Conecte-se conosco

Eleições 2020

O que aconteceu no TSE?

Publicado

em

© Tiago Queiroz/Estadão

Pela primeira vez em décadas, o Brasil duvidou da eficiência de seu processo eleitoral. E com razão, porque durante horas a apuração parecia parada. De nada adiantou a explicação oficial de que estava tudo sob controle, se os resultados não apareciam. É como ver 90 minutos de futebol e, ao fim, não saber o resultado.

Há quem diga que o atraso na divulgação dos resultados se origina em gestão passada, quando se decidiu centralizar o processo em Brasília. Tal arranjo teria diminuído os custos do sistema, mas vai contra boas práticas de sistemas de informação – e aqui falo como velho professor de engenharia de software. Pior ainda se tal solução centralizadora estivesse sujeita a pontos singulares de falha, de 100% de suas partes funcionando para a contabilidade e divulgação com a velocidade usual. Mas foi essa a explicação dada, deixando muitos incrédulos – até porque o histórico de eficiência do sistema eleitoral brasileiro é muito grande.

Como se não bastasse, isso ocorreu em um contexto em que dados capturados numa invasão ao TSE, aparentemente há algum tempo, foram liberados na web, aliados a uma campanha de ataques de negação de serviço que afetou facetas digitais do Tribunal. Parece uma campanha articulada de descrédito do sistema eleitoral. Além disso, houve falhas no sistema de título de eleitor digital para justificar a ausência das urnas –e a justificativa foi de que muitas pessoas estavam tentando usar o app, como se não houvesse uma previsão sobre isso. É de espantar.

Há muita coisa para se investigar: de quem invadiu as propriedades digitais do TSE até entender se isso estava articulado com a ideia de desacreditar o processo democrático digital. Além dessas (e várias outras perguntas), será que não há uma demanda para revisar a plataforma eleitoral, que ontem funcionou de forma tão diferente do normal? Não seria muito melhor se o sistema digital do qual a eleição depende fosse mais transparente, como muitos vêm arguindo há décadas?

O TSE é uma operação vertical: define regula, desenha, constrói, opera os sistemas que realizam o processo eleitoral e, se houver alguma dúvida ou conflito… é só recorrer ao TSE. O Tribunal estaria melhor se houvesse separação entre quem realiza os processos eleitorais e quem os define, avalia e resolve dúvidas e pendências. Fosse assim, o TSE não teria de ter feito tudo isso no domingo.

Ainda bem que, pelo que sabemos, não foi algo que afetou as escolhas dos eleitores. Mas poderia ter sido. Contra teorias conspiratórias, horizontalidade, abertura e transparência são vacinas para evitar que boatos não vençam os fatos. A plataforma digital do sistema eleitoral brasileiro pode vir a ser a melhor do mundo; mas há lição de casa a fazer.

Estadão

Eleições 2020

TRE decide pelo indeferimento da candidatura de Carlos Brasileiro. Se vencesse a eleição, não assumiria o cargo

Publicado

em

Decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, publicada nesta segunda-feira, 23, indeferiu o registro de candidatura de Carlos Brasileiro, mantendo suas punições.

Com essa decisão, caso fosse eleito, Carlos Brasileiro, não seria diplomado e não assumiria a prefeitura municipal.

cabe recurso ao TSE

Confira íntegra da decisão:D0C704E1-9914-4E9A-A57E-9645D9B0536A

blogdowalterley

Continue Lendo

Eleições 2020

Eleições 2020: WhatsApp bane mais de mil contas por disparo em massa

Publicado

em

O WhatsApp liberou nesta quinta-feira (19) um estudo com os números da parceria do mensageiro com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no combate às fake news e ao disparo em massa de mensagens. O levantamento indica que 3.236 usuários foram denunciados, e o aplicativo terminou banindo 31,03% deles — ou seja, 1.004 contas foram removidas da plataforma. O WhatsApp lançou, em preparação ao primeiro turno das eleições, um chatbot com o TSE para tirar dúvidas de eleitores, além de colher relatos de fake news e controlar a propagação de boatos no aplicativo para Android e iPhone (iOS).

