Maio 23, 2018 10:10 am
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Vara Criminal da Comarca de Jaguarari, designa Audiência de Instrução do Presidente da Câmara de vereadores, Márcio Gomes

O presidente da Câmara de Vereadores de Jaguarari acumula um arsenal de denúncias por diversos supostos fatos criminosos, como já é de conhecimento público de toda região, porem causa estranheza o mesmo ainda continuar a presidir as sessões legislativas da Câmara de vereadores de Jaguarari.

Uma das tantas denúncias que pesam sobre Márcio Gomes e que estarreceu toda a sociedade jaguarariense e região foi o fato que circulou a nível regional em toda a imprensa falada e escrita, diz respeito a suposta contratação de funcionários fantasmas, durante quase todo o ano de 2017, mas precisamente com a nomeação de servidoras fantasmas na  folha de pagamento da câmara de vereadores, no primeiro e segundo semestre de 2017, as quais, residiam e trabalhavam 8hs diárias numa loja revendedora de aparelhos celulares,  no município Riachão de Jacuípe, ou seja, nunca trabalharam para a Câmara de Jaguarari.

Todavia, recebiam salários de quase dois mil reais, pagos com dinheiro público, e que segundo as vendedoras/testemunhas, os pagamentos ilegais, serviam para que o presidente comprasse aparelhos celulares de última geração e que tinham como beneficiários, o presidente da Câmara, a quem cabia o melhor modelo dos aparelhos, alguns edis e principalmente a esposa do presidente.

Apesar da denuncia ser robusta e farta em Provas documentais, tais como, contrato de trabalho das servidoras com a loja revendedora de telefonia celular de Riachão do Jacuipe, comprovante de residência das supostas servidoras que são de Riachão do Jacuípe, nomeação das servidoras em cargos comissionados na câmara de Jaguarari, pagamento das servidoras via folha da câmara conforme lista do TCM, e provas testemunhais, já que as próprias vendedoras/testemunhas, em audiência no Ministério Público, ratificaram as informações da denuncia, mais ainda, expuseram detalhadamente todo o modus operandi criminoso que o presidente engendrou. Entretanto, o mesmo não foi afastado das funções do legislativo, inclusive, estando até hoje a presidir os trabalhos.

Agora a vara criminal da comarca de Jaguarari, publicou a data da audiência de instrução do processo, dia 30 de maio de 2018, último momento que o réu, Márcio Gomes, terá para apresentar suas provas, já que o processo chega ao final, restando após essa audiência de instrução, a abertura do prazo que são de 5 dias, para alegações finais das partes ( Ministério Público e Sr. Márcio Gomes), para que a juíza da comarca possa  proferir sua sentença, levando-se em conta as provas dos autos.

Há poucos dias o presidente Sr. Márcio Gomes foi denunciado na Justiça Federal, pelo Município de Uauá, por suposto desvio de dinheiro público Federal, oriundos da Educação, no montante de quase R$ 222.000,00 (duzentos e vinte e dois mil reais), o processo está concluso para despacho do Juiz Federal.

Na comarca de Jaguarari, o presidente também foi denunciado, no Ministério Público, por suposto envolvimento ilícito com o blogueiro, onde juntos segundo a denúncia, criaram uma empresa fantasma, para viabilizar o pagamento do mesmo, algo que até o momento não se sabe o posicionamento final do Ministério Público, sendo realidade apenas, que até aqui, nenhum impedimento legal fora determinado ao presidente, Marcio Gomes, referente sua continuidade como presidente e ou vereador na comarca, mesmo com a robustez das provas colhidas nas denuncias e confissões das testemunhas, tanto no caso das servidoras, como também no caso do blogueiro, onde o mesmo é quem informa o suposto esquema criminoso para desviar o recurso público, viabilizando seu pagamento.

Por fim, estarrecedora foi a denuncia do Sr. Klinton Marcel, que pessoalmente dirigiu se ao Ministério Público e denunciou todo esquema, de cassação do prefeito eleito nas urnas, Everton Rocha.

Segundo o denunciante, o esquema foi armado pelo presidente Marcio Gomes, em conluio com o Vice Prefeito Fabrício, o edil Zé Galego e o advogado Sérgio, hoje procurador do município. Neste crime que envolve corrupção, ativa e passiva, advocacia criminosa, prevaricação, concussão, fraude processual, etc.

O denunciante informou ao Ministério Público, e entregou as provas que foi comprado, para assinar uma denúncia de fraude em processo licitatório, para possibilitar uma cassação do prefeito Everton Rocha.

O denunciante além desses nomes entregou outros nomes de civis e até aposentados que o coagiram a realizar a denúncia, provando tudo que alegou, via conversas de WhatsApp, gravações etc.

Mesmo com tudo isso o presidente da Câmara continua a presidir as sessões da Câmara de vereadores, até quando ninguém sabe, mas ao que se mostra a consistência das denuncias e agora a designação da audiência criminal de instrução, de apenas, uma das denúncias, já é um indicativo que o mandato do mesmo, pode ser encurtado a qualquer momento.

 A população anseia a resposta da justiça a tantos supostos fatos criminosos, que estão até agora sem resposta, com seus supostos infratores a sorrirem da impunidade.

Na longa ficha de denúncias do presidente Marcio Gomes, surge mais uma, vinda esta última dos próprios servidores concursados da câmara, que foram coagidos e sendo obrigados a mudarem seu vínculo para o município, sem qualquer consulta prévia, além do presidente ter imposto o não pagamento do salário do mês de abril, pela câmara, transferindo a responsabilidade para o município, sendo que todos os servidores trabalharam para a câmara e não para municipalidade, mais uma denuncia que tramita no Ministério Público, contra o presidente e que a sociedade aguarda a posição da Justiça.

O presidente tem se mantido no cargo da presidência, segundo os denunciantes, na contramão total dos princípios constitucionais, da legalidade, impessoalidade e, sobretudo da moralidade administrativa, incorrendo em diversos supostos crimes de improbidade, a pergunta que todos se fazem é até quando os supostos fatos ficaram sem respostas?

 Neste caso é a justiça que vai informar, o fato é que respostas formais terão que ser dadas de forma mais célere, seja condenatória ou absolutória.

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