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Todos os 12 meninos e o treinador estão fora da caverna na Tailândia

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A última criança e o técnico de um time de futebol que estavam presas dentro de uma caverna na Tailândia foram resgatadas nesta terça-feira. Agora, todos os doze meninos mais o adulto deixaram a caverna de Tham Luang, no norte do país.

O The Guardian informa que o 11º garoto resgatado era o mais jovem do grupo, com onze anos. Seu apelido é Titan e joga futebol há cinco anos e entrou para o time há três.

O primeiro-ministro da Tailândia Prayut Chan-o-chau informou à imprensa que os garotos resgatados tomaram ansiolíticos para deixarem a caverna.

Os trabalhos foram retomados às 10h08 da manhã do horário local com uma equipe de 19 mergulhadores. 

O terceiro dia de resgates começou com chuvas na região de Mae Sai, o que renovou as preocupações com as condições de resgate. Segundo a CNN, especialistas próximos à operação expressaram preocupação com o aumento do nível da água, o que poderia aumentar o risco para os mergulhadores e aumentar o tempo de resgate.

Apesar das preocupações, uma parte significativa do trajeto para sair da caverna permitia caminhar. O comandante da missão, Narongsak Osotthanakorn afirmou que a operação era uma corrida contra o tempo e contra a água. 

Entenda o caso

Reprodução Voluntários dão alimentos para as crianças presas em caverna na Tailândia

Após uma forte tempestade, doze garotos, entre 11 e 16 anos, membros de um time de futebol tailandês ficaram presos na caverna de Tham Luang junto com seu treinador, de 25 anos, em 23 de junho. No dia 2 de julho, nove dias depois do desaparecimento dos jovens, mergulhadores britânicos os localizaram e, desde então, trabalham em forte operação de resgate.

De acordo com autoridades locais, três opções de salvamento foram cogitadas: mergulhar, tentar o resgate através de túnel perfurado na rocha — mais de 100 locais foram perfurados sem sucesso — ou esperar a água baixar o suficiente para que a travessia fosse realizada andando. A primeira opção foi considerada a mais segura, avaliando as condições de saúde, os recursos disponíveis e o tempo necessário.

Ao todo, noventa mergulhadores foram mobilizados para realizar o resgate, quarenta deles tailandeses e os outros cinquenta de países como Austrália, Reino Unido e China. Além deles, 36 militares americanos do Comando do Pacífico foram acionados para ajudar na operação, que foi considerada um dos resgates mais complicados que os melhores mergulhadores de cavernas do mundo já viram. A temporada de monções no sul da Ásia, que provoca chuvas extremamente fortes e persistentes, e o fato de que o percurso deveria ser feito completamente no escuro com crianças inexperientes são fatores que dificultam ainda mais o trajeto, que já é perigoso até para profissionais. Na sexta-feira, 6,um ex-mergulhador da Marinha tailandesa morreu enquanto espalhava tanques de oxigênio por uma possível rota de escape.

Os socorristas estão em uma corrida contra o tempo para resgatar as crianças e seu técnico. Há previsão de retorno das fortes chuvas de monções nos próximos dias. Quando isso acontecer, a caverna será efetivamente fechada até outubro.

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Coronavírus custou entre 15 e 22 bilhões de dólares a Shell

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© BEN STANSALL

A gigante do petróleo Royal Dutch Shell anunciou nesta terça-feira que seus ativos registraram uma depreciação de entre 15 e 22 bilhões de dólares no segundo trimestre, consequência do impacto da pandemia de coronavírus na demanda e nos preços dos combustíveis.

“No segundo trimestre, a Shell revisou suas perspectivas de valores a médio e longo prazo e suas perspectivas de margens para refletir o impacto da pandemia de COVID-19”, explica a empresa em um comunicado. 

O grupo acrescenta que reavaliou seus ativos tangíveis e intangíveis e registrará “gastos de depreciação de 15 a 22 bilhões de dólares após impostos no segundo trimestre”.

A empresa aposta em um barril de petróleo a 35 dólares este ano, um preço que não permite geralmente aos grandes grupos de petróleo gerar lucros. A Shell prevê um barril a 40 dólares no próximo ano e 50 dólares em 2022.

As cotações do petróleo começaram 2020 ao redor dos 60 dólares, antes de uma queda expressiva em março e abril.

No primeiro trimestre, a Royal Dutch Shell entrou no vermelho devido à queda dos preços do petróleo, o que levou a empresa a reduzir seus dividendos pela primeira vez desde os anos 1940.

AFP

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OMS atualizará orientações após “grande notícia” sobre remédio contra Covid-19

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© Reuters/YVES HERMAN

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que se prepara para atualizar suas orientações sobre o tratamento de pessoas com Covid-19 em reação aos resultados de um teste clínico que mostrou que um esteroide barato e comum pode ajudar a salvar pacientes gravemente doentes.

