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Guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes quer privatizar estatais e reformar Previdência

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Paulo Guedes, em imagem de 6 de agosto, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) — Foto: Sergio Moraes/Reuters

Conselheiro econômico da campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro, Paulo Guedes tem perfil liberal e defende a menor participação possível do Estado na economia. O ex-professor, fundador de centro de estudo econômico, de banco e portfólios de investimentos, sempre foi um ativo promotor da abertura econômica.

O economista de 69 anos é favorável à privatização de estatais, considera imprescindível uma reforma no modelo previdenciário e defende a redução de impostos e simplificação da estrutura fiscal. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro antecipou que ele será o futuro ministro da Economia.

Paulo Guedes é o homem a quem Bolsonaro espera entregar a difícil tarefa de tirar o Brasil de dois anos de recessões e outros dois de baixo crescimento.

Entre seus desafios está diminuir o déficit fiscal e reverter a trajetória de crescimento da dívida pública, que passou de 58% do PIB em 2013 para 77,3% do PIB atualmente, e que, sem reformas, poderia chegar a 140% em 2030, segundo o Banco Mundial.

Nascido no Rio de Janeiro, Guedes se formou em economia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e fez mestrado e doutorado na Universidade de Chicago (EUA), escola ligada ao pensamento liberal econômico.

Guedes traz uma receita de seu manual de Chicago debaixo do braço: “Reduzir a dívida pública em 20% mediante privatizações, concessões” e a venda de propriedades estatais.

Atuação no mercado financeiro e na educação

O economista, que nunca ocupou cargo político nem fez parte de nenhuma equipe econômica de governo, fez fama e fortuna no mercado financeiro.

Ele foi um dos fundadores do Banco Pactual, atual BTG Pactual, onde atuou como chefe executivo e chefe estrategista, e também sócio majoritário do grupo BR Investimentos, incorporado com a criação da Bozano Investimentos, da qual ele é presidente.

Em seu site, a Bozano é descrita como uma empresa independente de investimentos alternativos com aproximadamente R$ 2,7 bilhões sob gestão, distribuídos entre plataformas de private equity (investimentos em empresas com potencial de crescimento) e asset management (gestão de recursos de terceiros).

Paulo Guedes também é um dos fundadores do Instituto Millenium, entidade sem fins lucrativos que defende o Estado de Direito, liberdades individuais, responsabilidade individual, meritocracia, propriedade privada, democracia representativa, transparência, eficiência e igualdade perante a lei.

Já foi sócio majoritário do Ibmec, onde fundou o primeiro curso de MBA em finanças do país, e atuou no mundo acadêmico como professor de macroeconomia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

Ele chegou a dar aula ainda na Universidade do Chile, durante o governo de Augusto Pinochet, nos anos 1980, mas voltou para o Brasil após ter sua sala revistada e depois de um forte terremoto.

Guedes também foi dos conselhos de administração de algumas empresas, como a locadora de veículos Localiza, a incorporadora PDG Realty e a HSM e Gaec, da área de educação.

O guru econômico de Bolsonaro ajudou na coordenação do programa de governo do então candidato à Presidência da República Guilherme Afif Domingos (PL), nas eleições de 1989.

Guedes se aproximou da campanha de Bolsonaro depois que o apresentador Luciano Huck desistiu de uma possível candidatura.

Durante a campanha, Paulo Guedes ficou conhecido como “Posto Ipiranga” – referência a um comercial de TV da rede de postos de combustível no qual um personagem dava a mesma resposta a todas as indagações que recebia: “Pergunta no posto Ipiranga”.

Em entrevistas, Bolsonaro afirmou que não entende de economia e que sempre que precisa tratar do assunto procura o “Posto Ipiranga”, em referência a Guedes.

Divergências

Mas no período que antecedeu a eleição, Bolsonaro chegou a contestar propostas apresentadas pelo economista, como a privatização de todas as estatais.

Sobre as estatais, Bolsonaro afirmou em entrevistas ser a favor da privatização de empresas que deem prejuízo, mas disse que o setor de geração de energia elétrica será exceção, assim como o “miolo” da Petrobras.

Outra polêmica durante a campanha foi a fala em que Paulo Guedes teria sugerido a recriação da CPMF, imposto que incide sobre movimentação financeira.

A recriação do imposto foi negada por Bolsonaro e, em seguida, o então candidato relatou que o próprio Guedes afirmou que ter se tratado de um “ato falho”.

O economista explicou que a proposta é unificar quatro, cinco ou seis impostos e criar um imposto único federal.

Guedes em visita a Bolsonaro no hospital, quando o presidenciável ainda se encontrava internado em razão da facada que recebeu durante um ato de campanha — Foto: Arquivo pessoal

Investigação

Em plena campanha eleitoral, Paulo Guedes também se tornou alvo de investigações do Ministério Público Federal que apuram possíveis “crimes de gestão temerária ou fraudulenta de investimentos advindos de fundos de pensão”.

Segundo o Ministério Público, fundos de pensão de estatais aplicaram em dois fundos de investimento administrados por uma empresa de Paulo Guedes e perderam R$ 200 milhões. Guedes foi chamado para prestar depoimento em 6 de novembro.

A defesa de Paulo Guedes divulgou nota na qual afirma que a investigação se baseia em um relatório “fragilíssimo”, que tratou de apenas um, dentre quatro investimentos realizados pelo fundo.

