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Carlos Bolsonaro empregou assessor ligado a Queiroz

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Dida Sampaio/Estadão

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC) empregou em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio um funcionário ligado ao ex-policial militar Fabrício Queiroz, pivô da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) por suspeita de captação ilícita de salário de servidores no período em que foi assessor do ex-deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Trata-se de Márcio da Silva Gerbatim, ex-marido da atual mulher de Queiroz e pai da sua enteada. Ele esteve lotado como motorista no gabinete do vereador por dois anos, entre abril de 2008 e abril de 2010, quando foi exonerado por Carlos, o filho do meio do presidente Jair Bolsonaro, para ser nomeado no gabinete de Flávio na Alerj. Lá, ganhou o cargo de assessor-adjunto, no qual ficou até 9 maio de 2011.

No mesmo dia em que Gerbatim trocou a Câmara Municipal pela Assembleia, Carlos Bolsonaro nomeou um ex-assessor do irmão, Claudionor Gerbatim de Lima, que acabara de ser exonerado do gabinete de Flávio. As informações foram obtidas pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação e consultas no Diário Oficial da Assembleia do Rio.

Assim como Queiroz, Márcio Gerbatim também integrou a Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército e teve uma filha, Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, que é enteada de Queiroz, empregada no gabinete de Flávio na Alerj, de agosto de 2017 até fevereiro deste ano.

Queiroz também teve sua família empregada no gabinete de Flávio: a mulher, Márcia Oliveira de Aguiar, e suas filhas, Evelyn Melo de Queiroz e Nathália Queiroz. Nathália também esteve lotada no gabinete de Jair Bolsonaro, em Brasília, de dezembro de 2016 a 15 de outubro de 2018.

Procurado pelo Estado, Carlos Bolsonaro negou, por meio da assessoria, que Queiroz tenha tido influência em seu gabinete na Câmara Municipal, onde é vereador desde 2001. Segundo ele, Márcio Gerbatim foi nomeado no gabinete “face sua experiência na função de motorista e não por indicações” e que “nunca nenhum parente de Fabrício Queiroz foi nomeado neste gabinete”.

A assessoria também respondeu que o vereador não sabia que Gerbatim era ex-marido da mulher de Queiroz. Afirmou ainda que Carlos Bolsonaro só tomou conhecimento desta informação em 2018, por meio da mídia. “Ressalto que em época de campanha várias pessoas são contratadas, algumas se destacam e são posteriormente aproveitadas no gabinete. Foi o caso”, afirmou por e-mail.

Questionada sobre quanto Gerbatim recebia de salário no gabinete da Câmara, a assessoria de Carlos respondeu que não tinha essa informação. “Sugiro utilizar as vias naturais, sugiro inclusive a observância da lei neste sentido, por tratar-se de quebra de sigilo fiscal dos envolvidos.” Diferentemente da Câmara do Rio, a Assembleia divulga a folha de pagamento de seus funcionários no Portal da Transparência da Casa.

Em entrevista ao jornal O Globo em dezembro, Gerbatim disse que exercia a função de motorista no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj e que não sabia que a filha também estava lotada no local. Ele contou que Evelyn Gerbatim cursava psicologia em uma universidade na zona oeste do Rio pela manhã e trabalhava à tarde em uma farmácia na mesma região. Também afirmou que tanto ele quanto sua ex-mulher foram indicados por Queiroz para trabalhar no gabinete de Flávio.

Em nota, a defesa de Queiroz respondeu que não vê nenhuma irregularidade na indicação de pessoas de sua relação para assessoria de gabinete de qualquer político “e que uma vez mais esta questão tem como único objetivo requentar um assunto já esclarecido”. Procurada, a defesa de Flávio não respondeu.

Entenda o caso Queiroz

Fabrício Queiroz é investigado nas esferas cível e criminal pelo Ministério Público do Rio pela movimentação atípica de R$ 1,2 milhão, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, detectada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão que atua na prevenção e combate à lavagem de dinheiro. O caso foi revelado pelo Estado em 2018.

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL)

© Reprodução/SBT Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL)

O relatório do setor de inteligência financeira do Coaf constatou ainda que a conta de Queiroz recebeu depósitos de oito funcionários do gabinete de Flávio no período de um ano, mais da metade no mesmo dia ou até três dias após a data de pagamento de salário dos servidores da Alerj. O documento mostra ainda que o ex-assessor, que ficou até outubro de 2018 no gabinete de Flávio, fez uma série de saques em valores próximos aos do que foram depositados pelos demais assessores. Queiroz ainda repassou um cheque de R$ 24 mil à primeira-dama Michelle Bolsonaro

Um segundo relatório do Coaf solicitado pelo Ministério Público sobre as contas do atual senador Flávio Bolsonaro identificou que, entre junho e julho de 2017, o filho do presidente recebeu 48 depósitos em dinheiro, sempre no valor de R$ 2 mil, somando R$ 96 mil. Os depósitos foram feitos no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Alerj, sem identificação do autor. Flávio alegou que depósitos se referiam a uma parcela de R$ 100 mil que ele recebeu em dinheiro pela venda de um apartamento no Rio. 

Queiroz nunca foi à Promotoria prestar depoimento, alegando motivo de saúde. Em uma defesa por escrito, negou que tenha se apropriado desses valores e disse que o usava o dinheiro arrecadado dos demais assessores para ampliar a rede de colaboradores de Flávio Bolsonaro. 