Resultados de testes anunciados na terça-feira mostraram que a dexametasona, usada desde os anos 1960 para diminuir inflamações de outras doenças, como artrite, reduziu em cerca de um terço as taxas de mortalidade entre pacientes de Covid-19 gravemente doentes e hospitalizados.

A orientação clínica da OMS para o tratamento de pacientes infectados com o novo coronavírus se dirige a médicos e outros profissionais de saúde e almeja usar os dados mais recentes para informar os clínicos gerais sobre a melhor maneira de combater todas as fases da doença, da verificação à alta hospitalar.

Embora os resultados do estudo sobre a dexametasona sejam preliminares, os pesquisadores por trás do projeto disseram que leva a crer que o remédio deveria se tornar um recurso padrão no cuidado de pacientes com casos graves imediatamente.

Em pacientes de Covid-19 com uso de ventiladores, ficou demonstrado que o tratamento reduz a mortalidade em cerca de um terço, e para pacientes que só precisam de oxigênio a mortalidade foi reduzida em cerca de um quinto, de acordo com dados preliminares compartilhados com a OMS.

O benefício só foi visto em pacientes de Covid-19 gravemente doentes e não foi observado em pacientes com uma doença mais amena.

A boa notícia chega no momento em que infecções de coronavírus se aceleraram em alguns locais, como os Estados Unidos, e em que Pequim cancelou dezenas de voos para ajudar a conter um novo surto na capital chinesa.

“Este é o primeiro tratamento em que se mostrou reduzir a mortalidade em pacientes com Covid-19 que precisam de oxigênio ou do auxílio de ventilador”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em um comunicado emitido na noite de terça-feira. A agência disse que aguarda a análise dos dados completos do estudo nos próximos dias.

“A OMS coordenará uma meta-análise para aprimorar nosso conhecimento geral desta intervenção. A orientação clínica da OMS será atualizada para refletir como e quando o remédio deve ser usado para Covid-19”, acrescentou a agência.

Mas a principal autoridade de saúde da Coreia do Sul alertou para o abuso do medicamento em pacientes de Covid-19.

“(Ele) já é usado há tempos em hospitais sul-coreanos para pacientes com diversas inflamações”, disse Jeong Eun-kyeong, chefe do Centro para Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KCDC). “Mas alguns especialistas alertam que o remédio não só reduz a reação inflamatória nos pacientes, mas também o sistema imunológico, e pode desencadear efeitos colaterais. O KCDC está debatendo seu uso em pacientes com Covid-19.”

Reuters

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Situação “extremamente grave” de surto de Covid-19 em Pequim soa como advertência para Europa

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© AP – Mark Schiefelbein

As autoridades de Pequim diagnosticaram 27 novos casos de infecção por coronavírus nas últimas 24 horas, elevando para 106 o número de pessoas com a Covid-19 em cinco dias. A situação da epidemia em Pequim é “extremamente grave”, disse o porta-voz do prefeito nesta terça-feira (16), depois que centenas de pessoas foram infectadas desde a semana passada, na capital chinesa.

Pequim está “correndo contra o relógio” diante do novo coronavírus, disse o porta-voz do prefeito, Xu Hejian, à imprensa. A cidade de 21 milhões de habitantes intensificou os esforços contra a Covid-19 e atualmente tem capacidade para realizar mais de 90.000 testes de diagnóstico por dia.

Esse surto epidêmico despertou o medo de uma “segunda onda” da pandemia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na segunda-feira (15) que estava acompanhando a situação em Pequim “de muito perto” e mencionou o possível envio de mais especialistas nos próximos dias.

O surto começou no gigantesco mercado atacadista de Xinfadi, um dos maiores da Ásia, onde o vírus foi detectado na semana passada. Desde então, outros quatro mercados da capital foram fechados total ou parcialmente e cerca de trinta áreas residenciais foram colocadas em quarentena. Os alunos do ensino fundamental e do primeiro ciclo do ensino médio podem retomar as aulas em casa.

O recrudescimento de casos da Covid-19 na China é acompanhado com atenção pelas autoridades europeias. O espaço Schengen de livre circulação, que inclui 22 países do bloco, acaba de reabrir suas fronteiras internas, para tentar salvar a temporada turística do verão. A França reabriu ontem seus bares e restaurantes, depois de constatar um recuo constante da epidemia desde meados de maio. “O pior ficou para trás”, declarou nesta segunda-feira (15) o ministro francês da Saúde, Olivier Verán.

A maior parte dos países europeus elaborou planos para confinar novamente as populações, caso surjam surtos localizados de coronavírus. Uma segunda onda da pandemia seria catastrófica para a economia europeia, que enfrenta a pior recessão de sua história.

RFI

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