O estudo revelado hoje pelo WhatsApp reuniu dados de 27 de setembro até 15 de novembro, data do primeiro turno das eleições 2020. 4.759 denúncias foram enviadas ao TSE (a partir do link “https://denuncia-whatsapp.tse.jus.br/dew/rest/denuncia/”; sem aspas), enquanto o mensageiro recebeu 4.630 relatos de comportamento automatizado. Destas, 129 foram desconsideradas por não abordarem as eleições municipais.

3.236 contas foram denunciadas durante o período do levantamento, e 1.004 (31,03% delas) terminaram efetivamente banidas da plataforma. Segundo o WhatsApp, 63% desses perfis removidos já tinham sido marcados pelo aplicativo como suspeitos, e haviam sido bloqueados antes mesmo das denúncias.

Vale lembrar que enviar mensagens em massa é proibido pelo aplicativo e viola a lei, como explica a secretária-geral da Presidência do TSE, Aline Osorio: “O disparo em massa de mensagens é uma prática proibida, passível de punição nas eleições. Os eleitores devem estar atentos e denunciar atividades suspeitas que desequilibrem o processo eleitoral”. O aplicativo tem aplicado medidas para frear a disseminação de rumores na plataforma, como limitando o número de encaminhamentos de mensagens compartilhadas muitas vezes.

techtudo

Continue Lendo

Eleições 2020

Justiça Eleitoral indefere candidaturas em Caldeirão Grande, Saúde e Pindobaçu

Publicado

em

A Justiça Eleitoral indeferiu sete pedidos de registro de candidaturas nas cidades de Caldeirão Grande, Saúde e Pindobaçu.  As impugnações foram apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Segundo o promotor de Justiça Pablo Almeida, todas as candidaturas apresentavam irregularidades.

O candidato a prefeito do Município de Caldeirão Grande, o ex-prefeito João Gama Neto teve o registro impugnado pelo juiz Rodolfo Barros por encontrar-se inelegível. Ele teve as contas rejeitadas nos últimos oito anos pela Câmara de Vereadores, que acompanhou as recomendações contidas em pareceres técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM) referentes aos anos de 2015 e 2016.

No município de Saúde, por solicitação do MPE, foi indeferida a candidatura da ex-prefeita Marilene Pereira Rocha ao cargo de vice-prefeita. Segundo o promotor de Justiça, ela também se encontra inelegível por ter tido contas rejeitadas nos últimos oito anos pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE), por conta de irregularidades na prestação de contas referente ao Convênio nº 023/2004, firmado entre a Secretaria do Trabalho e Ação Social (Setras) e o Município de Saúde. “A Corte de Contas reconheceu que a impugnada recebeu os valores do convênio e não comprovou sua utilização em estrita obediência das normas pertinentes, caracterizando irregularidade insanável”, registrou Pablo Almeida.

Já o candidato ao cargo de vereador em Saúde, Paulo Pereira da Silva teve seu registro indeferido por não possuir filiação partidária pelo período mínimo estabelecido na legislação.  Em Pindobaçu, foram impugnadas as candidaturas dos concorrentes ao cargo de vereador Miralva Sena, por a ausência de quitação eleitoral por omissão na prestação de contas da campanha relativa às eleições 2008; Lindalva Cruz, ausência de comprovação de filiação partidária até o dia 04 de abril de 2020 no partido requerente, já que nos registros eleitorais ela encontra-se devidamente filiada a outro partido; Agnelton Marcelo Silva, por não ter sido o candidato escolhido em convenção partidária; e Nilson José Liberal, ausência de quitação eleitoral da candidata por omissão na prestação de contas da campanha relativa às eleições de 2016.

Bahia Notícias

Continue Lendo

Mais Lidas

Copyright © 2019 - Criado por PrecisoCriar | www.precisocriar.com.br