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Ministros do STF reajustam os próprios salários e o brasileiro veste a fantasia de bobo da Corte

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Foto: Reprodução/ DM

Em uma sessão administrativa e restrita, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram aumentar os próprios salários em 16,38%. O escárnio já é grande pelo fato de atuarem em causa própria, sem grandes preocupações orçamentárias. Porém o efeito é ainda pior quando analisado o rombo que essa decisão vai gerar. Sim, a decisão dos Excelentíssimos Senhores Ministros terá impacto em todo o funcionalismo público e, tal qual os membros do STF, nenhum dos atores políticos sentirá constrangimento em ampliar os próprios vencimentos.

As cifras desse reajuste pululam nos meios de comunicação. Diferente da pirotecnia das sessões da Suprema Corte com assuntos jurídicos, o aumento de quase 17% não foi defendido publicamente pelos ministros. No máximo declarações posteriores ou anteriores à reunião. O encontro em si ficou longe das câmeras da TV Justiça. Afinal, vestir a carapuça de um reajuste impopular não é para muitos, não é mesmo?

Um parênteses. Apenas um lembrete: a crise econômica ainda se abate no país e dificilmente a “marolinha” vai passar antes de 2020, numa perspectiva otimista. O governo tenta enganar que tudo melhorou, mas pergunte a uma dona de casa se o gás de cozinha baixou ou ao dono de um carro se a gasolina está mais barata.

Pois bem. A situação piora. O Congresso Nacional tem por obrigação votar o eventual reajuste aprovado pelo STF para os ministros, também considerado o teto do funcionalismo público brasileiro. E o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), já deu sinais de que, se for colocar o tema em votação, será às vésperas da eleição ou apenas depois das urnas se fecharem para escolher os futuros parlamentares. Para vigorar em 2019, a matéria precisa ser ainda sancionada pelo presidente da República, depois de aprovada no Congresso, até o final do ano.

Em um momento de lucidez, algum brasileiro acredita que os integrantes do Congresso Nacional, com uma parcela expressiva com a corda no pescoço com processos no STF, votarão contra o reajuste salarial dos ministros? Dificilmente. Antes da eleição? Só se os parlamentares resolverem chutar o balde e finalmente mostrar que a opinião pública merece bananas ao invés de maturidade.

Há um outro detalhe. O salário dos senadores e deputados federais é imediatamente proporcional ao dos ministros do STF. Sim, depois dos ministros da Suprema Corte, os digníssimos parlamentares também votarão os próprios salários. Com o nível de comprometimento da atual legislatura (ok, de todas), alguém votaria contra mais benefícios?

E o efeito em cadeia permanece. Depois do reajuste no STF e no Congresso, vai vir o reajuste dos vencimentos de deputados estaduais, também proporcionais ao salário dos parlamentares em Brasília. E depois vem dos prefeitos e dos vereadores. De Salvador a Catolândia, todos surfarão na onda de um bolso mais gordo. Ou você acredita em políticos?

Na redação, ficamos a imaginar com nossos botões. Se fosse possível reajustar nossos próprios salários, quereríamos ser ministros do STF. Ou parlamentares. Ou integrantes de uma classe que pudesse aprovar aumentos sem preocupação orçamentária. Mas vivemos em um mundo real. Injusto, mas real. E a fantasia de vultuosos salários ficará restrita ao alto escalão do Judiciário, do Executivo e do Legislativo. Para trabalhadores normais, cabe uma outra fantasia: a de bobo da Corte.

Este texto integra o comentário desta sexta-feira (10) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM e Clube FM.

BN

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Auxiliares pressionam Bolsonaro, prestes a fazer 66 anos, a entrar na fila para ser vacinado contra a Covid

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Prestes a completar 66 anos, o presidente Jair Bolsonaro vem sendo pressionado por auxiliares mais próximos a entrar na fila da vacinação contra a Covid-19 em Brasília para tomar a primeira dose quando chegar a vez do grupo de sua faixa etária.

A ideia faz parte da estratégia de tentar emplacar o discurso de que Bolsonaro, apesar das críticas feitas desde o início da pandemia, sempre teria apoiado a imunização. A “operação vacina” foi colocada em prática na tentativa de diminuir o desgaste do presidente diante do agravamento da crise sanitária, que já matou mais de 275 mil pessoas no país.

Na semana passada, Bolsonaro, que faz aniversário no dia 21 de março, admitiu pela primeira vez a possibilidade de se vacinar “lá na frente”. Segundo relatos de integrantes do alto escalão do governo, o presidente passou a considerar a vacinação com o argumento que a nova cepa do vírus tem uma letalidade maior.

OGLOBO

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‘Não tem mesmo que ter Carnaval’, declara Ivete ao direcionar atenção a ciência e vacina

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Seguindo com a estratégia de divulgação da música “Tá Solteira, mas não tá Sozinha”, lançada na última sexta-feira (29) com Xanddy, a cantora Ivete Sangalo realizou uma live com a influenciadora e humorista GKay. Além de assuntos pessoais, como a importância do agrupamento das mulheres para lidar com o preconceito, a baiana falou sobre a não realização do Carnaval em 2021 por conta dos efeitos da Covid-19. “Não tem mesmo que ter Carnaval. Tem que ter ciência, vacina, o povo sendo vacinado…”, indicou.

Esta não é a primeira vez que a baiana fala do assunto. Em setembro do ano passado, quando ainda era especulação, ela disse: “Faz parte da etiqueta da empatia eu não me deprimir com a ausência do Carnaval, porque esse definitivamente não é o maior problema que nós temos. É preciso ter distanciamento crítico e alguma maturidade”, confessou.

Apesar desse entendimento, a artista, que é uma das maiores expoentes da folia do momo no Brasil, admitiu não ser fácil esse entendimento. “Mas vou te falar: ‘Meu coração fica muito na saudade dessa festa que é muito importante para nós todos”, finalizou. Assista: 

por Júnior Moreira Bordalo

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Brasil aplica 2 milhões de doses e é 8º no ranking de vacinação contra a Covid-19

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O Brasil subiu de posição no ranking da vacinação contra a Covid-19. O pais já imunizou 2 milhões de pessoas e agora é o 8º no mundo com maior número de pessoas vacinadas. Os dados constam no levantamento desta segunda-feira (1º) do projeto “Our World in Data”.

No mundo já são 94 milhões vacinados contra a doença causada pela infecção do novo coronavírus. 

O Brasil subiu da 12ª posição na quinta-feira (28) para a 8ª. 

O país que mais vacinou até o momento são os Estados Unidos, onde 31,12 de pessoas foram imunizadas.

A segunda posição fica com a China (22,77 milhões), em seguida aparecem o Reino Unido (9,47 milhões), Israel (4,74 milhões), Índia (3,74 milhões), Emirados Árabes Unidos (3,33 milhões), Alemanha (2,32 milhões), Brasil (2,07 milhões), Turquia (1,99 milhão) e Itália (1,96 milhão).

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