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No munícipio de Saúde mineradora destrói topo da Serra Sagrada, moradores protestam no local

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Um grupo de moradores do distrito de Jenipapo se mobilizou para protestar contra a ação da mineradora ZLF Quartzo Brasil Mineração, que começou a extrair quartzo da Serra da Santa Cruz embora só tenha autorização para a realização de pesquisa mineral. Na serra, entre os municípios de Saúde e Caldeirão Grande está instalado o cruzeiro da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, onde são realizadas romarias para homenagear a padroeira de Saúde.

A destruição de um local sagrado, sem autorização, é mais um exemplo da “passagem da boiada” em período de pandemia de Covid-19. Além de facilitar o licenciamento para mineradoras, os governos federal, estadual e municipal têm sido omissos na fiscalização dos empreendimentos. Segundo moradores que foram ao local nesta quarta-feira, eles souberam há duas semanas que a ZLF estava retirando quartzo e procurando ouro no local. Eles constataram que a mineradora tirou o maquinário às pressas e os colocou em uma fazenda próxima.

Saúde remonta aos assentamentos bandeirantes instalados em área originalmente habitada por índios da tribo dos Paiaiás. Mais tarde, se transformou no Arraial de Nossa Senhora da Saúde, ligado administrativamente à Jacobina. Os exploradores consideravam que a região onde pernoitavam era benéfica à saúde, daí o nome do local. A emancipação definitiva ocorreu em 1933. A cidade está localizada a 353 quilômetros da capital do estado, Salvador, em uma região montanhosa. A sede municipal fica a 542 metros de altura, ao pé da serra de Santa Cruz. A população, é de 12.943 habitantes, segundo estimativa do IBGE, e 52,5% dos moradores têm renda mensal de até meio salário mínimo.

A busca por quartzo e ouro na serra começou em 2014, quando Helmo Bagdá Gama pediu autorização para realização de pesquisas. Helmo, sócio de duas mineradoras em Pindobaçu (HP e Vulcano) e uma empresa de serviços geológicos em Salvador (Setegeo), de acordo com o site consultasocio.com. Ele também foi proprietário da Minerva Mineração, em sociedade com a Ovisos S.A, sediada nas Ilhas Virgens. No entanto, a empresa está inativa por não apresentar declarações à Receita Federal.

A área inicial para o estudo era de 254,8 hectares (processo 871.603/2014 da Agência Nacional de Mineração – ANM). Em abril de 2016, Helmo fez cessão parcial dos direitos minerários para a Alfa e Ômega Mineração ME (microempresa), localizada na cidade de Padre Paraíso, em Minas Gerais.

No Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) consta que os donos da Alfa e Ômega são Leonardo Pereira Chaves e Estevam Antônio Fiório Júnior, filho do ex-prefeito de Rio Novo do Sul (ES), Estevam Antônio Fiório, que chegou a ser cassado por abuso de poder político e econômico.

O pedido de cessão total da autorização de pesquisa mineral é protocolizado em abril de 2019. Um dia antes da ANM aprovar a cessão total, em 15 de janeiro de 2020, a Alfa e Ômega se afasta e a ZLF Brasil Quartzo Mineração assume. A área de pesquisa passa a ser maior: 314,55 hectares.

A Brasil Quartzo (nome fantasia) pertence ao chinês Zhang Zhengxu e a Amauri Avelino Toledo. A sede fica em Monte Santo (BA) e a filial em Caldeirão Grande (BA), mas o telefone de contato das duas é de Minas Gerais. A sede foi fundada em maio de 2018; a filial, em abril do ano seguinte.

Em Monte Santo, a empresa concluiu o relatório final de pesquisa para explorar quartzito, mas ele foi rejeitado pela ANM com base no artigo 30 do código minerário – insuficiência dos trabalhos ou deficiência técnica. O quartzito é uma rocha com mais de 75% de quartzo, usada na siderurgia para preparar o leito de fusão dos altos-fornos e na construção civil, onde pode ser aplicada de diferentes formas, incluindo painéis decorativos e bancadas. Por ser material resistente e de maior custo produtivo, é mais caro do que as demais rochas.