Estadão

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UNEB realiza salvamento de urna funerária com ossos humanos no povoado Passagem Velha em Senhor do Bonfim

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O Departamento de Educação (DEDC), Campus VII da UNEB realizou o salvamento de uma urna funerária com ossos humanos no povoado Passagem Velha, área rural de Senhor do Bonfim-BA. A escavação durou dois dias, sábado (18) e domingo (19), e foi coordenada pela arqueóloga e professora do DEDC VII da UNEB, Cristiana Cerqueira. O salvamento teve caráter emergencial, pois havia o risco de vandalização da urna, pois muitas pessoas já tinham conhecimento da existência deste artefato.

A urna funerária de tradição ceramista tupi-guarani coberta com dois opérculos (tampa) e vasilhame, encontrados no povoado, estão no Laboratório de Arqueologia e Paleontologia (LAP) do DEDC VII da UNEB onde passarão por análises. “Será feito peneiramento dos sedimentos, pois qualquer evidência de sementes, restos de ossos e fragmentos de carvão, são indicativos da ocupação do grupo indígena, da vegetação predominante na época, e do por que só foram encontrados três fragmentos de ossos bem erodidos”. Os carvões encontrados serão encaminhados para o Laboratório Beta Analytic, na Califórnia, Flórida-EUA para datação por carbono 14 para obter a idade exata dos achados.

As urnas funerárias estavam presentes nas culturas indígenas brasileiras, no período pré-colonial (pré-histórico). Essas cerâmicas espessas com bordas reforçadas apresentam pinturas com tonalidades preto, vermelho e/ou branco e tinham duas finalidades: o sepultamento primário, utilizada para conter o corpo do morto; e o sepultamento secundário, usada para conter os ossos do morto. Neste caso específico, só será possível identificar a finalidade após as análises.

Existem informações de sítios arqueológicos em vários municípios do estado, mas em Senhor do Bonfim, não havia informação de ocorrência de sítio pré-colonial (pré-histórico), sendo esse o primeiro do município. Assim, “Essa descoberta vai gerar grande informação educativa e cultural para o nosso departamento, para a UNEB e para o município, pois além dos materiais coletados, continuaremos com a pesquisa acadêmica após solicitação de permissão ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para que sejam feitas outras investigações na localidade, que provavelmente se tornará um sítio arqueológico – escola para a UNEB”, afirmou a arqueóloga.

A professora Cristiana, destacou ainda que será agendada uma palestra sobre educação patrimonial na comunidade Passagem Velha para abordar sobre o achado, o que é arqueologia e a importância da população não escavar a região. “Ao encontrar um objeto, deve-se entrar em contato com a UNEB, pois temos pesquisadores capacitados para este trabalho. O correto é que seja feito um estudo científico, pois se a pessoa abre e retira a urna não terá informação nenhuma, apenas a existência de uma urna”, frisou. E destacou também que “A posição de Marcelo, proprietário das terras onde foi encontrado o artefato arqueológico, de contatar os profissionais da UNEB para realizar o estudo foi fundamental, pois às vezes, a pessoa escava e destrói o sítio”.

Alunos e ex-alunos do curso de Ciências Biológicas do DEDC VII e as empresas HAS Consultoria Arqueológica e Pesquisa e Patrimônio Consultoria também participaram da escavação.

Lorena Simas
Coordenadora do Núcleo de Assessoria de Comunicação (NAC-DEDC/ UNEB)

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Nota e Retratação por erro em matéria veiculada com tema do ano de 2011

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O Portal de Noticias Minuto Bahia vem a publico fazer a correção de um erro cometido na veiculação de uma matéria veiculada nesta terça-feira 21 que tratava de uma coletiva de imprensa realizada no ano de 2011 pelo Coordenador da 19ª Corpin, Dr. Felipe Neri. Como é feito por muitos meios de comunicação que buscam matérias e informações em grupos de noticias no Watsapp, a matéria encontrava-se em um grupo, não sei qual o motivo e por desatenção do nosso redator foi postado de forma equivocada como sendo matéria atual. Em tempo retiramos a matéria postada e pedimos sinceras desculpas aos envolvidos no texto (corpo) da matéria. Reiteramos o nosso compromisso com a verdade e imparcialidade como meio de comunicação.

Att:

Jornalismo do Portal Minuto Bahia

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‘A Volta do Morro’ inicia ensaios e pede apoio para continuação do projeto

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Declarada Patrimônio Cultural de Senhor do Bonfim, a Escola de Samba A Volta do Morro voltou aos ensaios para seu desfile independente.

Levando uma multidão às ruas do bairro Alto da Maravilha, o grupo ensaia diariamente para fazer a apresentação na cidade. No período carnavalesco o grupo de 25 integrantes se apresentam pelas principais ruas levando alegria aos cidadãos Bonfinense que ficam na cidade no período.

A Volta do Morro também é conhecida pelo o famoso “Vai Quem Quer”, bloco onde integrantes e admiradores saem fantasiados e jogando amido de milho e farinha de trigo nas pessoas.

O Presidente da “Volta do Morro”, Paulo Fernando, pede apoio para que possa dar continuidade ao projeto que já dura mais de 45 anos. Nas redes sociais ele escreveu:

“Estou pedindo ajuda para a Escola de Samba A Volta do Morro, como patrocínios e materiais para os instrumentos. Por favor, ajudem. Não quero deixar a Escola de Samba morrer. ‘Tá’ no sangue!”, escreveu.

Para quem se disponibiliza a ajudar, entrar em contato com o número:

(74) 9 9132 6035 – Falar com Paulo Fernando

Bonfim Notícias

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