Segundo a nota, esse relatório omite o lucro “considerável” que o fundo tem propiciado aos investidores, com perspectiva de ganhos de mais de 50% do valor investido.

Outra investigação preliminar do MPF se refere a dois fundos de investimentos criados por Paulo Guedes, com a promessa de receber R$ 1 bilhão de sete fundos de pensão, a partir de 2009. A investigação não aponta quanto deste dinheiro foi, de fato, investido. Essa denúncia envolve empresa da área de educação controlada por Guedes.

A defesa de Paulo Guedes declarou que causa “perplexidade” que, às vésperas da eleição presidencial, tenha sido instaurado um procedimento para apurar fatos de um relatório “manifestamente mentiroso”.

G1

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Eleições 2020

Justiça Eleitoral indefere candidaturas em Caldeirão Grande, Saúde e Pindobaçu

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A Justiça Eleitoral indeferiu sete pedidos de registro de candidaturas nas cidades de Caldeirão Grande, Saúde e Pindobaçu.  As impugnações foram apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Segundo o promotor de Justiça Pablo Almeida, todas as candidaturas apresentavam irregularidades.

O candidato a prefeito do Município de Caldeirão Grande, o ex-prefeito João Gama Neto teve o registro impugnado pelo juiz Rodolfo Barros por encontrar-se inelegível. Ele teve as contas rejeitadas nos últimos oito anos pela Câmara de Vereadores, que acompanhou as recomendações contidas em pareceres técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM) referentes aos anos de 2015 e 2016.

No município de Saúde, por solicitação do MPE, foi indeferida a candidatura da ex-prefeita Marilene Pereira Rocha ao cargo de vice-prefeita. Segundo o promotor de Justiça, ela também se encontra inelegível por ter tido contas rejeitadas nos últimos oito anos pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE), por conta de irregularidades na prestação de contas referente ao Convênio nº 023/2004, firmado entre a Secretaria do Trabalho e Ação Social (Setras) e o Município de Saúde. “A Corte de Contas reconheceu que a impugnada recebeu os valores do convênio e não comprovou sua utilização em estrita obediência das normas pertinentes, caracterizando irregularidade insanável”, registrou Pablo Almeida.

Já o candidato ao cargo de vereador em Saúde, Paulo Pereira da Silva teve seu registro indeferido por não possuir filiação partidária pelo período mínimo estabelecido na legislação.  Em Pindobaçu, foram impugnadas as candidaturas dos concorrentes ao cargo de vereador Miralva Sena, por a ausência de quitação eleitoral por omissão na prestação de contas da campanha relativa às eleições 2008; Lindalva Cruz, ausência de comprovação de filiação partidária até o dia 04 de abril de 2020 no partido requerente, já que nos registros eleitorais ela encontra-se devidamente filiada a outro partido; Agnelton Marcelo Silva, por não ter sido o candidato escolhido em convenção partidária; e Nilson José Liberal, ausência de quitação eleitoral da candidata por omissão na prestação de contas da campanha relativa às eleições de 2016.

Bahia Notícias

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Eleições 2020

Eleições Municipais: Todos os eleitores poderão votar das 7h às 10h

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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) esclareceu que, nas eleições municipais de 2020, todos os eleitores poderão votar no horário das 7h às 10h. A votação acontecerá no dia 15 de novembro.

Segundo o tribunal, a Justiça Eleitoral indicou que as pessoas nessa faixa etária comparecessem à votação neste horário preferencialmente, mas não há exclusividade.

Este ano, a votação começará uma hora mais cedo. De acordo com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o objetivo é evitar aglomerações em decorrência da pandemia da covid-19.

Espaço Aberto

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Noticias

Candidato a vereador é preso com R$ 15 mil na cueca no interior de Sergipe

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Um candidato a vereador de Carira, no semiárido de Sergipe, foi preso ontem com R$ 15.300 em uma sacola escondida na cueca. Edilvan Messias dos Santos, o Vanzinho de Altos Verdes (PSD), foi detido em flagrante por policiais militares que investigavam uma denúncia de compra de votos no povoado de Altos Verdes, zona rural do município.

O PSD anunciou que investigará o caso. O UOL procurou a defesa do candidato, mas não obteve resposta.

Segundo a PM, o flagrante foi realizado depois que a equipe da 2ª Companhia Militar foi informada, por uma denúncia pelo número 190, que pessoas circulavam em dois veículos no povoado sob a suspeita de comprar votos.

Os policiais foram ao local e, após buscas na região, localizaram os suspeitos por volta das 14h30. Durante a abordagem, os policiais encontraram material de campanha dentro de um dos carros, que estava ocupado por um casal.

Ainda de acordo com a PM, ao ser questionado sobre a procedência do dinheiro, Vanzinho de Altos Verdes informou que havia recebido um pagamento na cidade de Itabaiana (SE) e pretendia usar o valor para comprar um veículo.

O suspeito foi apresentado na Delegacia de Carira, onde foi aberto um inquérito para investigar o caso. O PSD disse que vai apurar o caso e avaliar o que fará com o candidato. A reportagem do UOL tenta contato com a defesa do candidato.

A Secretaria de Segurança Pública do Sergipe informou ainda foi instaurado inquérito para apurar o caso, e que o candidato vai responder em liberdade. A Justiça Eleitoral já foi comunicada do caso.

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

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