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Eleições 2020

Candidato a prefeito é acusado de matar o pai, ex-prefeito, e disputa eleições contra irmão

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O empresário Manoel Mariano de Sousa Filho, conhecido como Júnior de Nezim, 51 anos, um dos candidatos a prefeito de Barra do Corda, em Maranhão, pelo PSC, é acusado de matar o pai, crime ocorrido em 2017. Manoel disputa a prefeitura da cidade nas eleições deste ano contra um irmão, o deputado estadual Rigo Teles (PV).

Manoel Mariano de Souza, o Nenzim, foi morto aos 78 anos em 6 de dezembro de 2017, com um tiro à queima roupa no pescoço.

O pai de Manoel estava em casa quando o filho foi buscá-lo para levar para uma conversa com o advogado da família. Segundo Júnior, no caminho, a caminhonete com os dois parou em uma rua deserta e o pai pediu que ele parasse porque precisava urinar. O ex-prefeito teria sido baleado nesse momento e que ele sentiu uma pancada no carro, mas achou inicialmente qu eo pai passava mal.

Manoel Filho contou ainda que ligou para o advogado dizendo que o pai não estava bem e só no caminho para casa dele que percebeu “um pouquinho de sangue” saindo do ouvido do pai, que também vomitava. Na casa do advogado, esse assumiu a direção do carro. Eles passaram ainda em um posto de gasolina, onde o motorista da família passou a conduzir a caminhonete. Só então foram para uma UPA.

O ex-prefeito ainda foi transferido para um hospital de cidade vizinha, mas morreu no caminho.

No entanto, o Ministério Público contesta a versão e diz que é insustentável Manoel Filho afirmar que não percebeu que o pai havia sido baleado. A investigação apontou intervalo de 40 minutos entre o momento do tiro e a chegada à UPA. Diz ainda que o carro passou por limpeza completa em um lava-jato.

Ainda de acordo com as investigações do MP Júnior furtava gado das fazendas do pai por conta de dívidas.

Na manhã do crime, o pai queria fazer uma recontagem do gado com o filho. Chegou a contratar um outro vaqueiro para o trabalho. Para o MP, o filho resolveu matar o pai para evitar ser desmascarado.

Júnior chegou a ser preso dias após o velório do pai. Ele ficou na Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís, até outubro de 2019, quando recebeu habeas corpus para responder em liberdade.

Fonte: BNews

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Eleições 2020

TRE decide pelo indeferimento da candidatura de Carlos Brasileiro. Se vencesse a eleição, não assumiria o cargo

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Decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, publicada nesta segunda-feira, 23, indeferiu o registro de candidatura de Carlos Brasileiro, mantendo suas punições.

Com essa decisão, caso fosse eleito, Carlos Brasileiro, não seria diplomado e não assumiria a prefeitura municipal.

cabe recurso ao TSE

Confira íntegra da decisão:D0C704E1-9914-4E9A-A57E-9645D9B0536A

blogdowalterley

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Eleições 2020

Eleições 2020: WhatsApp bane mais de mil contas por disparo em massa

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O WhatsApp liberou nesta quinta-feira (19) um estudo com os números da parceria do mensageiro com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no combate às fake news e ao disparo em massa de mensagens. O levantamento indica que 3.236 usuários foram denunciados, e o aplicativo terminou banindo 31,03% deles — ou seja, 1.004 contas foram removidas da plataforma. O WhatsApp lançou, em preparação ao primeiro turno das eleições, um chatbot com o TSE para tirar dúvidas de eleitores, além de colher relatos de fake news e controlar a propagação de boatos no aplicativo para Android e iPhone (iOS).

O estudo revelado hoje pelo WhatsApp reuniu dados de 27 de setembro até 15 de novembro, data do primeiro turno das eleições 2020. 4.759 denúncias foram enviadas ao TSE (a partir do link “https://denuncia-whatsapp.tse.jus.br/dew/rest/denuncia/”; sem aspas), enquanto o mensageiro recebeu 4.630 relatos de comportamento automatizado. Destas, 129 foram desconsideradas por não abordarem as eleições municipais.

3.236 contas foram denunciadas durante o período do levantamento, e 1.004 (31,03% delas) terminaram efetivamente banidas da plataforma. Segundo o WhatsApp, 63% desses perfis removidos já tinham sido marcados pelo aplicativo como suspeitos, e haviam sido bloqueados antes mesmo das denúncias.

Vale lembrar que enviar mensagens em massa é proibido pelo aplicativo e viola a lei, como explica a secretária-geral da Presidência do TSE, Aline Osorio: “O disparo em massa de mensagens é uma prática proibida, passível de punição nas eleições. Os eleitores devem estar atentos e denunciar atividades suspeitas que desequilibrem o processo eleitoral”. O aplicativo tem aplicado medidas para frear a disseminação de rumores na plataforma, como limitando o número de encaminhamentos de mensagens compartilhadas muitas vezes.

techtudo

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Eleições 2020

O que aconteceu no TSE?

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© Tiago Queiroz/Estadão

Pela primeira vez em décadas, o Brasil duvidou da eficiência de seu processo eleitoral. E com razão, porque durante horas a apuração parecia parada. De nada adiantou a explicação oficial de que estava tudo sob controle, se os resultados não apareciam. É como ver 90 minutos de futebol e, ao fim, não saber o resultado.

Há quem diga que o atraso na divulgação dos resultados se origina em gestão passada, quando se decidiu centralizar o processo em Brasília. Tal arranjo teria diminuído os custos do sistema, mas vai contra boas práticas de sistemas de informação – e aqui falo como velho professor de engenharia de software. Pior ainda se tal solução centralizadora estivesse sujeita a pontos singulares de falha, de 100% de suas partes funcionando para a contabilidade e divulgação com a velocidade usual. Mas foi essa a explicação dada, deixando muitos incrédulos – até porque o histórico de eficiência do sistema eleitoral brasileiro é muito grande.

Como se não bastasse, isso ocorreu em um contexto em que dados capturados numa invasão ao TSE, aparentemente há algum tempo, foram liberados na web, aliados a uma campanha de ataques de negação de serviço que afetou facetas digitais do Tribunal. Parece uma campanha articulada de descrédito do sistema eleitoral. Além disso, houve falhas no sistema de título de eleitor digital para justificar a ausência das urnas –e a justificativa foi de que muitas pessoas estavam tentando usar o app, como se não houvesse uma previsão sobre isso. É de espantar.

Há muita coisa para se investigar: de quem invadiu as propriedades digitais do TSE até entender se isso estava articulado com a ideia de desacreditar o processo democrático digital. Além dessas (e várias outras perguntas), será que não há uma demanda para revisar a plataforma eleitoral, que ontem funcionou de forma tão diferente do normal? Não seria muito melhor se o sistema digital do qual a eleição depende fosse mais transparente, como muitos vêm arguindo há décadas?

O TSE é uma operação vertical: define regula, desenha, constrói, opera os sistemas que realizam o processo eleitoral e, se houver alguma dúvida ou conflito… é só recorrer ao TSE. O Tribunal estaria melhor se houvesse separação entre quem realiza os processos eleitorais e quem os define, avalia e resolve dúvidas e pendências. Fosse assim, o TSE não teria de ter feito tudo isso no domingo.

Ainda bem que, pelo que sabemos, não foi algo que afetou as escolhas dos eleitores. Mas poderia ter sido. Contra teorias conspiratórias, horizontalidade, abertura e transparência são vacinas para evitar que boatos não vençam os fatos. A plataforma digital do sistema eleitoral brasileiro pode vir a ser a melhor do mundo; mas há lição de casa a fazer.

Estadão

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