Meus Sertões entrou em contato com o secretário de Comunicação do governo estadual, André Curvello, esta manhã, para saber se será feita alguma ação fiscalizadora no local. Assim que ele responder, publicaremos quais providências serão tomadas. 

Meu Sertões

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Andorinha

Boletim epidemiológico atualizado de Andorinha

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Jaguarari

Boletim Epidemiológico JAGUARARI – 22 de Outubro

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Divulgamos nesta edição que foram diagnosticado 02 novos casos de coronavírus por exame RT-PCT (LACEN), sendo 01 da sede e 01 da Fazenda Bruteiro.
Continuam em acompanhamento 31 casos na fase ativa, sendo 06 assintomáticos e 25 sintomáticos. No momento, 02 pacientes permanecem internadas, sendo 01 em UTI e 01 em enfermaria.

Qualquer dúvida relacionada ao COVID-19, utilize a central de atendimento mandando mensagem de WhatsApp para (74) 99948 0045 ou Ouvidoria Municipal através do número (74) 99976-4748.

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Eleições 2020

Juazeiro: Perda de apoios na base e oposição unida ameaçam reeleição de prefeito

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Candidato à reeleição em Juazeiro, o prefeito Paulo Bomfim (PT) corre o risco de ser gestor de um mandato só. O combo gestão mal avaliada somada à força da oposição indica para um melhor posicionamento da assistente social e ex-vereadora Suzana Ramos (PSDB) nas pesquisas eleitorais.

Na cidade, a eleição de 2020 se desenha com seis postulantes ao Executivo municipal. Além de Bomfim e Suzana, Breno Rainam (PSOL), Capitão Moreira (Avante), Coronel Anselmo Bispo (DEM) e Raffani Souza (Republicanos) estão na briga.

Esses últimos quatro, no entanto, apresentam menor expressividade nas estimativas eleitorais. O levantamento feito pela Séculus Análise e Pesquisa, sob encomenda do Bahia Notícias, no início deste mês mostrou Suzana com 43,42% das intenções de voto contra 26,71% de Paulo Bomfim no cenário estimulado, quando o entrevistado sabe quais são as opções na mesa.

Essa mudança na balança de forças começou a se desenhar tempos atrás. Eleito pelo PCdoB em 2016, Bomfim foi o nome à frente de uma coligação que reuniu 11 legendas. Desse total, no entanto, seis abandonaram o projeto – PDT, PTB e Pros apoiam a candidatura de Suzana, PSL e PSC integram à coligação de Coronel Anselmo e o PRB, hoje Republicanos, lançou candidatura própria com Raffani.

No caso do PDT, que inclusive ocupou a vaga de vice na eleição anterior, com Doutora Dulce, a aliança foi se estremecendo a ponto de o próprio Bomfim dispensar o apoio do partido para a eleição deste ano. Os pedetistas disseram que a medida foi recebida “com tranquilidade”, uma vez que a “voz” prometida dentro do governo “nunca foi dada a ninguém”. Com isso, os membros da legenda com cargo na administração municipal deixaram seus postos e, em seguida, o PDT decidiu apoiar o projeto da tucana.

FORTALECIMENTO DA OPOSIÇÃO

O processo de alianças em prol do nome de Suzana contou com a influência do ex-prefeito da cidade, Joseph Bandeira (SD). Ele próprio seria o candidato se não tivesse sido considerado inelegível pela Justiça em decorrência de um processo por improbidade administrativa – a decisão em questão acabou por ser revista nesta semana, mas aí as candidaturas já estavam registradas e o cenário, definido. O político indicou seu filho, Leonardo Bandeira (SD), para o posto de candidato a vice, e o grupo vem conquistando apoio até de integrantes de legendas que possuem candidato próprio na eleição.

É o caso do Democratas, que lançou a candidatura do Coronel Anselmo Bispo, mas não conseguiu unanimidade entre os partidários. Caciques da legenda no município, como o empresário John Khoury, declararam apoio abertamente a Suzana. 

