no programa anterior será o 1º. E assim por diante.

Brinde

Depois da divisão do tempo de rádio e TV entre os candidatos, sobraram vários centésimos. Somados, os valores totalizam 9 segundos. Para que cada postulante ao Planalto tenha o mesmo tempo, nos dias de exibição dos blocos de propaganda, sempre o último a aparecer terá esses 9 segundos a mais de aparição.

Por exemplo: o sorteio do TSE definiu que João Goulart Filho (PPL) será o último a ter propaganda veiculada no 1º dia de exibições. Pela divisão original, ele teria apenas 5 segundos de aparição em cada bloco de 12min30s. Pela regra, ao menos no dia 1º de setembro, ele poderá falar de suas propostas por 14 segundos em cada bloco.

Todas as definições sobre a propaganda eleitoral serão consolidadas no chamado plano de mídia a ser aprovado em sessão plenária do TSE na próxima 3ª feira (28.ago).

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Eleições 2018

O discurso de Haddad após derrota nas urnas: ‘não tenham medo’

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Fernando Haddad (PT) falou pela primeira vez na noite deste domingo (28) após a derrota nas urnas para Jair Bolsonaro (PSL), que foi eleito o novo presidente da República. Ao lado da esposa Estela Haddad e da aliada Manuela D’Ávila (PC do B), que foi sua vice na chapa “O Brasil Feliz de Novo”, o petista discursou em um hotel na cidade de São Paulo e pediu para que os eleitores que votaram nele “não tenham medo”.

“Em primeiro lugar, gostaria de agradecer meus antepassados. Aprendi com eles o valor da coragem para defender a justiça a qualquer preço. Vivemos um período em que as instituições são colocadas à prova a todo instante. A começar por 2016, quando tivemos o afastamento da presidente Dilma. Depois, a prisão injusta do presidente Lula. Mas nós seguimos”, começou o ex-presidente de São Paulo.

“Nós temos uma tarefa enorme no país, que é, em nome da democracia, defender o pensamento, as liberdades desses 45 milhões de brasileiros que nos acompanharam. Temos a responsabilidade de fazer uma oposição colocando os interesses nacionais acima de tudo. Temos um compromisso com a prosperidade desse país”, disse Haddad.

“Vamos continuar nossa caminhada, conversando com as pessoas, nos reconectando com as bases, nos reconectando com os pobres desse país. Daqui a quatro anos teremos uma nova eleição, temos que garantir a instituições. A soberania nacional e democracia, como nós a entendemos, é um valor que está acima de todos nós”, acrescentou.

“Talvez o Brasil nunca tenha precisado mais do exercício da cidadania do que agora”, disse Haddad, pedindo que os eleitores que “não tenham medo”. “Temos uma tarefa enorme que é defender o pensamento, a liberdade desses 45 milhões de votos”, diz Haddad. “Nós não vamos deixar esse país para trás, respeitando a democracia”, finalizou.

Fonte: NMB

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Eleições 2018

STF analisará se Bolsonaro, sendo réu, pode assumir presidência, diz Rosa Weber

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Ag. Brasil

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, afirmou, na noite deste domingo (28), que o Supremo Tribunal Federal deverá analisar se o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), por ser réu, pode assumir o cargo. Ela disse também que a corte irá priorizar os julgamentos de pedidos de cassação das candidaturas a presidente de Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

A ministra concedeu entrevista coletiva para a divulgação oficial da eleição de Jair Bolsonaro (PSL) ao Palácio do Planalto. Ao abrir espaço a jornalistas, Rosa recebeu várias perguntas sobre a disseminação de fake news durante o pleito deste ano. Ela respondeu que o fenômeno é de “difícil equacionamento” e que o tribunal continuará estudando o tema. “A ênfase de que não há anonimato na internet é reveladora de que há um bom caminho a seguir”, afirmou.

BN

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Eleições 2018

A guinada à direita com Bolsonaro e o discurso que apequenou Haddad

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Foto: Montagem/ Bahia Notícias

O Brasil finalmente poderá colocar um fim à intensa – e tensa – campanha eleitoral de 2018. Com cerca de 58 milhões de voto, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente da República e marcou uma guinada à direita na condução das políticas públicas no país. Depois de quatro eleições consecutivas vencidas pelo PT, um candidato de extrema direita chega ao Palácio do Planalto, com um programa de governo ainda repleto de buracos, porém legitimado pelas urnas.

Bolsonaro teve todos os méritos por subverter a lógica da política ao ser candidato por uma legenda nanica, sem infraestrutura e recursos partidários e com uma base eleitoral formada, principalmente, por meio de redes sociais. Apesar de parecerem ligeiramente amadores, os passos do deputado federal parecem ter sido milimetricamente planejados para culminar com essa vitória no segundo turno. O candidato do PSL é, antes de tudo, o grande vencedor das eleições de 2018 – e o seria mesmo que a diferença de votos para o adversário, Fernando Haddad (PT), fosse apertada.

A chegada dele ao comando federal coloca o Brasil na rota das guinadas à direita do sistema político mundial. A tendência era observada fora do país e, até então, não havia dado sinais tão fortes em território brasileiro. Bolsonaro o fez com um discurso conservador e em diversos momentos repulsivo, porém amparado na consolidação do antipetismo, que motivou uma parte expressiva do não voto em Haddad.

O novo presidente fez dois discursos depois de eleito. Um primeiro controlado, na principal ferramenta dele durante a campanha, as redes sociais. Ali, observou-se um Bolsonaro autêntico, falando diretamente para o público que cativou e sem firulas de um candidato. O segundo foi mais simbólico. Planejado e escrito previamente, o deputado federal adotou uma postura de estadista, até então inédita para quem acompanha o tom utilizado por ele ao longo de toda a trajetória política.

Ao que parece, a retórica que o projetou pode ficar em segundo plano para tentar viabilizar os projetos de reforma e de Brasil defendidos por ele. A partir desta segunda-feira (29), a vigilância sobre Bolsonaro vai ser ainda maior e qualquer desvio da promessa de “liberdade” e “democracia” será cobrado muito incisivamente. Será esse o papel da imprensa, mas também da oposição ao novo governo que se forma.

Os opositores, inclusive, começaram mal. O nome mais forte para ocupar a função de porta-voz do outro lado, o derrotado Fernando Haddad, preferiu fazer remissões ao “golpe” contra Dilma Rousseff, à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerada “injusta” por ele, e a eventuais ameaçadas que Bolsonaro traria à democracia. Para quem esperava uma fala de um possível estadista, o petista ficou ligeiramente menor do que poderia ter saído da eleição.

Tal qual 2014, não deve haver espaço para um “terceiro turno eleitoral”. Aceitar que houve uma eleição e que a maioria da população escolheu Bolsonaro, mesmo com as diversas restrições a ele, é dever de todos os brasileiros. Se é a direita que a nação quer que comande o país, a esquerda vai reaprender a ser oposição. E talvez terminemos 2018 mais maduros do que começamos.

BN

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