Eles argumentam que ela é a candidata com chances reais de retirar a cidade das mãos do grupo que a comanda há 12 anos, já que Anselmo tem marcado menos da metade que a ex-vereadora nas pesquisas. No último levantamento feito pela Séculus, por exemplo, ele chegou a 12,11% das intenções de voto, em terceiro lugar.

SALDO NEGATIVO

O segundo fator que prejudica a reeleição de Bomfim também está explícito nas pesquisas eleitorais: a maioria dos eleitores de Juazeiro reprova a gestão do petista. A porcentagem de pessoas que avaliam o governo como péssimo (18,42%) ou ruim (13,16%) soma 31,58%, menor apenas do que o grupo que considera a gestão como regular, composto por 38,29% dos entrevistados. Na outra ponta, estão os 22,37% que acreditam que o governo é bom e os 6,58% que o classificam como ótimo.

Com isso, ele é o candidato líder em rejeição, apontado por 38,55% dos eleitores como o postulante no qual eles não votariam de jeito nenhum. Por outro lado, Suzana e Coronel Anselmo, que são os opositores que melhor pontuam, são rejeitados por 13,82% e 11,71% dos juazeirenses, respectivamente.

Não fosse só isso, a situação de Bomfim na sua própria base não é das mais confortáveis. Eleito em 2016 pelo PCdoB, ele migrou para o PT e sua antiga legenda não ficou nem com a vice. A vaga foi para o PP, com Charles Leão.

ESTREANTES E ISOLADOS

Embora a tendência seja de decisão entre dois nomes experientes – Bomfim é o atual prefeito e Suzana já se candidatou a outras quatro eleições, sendo eleita vereadora por dois mandatos (2009-2012 e 2013-2016) -, metade dos candidatos em Juazeiro é estreante na política partidária.

Um exemplo é o postulante do PSOL, Breno Rainan. O estudante de apenas 25 anos disputa uma eleição pela primeira vez e é o candidato mais novo no pleito. Outro que decidiu apostar em uma cara nova e também jovem foi o Republicanos, representado na eleição pelo empresário Raffani. A legenda foi mais uma que abandonou a base de Bomfim.

Outro novato é o Coronel Anselmo, que foi convidado para ingressar no DEM pelo deputado federal Elmar Nascimento. Ele faz parte do grupo de militares que se engajaram na política partidária após a eleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), capitão reformado do Exército. Como vice, ele tem o forrozeiro Targino Gondim (Cidadania), pouco mais experiente na vida eleitoral, pois foi candidato a deputado federal em 2018.

Já o quarto nome na disputa é o bombeiro Capitão Moreira (Avante), mas ele já concorreu como vereador pelo PV, em 2004. Assim como Breno e Raffani, o militar marcha com o partido isolado, sem coligações.

CONDIÇÕES FINANCEIRAS

Sem surpresas, as candidaturas aparentemente mais promissoras são também aquelas mais turbinadas financeiramente. De acordo com os números verificados na tarde desta quarta-feira (21), no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha de Coronel Anselmo foi a que recebeu mais recursos até o momento: R$ 400 mil. Na sequência, vem a chapa encabeçada por Paulo Bomfim, com R$ 303 mil disponíveis, e a de Suzana Ramos, com R$ 190 mil.

Já Raffani, que registrou apenas 2,11% das intenções de votos na última pesquisa feita pela Séculus, recebeu R$ 9 mil até agora. Os demais candidatos, Breno Rainam (PSOL) e Capitão Moreira (Avante), ainda não prestaram contas.

Todos os dados de pesquisa eleitoral citados nesta matéria se referem ao levantamento encomendado pelo Bahia Notícias ao instituto Séculus Análise e Pesquisa. Foram realizadas 1.060 entrevistas, de 3 a 5 de outubro, com eleitores a partir dos 16 anos. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro, de 3,0 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BA-05543/2020 (saiba mais aqui).

BN

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